Ministra dá prémio máximo aos cobradores de impostos
A Manuela Ferreira Leite vai conceder aos funcionários do fisco um prémio de produtividade, mesmo reconhecendo que estes tiveram baixos níveis de produtividade em 2003.
É um mau princípio, premiar quem não desempenhou satisfatoriamente as sua funções. A fundamentação da decisão assenta, contudo, na necessidade de motivar esta classe para os desafios da cobrança coerciva de impostos em 2004.
Apesar de muito discutível, poder-se-ia aceitar a decisão.
Levanta-se porém uma questão muito importante.
O resto do funcionalismo público!
O resto dos funcionários públicos, ainda que com baixos índices de produtividade, não precisam de ser motivados? O que está previsto para estes trabalhadores?
As contestações, manifestações e greves de sectores do funcionalismo publico não dizem nada ao governo?
Os profissionais das forças de segurança não precisam de ser motivados?
Os trabalhadores da justiça não precisam de ser motivados?
Os profissionais da saúde não precisam de ser motivados?
Onde está o funcionário público que dispensa motivação (excepção ao novo director geral da DGCI)?
Ou a motivação, para além dos trabalhadores do fisco por razões obvias, só abrange as cúpulas da administração pública, com especial destaque para as requisições feitas no sector privado?
Em 1974, a Conferência Mundial sobre a Alimentação fixava a meta de eliminar a fome no mundo até 1984. Foi um sonho impossível como admitiram implicitamente, em 1996, os representante da FAO reunidos em Roma. Hoje, voltam ainda as previsões da redução pela metade do número de famintos até 2020.
Prevê-se que uma massa de 1 bilião e 300 milhões ainda passará fome naquele ano, sendo que as crianças subnutridas somarão 132 milhões. Um pouco abaixo dos 166 milhões de 1997, mas ainda muitas: uma a cada quatro crianças passará fome.
Os números nada animadores estão no relatório “Previsões para o ano 2020 sobre a alimentação mundial: tendência alternativas e escolhas” apresentado em Bona, Alemanha.
Cada dia, morrem por causa da fome, 24 mil pessoas.
10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos de idade.
Todavia, há uma pequena melhora, ainda mais porque o relatório analisa também outros factores que podem, mais uma vez, modificar para pior essas previsões.
Parece que América Latina vai conseguir, até 2020, eliminar a fome do continente. A China também reduzirá pela metade seu exército de crianças subnutridas com a política do filho único, mas a Índia continuará a ser um problema, pelo aumento da sua população. A tragédia, porém, continuará na África, onde se anuncia um aumento da fome: a desnutrição infantil passará dos 33 milhões, em 1997, a algo entre 39 e 49 milhões, em 2020.
Segundo o Ifpri, instituto americano que faz pesquisas sobre a economia dos países pobres ligados à FAO, a África, para reverter esses números, precisaria de muito dinheiro, entre 76 a 186 biliões de dólares, somente para melhorar suas infra-estruturas básicas (estradas, irrigação, saúde, etc). Porém a tragédia das crianças famintas poderia já ser reduzida em parte, se fosse possível aumentar os investimentos pelo menos de 10 biliões de dólares ao ano (cifra menor de quanto o mundo gasta em armamentos).
Na África, existem outros desafios endémicos, como os conflitos armados e as maiores taxas de pobreza, dificultando até o começo de uma retoma a curto prazo de um crescimento económico sustentável.
“As previsões mais recentes deixam entender que o objectivo fixado em 1996 não será conseguido antes de 2030”: lê-se no site da FAO. Dez anos de atraso em relação às previsões do relatório acima.
Mas esses números não são nada em comparação com os biliões gastos anualmente em guerras e armamentos ao redor do mundo. O Stockholm International Peace Research Institute, informa que o poderio militar no mundo gasta em média entre 900 biliões e 1 trilião de dólares por ano. Usando a quantia de $1 trilião, isso significa que as forças armadas do mundo têm um gasto astronómico de 2 milhões de dólares por minuto! Um plano para suprir água potável por dez anos para os pobres nas regiões em desenvolvimento ficaria em 30 biliões, ou seja, a quantia que as forças armadas gastam em apenas 10 dias. Dezoito dias de gastos das forças armadas por ano poderiam erradicar a subnutrição no mundo inteiro. Peritos acreditam que 200 milhões de dólares, ou seja, o que as forças armadas gastam em três horas, poderiam exterminar doenças como a difteria, a tosse convulsa, o tétano, o sarampo e a poliomielite, que juntas matam 4 milhões de crianças por ano.
--- Há aproximadamente 50 milhões de pessoas desenraizadas no mundo - refugiados que procuraram segurança em outro país e pessoas deslocadas dentro do seu próprio país. Cerca de metade destes deslocados são crianças.
--- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados apoia 22 milhões e trezentas mil destas pessoas. Estima-se que delas 10 milhões sejam crianças abaixo dos 18 anos.
--- A maior parte das pessoas foge das suas casas devido à guerra. Estima-se que mais de 2 milhões de crianças foram mortas em conflitos na última década. Crê-se que mais 6 milhões de crianças foram feridas e um milhão ficaram órfãos.
--- Nas décadas mais recentes a proporção das vítimas de guerra, estabelecida entre civis e combatentes, saltou de 5% para mais de 90%.
--- Em 87 países as crianças vivem entre 60 milhões de minas. Por ano, 10.000 crianças continuam a ser vítimas das minas.
--- Mais de 300 mil jovens e raparigas combateram em mais de 30 países, em todas as regiões do mundo, como crianças soldado. Muitas com menos de 10 anos. Bastantes meninas soldado são vítimas de diversas formas de escravatura sexual.
--- A Convenção dos Direitos da Criança, de 1989, é a estrutura legal mais importante, em todo o mundo, para a protecção das crianças. A Convenção tem o mais alto número de Estados Parte em comparação com os outros Tratados de direitos humanos, tendo sido ratificada por todos os Estados, excepção feita aos Estados Unidos da América e à Somália.
--- No ano 2000, a Assembleia Geral das NU aprovou dois Protocolos Opcionais à Convenção: um sobre a venda de crianças e pornografia infantil e, outro estabelecendo a idade mínima de 18 anos para a participação de crianças em hostilidades.
--- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados já reconheceu as necessidades especiais das crianças e jovens refugiados nos seus próprios países. Nos últimos anos o Comissariado introduziu muitos programas, ampliou outros, e tentou incorporá-los a todos nas respectivas operações.
--- Acompanhadas pelos seus parentes ou, sozinhas, as crianças são cerca de metade das pessoas requerentes de asilo no mundo industrializado. O Canadá tornou-se, em 1996, o primeiro país a dispor de um sistema de sentença judicial para refugiados com vista à elaboração de linhas específicas de actuação no respeitante às crianças requerentes de asilo.
--- Neste momento deve haver, só na Europa ocidental, cerca de 100.000 crianças separadas das suas famílias. Todos os anos, na Europa, na América do Norte e na Oceânia, perto de 20.000 delas ficam ao abrigo dos pedidos de asilo.
--- Entre 1994 e 1999 as Nações Unidas solicitaram fundos para ajuda de emergência no valor de 13,5 mil milhões de dólares americanos, na sua maioria destinados às crianças. Contudo, apenas receberam 9 mil milhões.
--- O montante de assistência variou muitíssimo de região para região. Em 1999, os doadores deram o equivalente a 59 cêntimos americanos/per capita, por dia, para 3 milhões e quinhentas mil pessoas no Kosovo e no sudoeste europeu, ao passo que para os 12 milhões de vítimas africanas apenas deu 13 cêntimos americanos, por dia/per capita.
--- A SIDA matou mais de 3 milhões e oitocentas mil crianças e fez órfãs mais 13 milhões. Nos últimos cinco anos, a SIDA e o VIH tornaram-se na maior ameaça às crianças, em especial em países devastados pela guerra. Nos países mais afectados estima-se que cerca de metade das crianças que agora contam 15 anos, irá morrer da doença.
--- Em 1998, os países doadores atribuíram 300 milhões de dólares americanos ao combate à SIDA embora fossem precisos 3 mil milhões de dólares americanos.
--- Entre 1994 e 2000, mais de 67.000 crianças foram reunidas às suas famílias, na região dos Grandes Lagos, graças a um programa global traçado por organizações de cariz humanitário.
--- No Ruanda, hoje em dia, estima-se que mais de 45.000 agregados familiares sejam chefiados por crianças, sendo meninas 90% delas.
--- Edifícios escolares, professores e crianças tornaram-se, de forma deliberada, alvos na guerra. Por exemplo, durante o conflito em Moçambique, nos anos 1980-90, 45% das escola foram destruídas.
--- Se os países desenvolvidos alcançassem a meta acordada para a Ajuda, os 0,7% dos respectivos PIB, uns 100 mil milhões de dólares americanos extra ficariam disponíveis para auxiliar as nações mais pobres do mundo.
--- Estima-se que, por todo o mundo, mil e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos de um dólar americano por dia. Metade deles são crianças.
--- Em cada ano, morrem 10 milhões de crianças com menos de cinco anos, a maioria vitimada por doenças que se podem prevenir e pela má nutrição.
--- Em cada ano cerca de 40 milhões de crianças não são registadas ao nascer ficando assim privadas de nacionalidade e de um nome legal.
("The world of children at a glance" in Refugees, Geneve, UNHCR, vol 1, nº 122, 2001,
p.7, tradução e adaptação)
A detenção na Base de Guantanamo, em Cuba, de crianças recrutadas para actuarem como soldados no Afeganistão, está gerando insatisfação de organismos internacionais de defesa dos direitos humanos. Os menores, com idades inferiores a 16 anos, foram capturados há mais de um ano por tropas norte-americanas durante operação militar para depor o regime Talibã e foram encaminhados junto a centenas de outros presos para a base militar dos EUA em solo cubano.
A Human Rights Watch enviou uma carta nesta semana ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, repudiando a detenção dos adolescentes. Segundo a HRW, trata-se de três menores com idades entre 13 e 15 anos. Um porta-voz do Pentágono revelou que as crianças têm sido interrogadas a fim de passar informações de inteligência para militares norte-americanos.
"O secretário Rumsfeld chamou aos detidos de Guantanamo de ‘pior do que existe de ruim’. Mas acho difícil de acreditar que uma criança de 13 anos possa estar incluída nesse contexto. Prover simplesmente os EUA de inteligência militar não justifica a detenção de crianças", esclareceu Jo Becker, director da Divisão dos Direitos da Crianças da HRW.
Conforme a carta encaminhada a Rumsfeld pela HRW, as condições em Guantanamo expõem as crianças a sérios riscos, uma vez que menores detidos jamais deveriam estar em contacto com adultos. Os adolescentes estão sem acesso a advogados, acesso limitado ou nenhum aos familiares e ainda estão sujeitas a interrogatórios.
Leis humanitárias internacionais determinam que não existem circunstâncias para que crianças abaixo dos 15 anos sejam recrutadas para actuarem como soldados ou usadas para participar de hostilidades. "O uso de crianças soldados é um abuso aterrorizante. Essas crianças têm direito à reabilitação, e não a uma indefinida detenção", concluiu Becker.
Clique aqui para ler a íntegra da carta da HRW para o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld.
in Desarme
Nos últimos cinco anos, dezenas de milhares de crianças foram forçadas a combater ao lado das forças armadas do governo e grupos políticos armados na República Democrática do Congo (RDC).
Desde o início até ao final do seu serviço militar, estas crianças estão sujeitas a experiências horrendas e desumanas, incluindo espancamentos, violações e outras formas de tortura. Essas crianças são forçadas em combate a cometerem sérios abusos de direitos humanos. Uma geração inteira está a ser traumatizada.
Apesar da assinatura de um acordo de paz e da formação de um novo governo transitório de unidade nacional, crê-se actualmente que a taxa de recrutamento de crianças está a aumentar em algumas áreas da RDC de um modo aterrador. Muitos, senão todos os grupos políticos armado que lutam no leste da RDC, estão ainda activamente a recrutar crianças. O exército governamental da RDC ainda possui milhares de crianças-soldado a servirem nas sua fileiras, apesar de já ter tornado público que deixou de recrutar crianças.
Como agravante, e apesar de se terem feito alguns esforços para desmobilizar crianças-soldado, estes foram apenas realizados numa escala demasiado limitada para ter qualquer impacto real no problema. Existe a necessidade de criar programas de reabilitação adequados para as crianças-soldado e oferecer-lhes oportunidades para desenvolverem o seu potencial e as suas vidas de modo a que não se sintam necessidade de voltarem a juntar-se a grupos armados para sobreviver ou viverem nas ruas onde estão vulneráveis ao crime e á exploração.
Representantes de muitos grupos armados que ainda recrutam crianças, ocuparam recentemente importantes cargos no novo governo transitório. Este novo governo da RDC precisa de ter como prioridade da sua administração a desmobilização e reabilitação das crianças-soldado.
Ajude a pôr um fim ao recrutamento e uso de crianças-soldado na RDC.
Actue agora!
Escreva ainda hoje ao Presidente Kabila, pedindo-lhe que a desmobilização e reabilitação das crianças-soldado seja uma prioridade do novo governo transitório.
Nasceu o actor e realizador norte-americano Clint Eastwood (1930- ).
Ganhou fama nos westerns : “A Fistful of Dollars” (1964), “For a Few Dollars More” (1965) e “The Good, the Bad, and the Ugly” (1967).
A personagem 'Dirty' Harry Callahan que interpretou em cinco filmes são um marco importante na sua carreira.
Com “Unforgiven” (1992) ganha o Oscar para a melhor realização. Este file é considerado um dos melhores westerns dos últimos quinze anos, ou mais.
Por todo o mundo existem cerca de 300 000 crianças envolvidas em conflitos, no Burundi as crianças soldado são “regra” num estado que não tem qualquer respeito pelos direitos das crianças. Os governantes do Burundi tardam em perceber que as crianças que hoje se militarizam não trarão um futuro nem pacifico nem promissor ao pais. No fim seremos todos nós os derrotados.
A Amnistia Internacional apela ao governo do Burundi e a todos os líderes dos diversos grupos políticos armados, que cessem imediatamente o uso e recrutamento de Crianças -Soldado e assumam os respectivos compromissos na desmobilização e reintegração destas crianças. Os líderes militares têm instigado os 10 anos de conflito armado no Burundi, recrutando e raptando crianças, destruindo a sua infância e colocando em risco a sua vida futura. – afirmou a Amnistia Internacional no seu relatório mais recente relatório Burundi: Crianças - Soldado – o desafio da desmobilização.
“Combater a prática e o legado do uso de crianças soldado constitui um elemento importante no alcance de uma paz duradoura, na qual os Direitos Humanos de todas as pessoas sejam respeitados.” - disse a Amnistia Internacional.
As crianças, mesmo aquelas com menos de 15 anos, foram cinicamente usadas como ferramentas de guerra baratas e dispensáveis. As crianças foram raptadas e retiradas às suas famílias. Outras foram forçadas a voluntariar-se no exército, devido à exclusão social e ao colapso das famílias, ou após terem testemunhado atrocidades. A pobreza e os anos de guerra tornaram mais fácil que toda uma geração de crianças fosse arrastada para o conflito armado.
“Independentemente de como são recrutadas, as Crianças - Soldado devem ter testemunhado ou participado em actos de violência, assim como devem ter sido objecto de abusos. O legado das crianças terem passado anos nas forças armadas, aprendendo primeiramente a arte da violência, terá repercussões indesejáveis, tanto no país como nos seus cidadãos, a menos que o problema seja urgentemente resolvido.”- acrescentou a Organização.
As forças armadas e os grupos políticos armados do Burundi recrutaram e usaram Crianças - Soldado como carregadores, informantes, “esposas” e como combatentes. As Crianças - Soldado do Burundi combateram tanto no país como na República Democrática do Congo. Muitas destas crianças ficaram traumatizadas, humilhadas, sofreram maus tratos e foram brutalmente castigadas, bem como expostas, devido à inexperiência e ao treino insuficiente, a riscos inúteis. Mesmo aquelas utilizadas essencialmente como carregadores estiveram na linha da frente durante os combates, enquanto cumpriam a sua tarefa de transportar os feridos e os mortos.
Pierre (nome falso), de 14 anos, foi raptado da sua casa juntamente com outras seis crianças, da comuna de Mukike, província do Rural Bujumbura em Julho de 2002 pelas Forças Nacionais de Libertação de Agathon Rwasa (PALIPEHUTU-HNL). Foram obrigadas a transportar munições e bens roubados. Ele permaneceu com a FNL durante dois meses antes de ter sido capturado e preso por membros das forças armadas.
“A comunidade Internacional e o governo do Burundi devem de forma prioritária comprometer-se a apoiar a longo prazo, de modo a facilitar a reintegração e oferecer uma conjuntura alternativa favorável às antigas Crianças-Soldado.”
Sem apoio sustentado, as crianças desmobilizadas podem regressar voluntariamente ou serem forçadas a recrutadas de novo no exército ou outros grupos armados, perpetuando o ciclo do conflito. Como alternativa podem ser obrigados a viver na rua, onde estão susceptíveis ao crime e à exploração.
Todos os programas de desmobilização, reintegração e reabilitação deviam prestar especial atenção às necessidades das Crianças - Soldado femininas, que podem ter sofrido traumas acrescidos por terem sido vítimas de violência sexual. As raparigas podem ter de enfrentar desafios acrescidos na sua reintegração, podem ser alvo de marginalização ou de abusos sexuais durante o próprio processo de desmobilização.
Os jovens adultos que foram Crianças - Soldado devem ser incluídos nestes programas de desmobilização e reintegração.
Jean-Bosco N tinha 15 anos quando integrou as forças armadas do Burundi. Durante algum tempo, antes do seu recrutamento formal, ele acompanhou e trabalhou com estas forças. Jean contou à Amnistia Internacional que viu soldados a matar civis enquanto fugiam e que tinham recebido ordens para o fazerem. Ao regressar de operações militares, os soldados torturavam e mal tratavam civis frequentemente, disciplinados pelos seus superiores apenas se os seus abusos fossem considerados demasiado notórios. Depois de ter sido detido e agredido em diversas ocasiões por ofensas disciplinares, desertou. Agora, com 19 anos, é membro dos Guardas da paz, uma milícia governamental armada, sem treino.
“As facções do conflito demonstraram pouco entusiasmo em desmobilizar as Crianças -Soldado. O seu compromisso neste processo é essencial para assegurar o sucesso do projecto. A Amnistia Internacional apela também à comunidade internacional e aos doadores que encorajem os líderes do Burundi a apoiar o processo e providenciar assistência financeira e técnica suficiente, de modo a garantir uma abordagem coordenada e abrangente do processo.”
“A comunidade internacional devia interessar-se e envolver-se neste processo e monitorizar o progresso do programa, bem como acompanhar o desenvolvimento do país, de modo a evitar algum tipo de manipulação do projecto de desmobilização pelos líderes militares ou por outras entidades. Qualquer novo recrutamento e prove de persistente uso de Crianças –Soldado deve ser publica e veementemente condenado.” - acrescentou a Organização.
Para que a desmobilização, reintegração e reabilitação seja verdadeiramente assegurada, o governo do Burundi, deve também abordar o tema da proliferação de armas no país.
Informação adicional
Não existem dados concretos sobre o número de crianças que participaram no conflito durante os últimos 10 anos. Contudo, de acordo com as estatísticas do Fundo das Nações Unidas de apoio à Infância (UNICEF) entre 6,000 e 7,000 crianças com menos de 18 anos têm agora de ser libertadas, desmobilizadas e reintegradas na sociedade. A UNICEF até ao momento conseguiu acordar com o governo do Burundi e com dois grupos políticos armados, o FNL (Mugabarabona) e CNDD-FDD (Ndayikengurukiye) a desmobilização e reintegração das suas Crianças – Soldado, estimadas em 3,000.
Desde Janeiro de 2004, 300 Crianças – Soldado das forças governamentais e da CNDD-FDD (Ndayikengurukiye) já foram desmobilizadas, e estão a ser integradas nas suas comunidades. Planos para a futura desmobilização de milhares de outras Crianças – Soldado estão a ser preparados. Dezenas de milhares de combatentes adultos têm também de ser desmobilizados e reintegrados – um desafio considerável numa situação de extrema pobreza e de conflito, tanto no Burundi como na vizinha República Democrática do Congo, uma região onde as armas de pequeno porte abundam. O modo como este processo for gerido terá um impacto significativo na situação actual e futura dos Direitos Humanos no Burundi.
Para mais informação, poderão consultar : Burundi: Crianças – Soldado – o desafio da desmobilização (AFR 16/11/2004) de 24 de Março de 2004.
Fonte
(bolds da nossa responsabilidade)
No início do ano passado, a ONU elaborou um estudo sobre o impacto de uma intervenção no Iraque. Pouco depois, os Estados Unidos deram início à invasão do Iraque sem qualquer mandato da ONU. As crianças são, mais uma vez, parte importante das vítimas inocentes da guerra.
«A ONU tem feitas as suas previsões do número de vítimas civis da guerra imperialista que se aproxima. Em concreto, um documento confidencial estima em 30% a percentagem de crianças do Iraque com idade inferior aos cinco anos que cairão sob o fogo ianque ou por efeito da desnutrição, quer dizer, mais de um milhão duzentas e cinquenta mil.
A ONU prevê também que menos de 40% da população terá garantido o acesso a água corrente, e verificar-se-á um colapso dos serviços essenciais para a sociedade iraquiana. Quanto ao número de refugiados, pode atingir quase o milhão e meio de pessoas. No estudo também se reconhece o lamentável estado de desprotecção em que o anterior agressor ocidental deixou o povo iraquiano, o que com certeza agravará os efeitos desta nova guerra, que pode atingir dimensões de genocídio.
Frente a isto, as esmolas que ianques e ingleses andam a prometer para a reconstrução do Iraque não chegará nem para cobrir os mínimos, segundo reconhece a própria ONU.
O documento que comentamos leva por título Integrated Humanitarian Contingency Plan for Iraq and Neighbouring Countries (Plano humanitário integrado de contingência para o Iraque e países vizinhos), e é assinado polo Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA) em 7 de Janeiro de 2003.
O objectivo deste estudo é convocar as entidades humanitárias e outros organismos em Genebra para acordar “operações humanitárias” paralelas e posteriores à agressão militar. Lembramos que se trata de um estudo da própria ONU, organismo multinacional hegemonizado pelas grandes potências do capitalismo mundial, o que dá maior relevo às conclusões que, na realidade, com certeza virão a ser mais dramáticas:
O documento, disponível aqui, contém as seguintes conclusões:
- "No caso de uma crise, 30% das crianças abaixo dos 5 anos estariam em risco de morte por desnutrição. Com as 4,2 milhões de crianças abaixo dos cinco anos existentes no Iraque, isto representa 1,26 milhões de crianças. “
- "o colapso de serviços essenciais no Iraque ... pode conduzir a uma emergência humanitária de proporções bem além da capacidade das agências da ONU e de outras organizações de socorro.”
- "todas as agências da ONU tenham estado a enfrentar severos constrangimentos financeiros, o que as impede de atingir mesmo níveis mínimos de preparação"
- "os efeitos de mais de doze anos de sanções, antecedidas pela guerra, aumentarão consideravelmente a vulnerabilidade da população"
- "O Programa Alimentar Mundial (PAM) estima que aproximadamente dez milhões de pessoas ... ficariam altamente inseguras em termos alimentares, ou deslocadas ou afectadas directamente pela acção militar”
- "no caso de uma crise, somente 39% da população seria abastecida [com água] racionada"
"A UNHCR considera que mais de 1,45 milhões de refugiados e candidatos a asilo poderiam fugir do Iraque em caso de conflito militar"
- "Mais de 900 mil pessoas podem ser deslocadas, além das 900.000 - 1.100.000 pessoas deslocadas internamente (PDI) existentes"
- 5.210.000 crianças altamente vulneráveis abaixo dos 5 anos e mulheres ou lactantes.
- 500.000 baixas potenciais directas e indirectas (população total).
- 3.020.000 em risco nutricional (população total).
- 18.240.000 poderão precisar de acesso a água tratada.
- 8.710.000 poderão precisar de instalações de saneamento básico.»
Sudeste asiático - A AME, Associação Missão Esperança, tem um orfanato que cuida de crianças vítimas de guerra em um país da Ásia, que não podemos dizer qual é por questões de segurança. Nesta semana, recebemos a notícia de que mais dezoito crianças, sendo que quatro delas têm apenas seis anos, chegaram para serem cuidadas pelos missionários da AME. Todas elas são vítimas do conflito que existe naquele país.
Marcos* tem doze anos e é muito educado. Em certa ocasião, seu pai e ele estavam indo para o hospital cuidar de um ferimento na mão de Marcos. No meio do caminho foram atingidos por uma bomba. O pai do garoto morreu na hora e ele teve ferimentos graves no braço. Marcos fugiu correndo deixando para trás o corpo do próprio pai. Em seus doze anos de vida, ele já viu seus tios serem decapitados e sua casa incendiada. Ele é uma, das muitas crianças que precisam de cuidados.
Maria* tem nove anos. Por causa da guerra, sua casa foi apedrejada e destruída, fazendo com que ela e sua família fugissem para a mata. Depois disso, ela e sua família fugiram para outra cidade, onde sua mãe casou novamente. Apesar de dizerem que seu pai não morreu de verdade, mas continua vivo, Maria vive a rejeição e o abandono por parte de toda sua família. A única que cuida dela é sua avó. Mas esta, por já ser bem idosa, mandou a menina para o orfanato porque não teria ninguém que cuidasse dela depois que a avó morresse.
Paula* tem oito anos e é órfã de pai e mãe. Seu pai foi fuzilado e sua mãe morreu em um naufrágio. Paula já viu muitas cenas de guerra, por isso se tornou uma criança violenta. Ela já bateu em algumas das outras crianças do orfanato e é muito bagunceira. Além disso, mente bastante. Isso é fruto de tudo o que Paula viu e conheceu durante a guerra.
*Nomes fictícios por segurança
A Organização Mundial da Saúde(OMS) estima em 40 milhões (números de 2002) o número de crianças de menos de 15 anos que são vítimas de violência anualmente, no mundo. As consequências destes traumatismos manifestam-se de diversas formas, em função da gravidade dos actos e da vivência da criança. Estes traumatismos podem, a longo prazo, ter consequências em termos de saúde e psicossociais.
Se na Região africana da OMS, o problema da violência em geral e em particular contra as crianças é reconhecido, a sua dimensão real não é ainda objecto de uma abordagem à larga escala em termos epidemiológicos, de manifestações físicas e psíquicas, da abordagem terapêutica dos casos e da sua prevenção.
A OMS define a violência contra as crianças como sendo : " os maus tratos à criança sob todas as formas, nomeadamente, física e ou afectiva, abusos sexuais, abandono ou negligência, exploração comercial ou outra que possam causar prejuízo real ou potencial à sua saúde, sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade no contexto de uma relação de responsabilidade, de confiança ou de poder".
Durante uma reunião de consulta organizada pela OMS sobre a resposta do sector da saúde à violência sexual realizada em Genebra em 2001, foi apresentado um estudo realizado em vários países da Região que ressaltou o facto de que 36% de raparigas e 29% de rapazes terem revelado ter sido vítimas de abusos sexuais em sua tenra idade.
A violência sexual tem graves consequências, a saber : gravidez não desejada, doenças sexualmente transmissíveis (DST) incluindo o HIV/SIDA, e indirectamente o alcoolismo, a toxicomania, a vagabundagem sexual, a dificuldade ou a rejeição de toda relação sexual. A incidência deste flagelo traduz-se também pelo medo, pela ansiedade, por perturbações do comportamento, do sono, da alimentação, da palavra, pela depressão podendo terminar com tentativa de suicídio ou mesmo suicídio.
As mutilações genitais femininas que são consideradas não apenas como violência sexual mas igualmente como uma violação dos direitos humanos da criança, caracterizam-se pela excisão parcial ou total do clitóris e de outros órgãos sexuais da mulher. Estas mutilações são causa de infecções graves, de sangramento abundante, de septicemia, de relações sexuais dolorosas, de fluxos menstruais difíceis, de perda da retenção urinária, risco de infecções sexualmente transmissíveis incluindo o HIV/SIDA, partos dolorosos, depressões. A amplitude do problema e tão grande que a OMS desenvolveu um plano de acção para a Região africana.
As crianças são vítimas de violência principalmente no meio familiar, comunitário, institucional ou por causa da guerra. Em tempo de guerra, as crianças expostas a todas as formas de violência sofrem traumatismos que podem interromper o seu processo de desenvolvimento, provocar perturbações psíquicas graves e transformá-las em potenciais delinquentes.
As crianças que não sofrem mas testemunham actos de violência podem também tornar-se violentas. Segundo especialistas, há mais probabilidades de que estas crianças sejam violentas com os seus parceiros na vida adulta do que aquelas que cresceram em lares não violentos.
O padre Giulio Albanese, director da agência missionária «Misna», denunciou a utilização de crianças recrutadas à força pelos rebeldes do «Exército de Resistência do Senhor» (LRA) e obrigadas a combater e perpetrar atrocidades no Uganda.
Mais de 120.000 mortos e 25.000 crianças sequestradas (reduzidas à escravidão ou envolvidas à força na guerrilha) e um milhão de desalojados é o balanço das acções que desde 1986 vêm sido cometidas pelo «LRA» às ordens de Joseph Kony, um visionário patrocinado pelo Sudão que tenta depor o governo do presidente ugandense Yoweri Museveni.
Duas hipóteses explicam a frieza das crianças durante estes combates, a primeira é que lhes sejam ministradas substâncias entorpecentes, a outra hipótese é que lhe sejam ministradas sessões de hipnose colectiva.
Para o padre Albanese, a comunidade internacional deve abandonar seu papel de espectadora, porque «infâmias e crimes horríveis foram cometidos nestes anos. Também, há que admitir, é difícil controlar e entender o que está ocorrendo nas zonas rurais infestadas de rebeldes».
O último apelo à comunidade internacional --especificamente dirigido às Nações Unidas, à União Europeia, à Comunidade Britânica de Nações e à União Africana-- foi feito de Londres no início de Fevereiro pelo bispo de Gulu, Dom John Baptist Odama: «Só a ajuda internacional poderá pôr fim ao conflito que convulsiona o norte de Uganda», advertiu.
O festival Rock in Rio Lisboa e o Campeonato Europeu de Futebol vão ser aproveitados por alguns proprietários de estabelecimentos de restauração da cidade para aumentar os preços, em valores entre os dez e os 15 por cento. É a forma, como justificam alguns comerciantes, de contornar a crise no sector.
"É natural que se aumentem os preços em alturas como estas, no estrangeiro faz-se exactamente o mesmo sempre que há um evento internacional", afirma Mário, proprietário de um restaurante na zona de Alfama. Afinal, como sublinha, são apenas as leis do mercado - "se aumenta a procura, os preços sobem".
"Se eles estão habituados a pagar muito mais no país deles, por mais que nós subamos os nossos preços, eles ainda vão achar tudo muito barato", defende ainda. Quanto aos clientes nacionais, "esses são sempre os que se tramam mais, mas o que é que se há-de fazer?", questiona Luís Manuel, também ele dono de um restaurante no Bairro Alto. "Cada um que se safe conforme pode, se vamos estar a pensar nos coitadinhos dos clientes portugueses qualquer dia não nos resta mais do que fechar as portas", confessa, sem rodeios.
O Rock in Rio está aquém das expectativas.
As contas desta restauração também sairão furadas?
E quando acabar “a festança”, quando os Euros estrangeiros e os Dólares acabarem, descem os preços ou fecham a porta?
Anda por aí muita gente que, teimosamente, parece continuar a viver nos tempos das vacas gordas de 98.
No primeiro trimestre, a economia portuguesa produziu menos que em 2003, menos que em 2002, e corre o risco de ter produzido menos que no primeiro trimestre de 2001, se a queda homóloga chegar aos 0,4%. Desde que há estatísticas que o PIB não caía durante tantos trimestres consecutivos. A recessão dura há sete trimestres, contra quatro na crise de 93 e cinco na de 1983.
Uma recessão longa demais.
Estes dados não são promessas, são realidades!
Nasceu a actriz Palmira Bastos (1875-1966).
Foi uma das maiores glórias do Teatro português, tanto no drama e na comédia como na opereta e na revista. Também integrou o elenco do filme mudo "O Destino", em 1922.
Morreu a actriz austríaca Romy Schneider (1938-1982).
A sua fama deveu-se à personagem “Sissi” que interpretou em três filmes e mais tarde a filmes como The Trial (1963), What's New Pussycat? (1965) e L'important c'est d'Aimer (1975).
Morreu o actor e cantor português Maximiano de Sousa –Max (1918-1980).
Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980. A ele se devem êxitos como “Noites da Madeira”, “Bailinho da Madeira” ou “A Mula da Cooperativa”.
O Congeminas é um chavalo bué da fixe.
Enquanto curtia a cena enjericada pelo mano resolvi dar-lhe a palmada à dita.
Como não entro numa nice com a melga do rato não consegui carregar a cena e passei-me dos carretos. Portanto é melhor a maralha passar pelo estaminé do Congeminas e curtir a cena.
Consigo perceber onde se insere o CD!
Mas por onde sai o som?
Pelas orelhas?
Começa hoje o Rock in Rio de Lisboa.
Dentro de dias começa o Euro 2004.
As férias estão à porta.
«É muita “fruta” para uma cambada de “tesos”». Foi este o lamento que ouvi hoje a alguém que, por acaso, até vive um bom bocado acima do salário mínimo. «É que não são 53 Euros, mas sim 106 Euros – a mulher não ia ficar em casa, não é?».
E continuando: «além dos vinte e um contos ainda temos de contabilizar transportes, comida e algum extrazinho.»
Lamentos similares podem ser escutados um pouco por todo o lado.
«A festa não é propriamente barata, para tempos de crise», continuava o sujeito «eu até gostava de assistir a alguns espectáculos, mas não há condições»
Será que o governo não poderia ter criado algum subsídio para os adeptos da música?
Os portugueses já estão habituados aos subsídios......
E como o futebol teve subsídios....
Bahhh!!! Deixemo-nos de tretas.
Pensamento positivo!!!
Os cofres do Estado perderam 916 milhões de Euros em impostos, só no ano passado. Num relatório da Direcção-Geral dos Impostos, conclui-se que a fraude e a evasão fiscal estão a ganhar cada vez mais terreno. Em relação a 2002 os impostos em falta cresceram 34 por cento.
De acordo com o relatório da DGI, foram os empresários que mais fugiram ao fisco.
Por sua vez, os particulares foram os mais cumpridores. Neste caso houve até uma redução nos impostos em falta.
Em 2003, a DGI fez mais de 120 mil fiscalizações e o resultado está à vista: há cada vez mais contribuintes a fugir ao fisco.
Foi por aqui que começou a retoma?
O ministério da Saúde está a estudar a redefinição da fixação dos valores das taxas moderadoras. A alteração assenta em critérios de proporcionalidade e em função do rendimento dos utentes, a fim de proteger os grupos mais carenciados e desfavorecidos.
Luís Filipe Pereira pretende vir a introduzir a diferenciação positiva em 2005, o que implicará a introdução de um novo cartão de utente com informação sobre os seus rendimentos. Este projecto é complementar de outro, que projecta que o preço dos medicamentos possa variar consoante os rendimentos do utente.
Esta ideia é defendida pela indústria farmacêutica, que propõe que o preço dos medicamentos seja diferenciado em função dos rendimentos auferidos pelo utente do SNS.
A questão de fundo neste esquema, que hipoteticamente até poderia reflectir alguma justeza social, continua por resolver: a declaração de IRS não reflecte os rendimentos reais dos seus titulares, numa percentagem bastante elevada do universo dos contribuintes.
Enquanto a questão da transparência fiscal não for resolvida, todos os sistemas de taxas que tenham em conta os rendimentos pessoais ficam prejudicados, por essa falta de transparência.
Assim resolver as questões de fiscalidade, como mais este caso vem evidenciar, são uma das prioridades deste país.
Num congresso internacional de medicina :
O médico judeu afirma:
- "A medicina em Israel é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro e em 6 semanas o paciente está procurando emprego."
O médico alemão diz:
- "Na Alemanha transplantamos um coração e em 4 semanas o paciente está procurando emprego"
O russo diz:
- "Nós fazemos um transplante de peito e em 1 semana o paciente pode procurar emprego"
O médico português diz orgulhoso:
- "Isso não é nada ... Em Portugal nós pegamos num gajo sem cérebro, colocámo-lo como primeiro ministro e agora o país inteiro está procurando emprego" !
«A carga fiscal portuguesa caiu 4,5% entre 2000 e 2004, segundo o índice da revista Forbes publicado esta semana. O índice mede a pressão fiscal, desde a taxa de IRC até ao IRS, passando pelo IVA e contribuições sociais ao longo dos últimos quatros anos. Portugal surge na 20ª posição num ranking de 50 países, Na União Europeia, a Alemanha está no topo dos reformadores fiscais com a carga de impostos a cair mais de 30%, ao contrário do Reino Unido que é o único país que aumentou em média os impostos entre 2000 e 2004.
A revista Forbes destaca, no entanto, o “paradoxo francês” que apesar da França ser um dos campeões da carga fiscal continua, o país continua a atrair um elevado investimento estrangeiro. Em 2003, segundo a Forbes, o investimento estrangeiro em França criou mais 20% de empregos que nos anos anteriores. As excelentes infra-estruturas físicas e humanas explicam a preferência dos investidores, refere a Forbes.»
Penso que esta notícia devia merecer uma reflexão profunda por parte de todos aqueles que têm responsabilidades na condução dos destinos do país, com especial destaque para a economia, a fiscalidade e a educação.
Nasce o escritor inglês Ian Fleming (1908-1964).
Fleming foi o criador do mais famoso agente secreto de todos os tempos: James Bond, agente 007 com licença para matar.
O primeiro romance do agente 007, "Casino Royale", foi escrito na sua casa na Jamaica que se chama Goldeneye, o nome de um dos filmes de James Bond, e foi publicado em 1953.
O êxito fez com que o autor escrevesse catorze histórias da sua personagem favorita, James Bond, ao longo de 12 anos.
Todos os "007" foram best-sellers .
Fleming morreu cedo, aos 58 anos, vítima de um ataque cardíaco.
Bond, por seu turno, resistiu e continua a resistir à sua morte.
Certo dia, uma senhora decide comprar um animal de estimação para oferecer ao seu marido. Dirige-se a uma loja de animais e analisa as várias hipóteses:
- Iguana ................ 375 Euros
- Gato ................... 450 Euros
- Cão .................... 430 Euros
- Papagaio ............. 500 Euros
- Sapo .................. 100 Euros
- 100 Euros por um sapo? Parece-me um exagero...
- Parece, mas não é. Este sapo é o sapo-boi e está treinado para fazer sexo oral. Estou certo que o seu marido ira gostar.
A senhora leva o sapo e na manhã seguinte, quando acorda, repara que o marido não está na cama. Levanta-se, procura pela casa e vai encontrá-lo na cozinha, sentado em frente a mesa, onde está o sapo e uma série de livros de culinária.
- O que é que estás a fazer? - Pergunta a senhora.
- Se eu conseguir ensinar o sapo a cozinhar, bem podes ir fazendo as malas...
As fontes de energia renováveis podem contribuir para diminuir a dependência das importações de energia e para aumentar a segurança do abastecimento. São igualmente previsíveis consequências positivas em termos de emissões de CO2 e de emprego. Ora, a contribuição actual das fontes de energia renováveis para o consumo interno bruto de energia da União é de 6%. O objectivo fixado pela União é a duplicação desta contribuição até 2010.
O objectivo global fixado pela União requer uma grande implicação dos Estados-Membros, que devem incentivar a expansão das fontes de energia renováveis em função do seu próprio potencial.
A definição de objectivos em cada Estado poderá estimular os esforços para:
- uma crescente exploração do potencial disponível;
- uma melhor contribuição para a diminuição de CO2;
- uma redução da dependência energética;
- o desenvolvimento das indústrias nacionais;
- e a criação de emprego.
São necessários investimentos importantes, estimados em 95 000 milhões de Euros para o período 1997-2010, para atingir o objectivo global.
Esperam-se benefícios económicos importantes decorrentes de uma maior utilização das fontes de energia renováveis. Prevêem-se, nomeadamente, oportunidades importantes em termos de exportações, devido à capacidade da União Europeia para fornecer os equipamentos, bem como os serviços técnicos e financeiros.
Prevê-se igualmente:
- a criação de 500 000 a 900 000 de postos de trabalho;
- uma economia anual em custos de combustíveis de 3 000 milhões de Euros a partir de 2010;
- uma diminuição das importações de combustíveis de 17,4%;
- uma redução das emissões de CO2 de 402 milhões de toneladas/ano em 2010.
O Plano de Acção tem o objectivo de oferecer oportunidades de mercado para as fontes de energia renováveis, de forma equitativa e sem encargos financeiros excessivos. Assim, foi estabelecida uma lista de medidas prioritárias, entre as quais se encontram:
- o acesso equitativo ao mercado da electricidade;
- medidas fiscais e financeiras;
- novas iniciativas no domínio da bioenergia para os transportes, a produção de calor e de electricidade e, em especial, medidas específicas para aumentar a parte de mercado dos biocombustíveis, para promover o biogás e para desenvolver os mercados da biomassa sólida;
- a promoção das fontes de energia renováveis (tais como a energia solar) no sector da construção, tanto para renovar como para equipar novas construções.
De notar que o crescimento contínuo do consumo interno bruto de energia na Comunidade representa um desafio suplementar para a consecução do objectivo. Além disso, após a publicação do Livro Branco, a assinatura do Protocolo de Quioto realça a importância das FER (fontes de energia renováveis).
Assinala-se igualmente a dificuldade de avaliar os progressos alcançados, visto que o impacto de novas medidas legislativas a todos os níveis só se fará sentir dois ou três anos depois da sua entrada em vigor. Esta comunicação apresenta, assim, as primeiras conclusões.
Biomassa (compreendendo biogás, biocombustíveis sólidos, etc.)
Perante o grande contributo que pode dar à segurança do aprovisionamento, a biomassa tornou-se um elemento importante das políticas energética, ambiental e agrícola. Os progressos registados são ainda insuficientes, dado o potencial da biomassa e as tecnologias disponíveis. É necessário fazer circular melhor os conhecimentos e informações no seio da União e iniciar campanhas de promoção que sublinhem os aspectos energéticos, ambientais e económicos desta tecnologia.
Energia eólica
Com um crescimento anual de 55%, o sector da energia eólica registou progressos impressionantes. É a indústria europeia que domina o mercado representando 60% do mercado internacional. O objectivo-chave deste sector foi já atingido com três anos de avanço. A evolução positiva é, antes de mais, o resultado das políticas bastante dinâmicas da Dinamarca, da Alemanha e da Espanha.
Energia solar fotovoltaica (PV)
Este sector registou um crescimento anual de 29% na Europa. Trata-se de uma forma de energia muito popular, e o seu potencial é enorme, mas subsistem dificuldades. A fim de resolver estes problemas técnicos e administrativos, é essencial que os serviços públicos e o poder local se envolvam.
Energia solar térmica (aquecimento solar)
O aquecimento solar da água tem um potencial importante no sector da construção, que representa 40% do consumo energético na UE e está em crescimento acelerado. A superfície instalada em 1997-98 regista um ligeiro aumento de 14%. Todavia, o mercado continua subaproveitado. São necessárias uma promoção activa, redes de distribuição e inovações comerciais.
Energia hidroeléctrica
Esta tecnologia atingiu a perfeição. As grandes instalações hidroeléctricas são, em geral, competitivas e não necessitam de ajuda particular. Convém aprofundar a instalação de mini-hídricas.
Energia geotérmica
Em 1999, cerca de um milhão de lares eram aquecidos com energia geotérmica, e estão a ser afinadas novas centrais.
Recomendações
A Comissão entende que, no futuro, os esforços devem incidir essencialmente na elaboração das estratégias e objectivos específicos para os sub-sectores nos Estados-Membros, na promoção da biomassa, nas medidas relativas ao sector da construção, no intercâmbio de boas práticas, visando uniformizar as medidas voluntárias nacionais, e na supressão dos entraves jurídicos e administrativos, acompanhada dos instrumentos comerciais inovadores a nível comunitário, sobretudo em matéria fiscal.
Utilizar a Biomassa como combustível permitiria reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em cerca de mil milhões de toneladas por ano, o equivalente à emissão conjunta anual do Canadá e Itália, segundo a WWF.
Segundo a WWF, as emissões de CO2 poderiam ser reduzidas de «forma substancial» se os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) utilizassem combustíveis como a Biomassa em vez do carbono para gerar electricidade.
Segundo a WWF, a Biomassa constitui uma fonte de energia que, além de eficiente em termos de custos e neutra em termos de poluição, poderá satisfazer 15% (comparado com os actuais 1%) da procura da electricidade dos países industrializados em 2020.
«Isto permitiria fornecer electricidade a 100 milhões de lares, o que seria equivalente a substituir cerca de 400 centrais eléctricas tradicionais», defende a associação.
Utilizando como fonte um texto assinado por Carlos Bica, continuação do resumo biográfico da vida de Manuel Cabanas.
O artista / o Museu Municipal
A partir de 1938, Manuel Cabanas deu início a uma intensa actividade artística no campo da gravura em madeira, encetando uma ruptura abrupta com as técnicas tradicionais de gravação.
Mestre de si mesmo, Manuel Cabanas produziu um gigantesco e valioso património para o seu país, ainda que talvez não tão divulgado como merece.
Chegado aos 70 anos, sem filhos e não desejando que a sua colecção se dispersasse, resolve legar, com sua mulher, por escritura pública de doação, à sua terra natal, o seu espólio artístico, com a condição expressa de com ele ser criado um museu onde estivesse permanentemente patente ao público e ao serviço da comunidade. A sua vontade foi cumprida e o Museu Municipal de Vila Real de Stº António é uma realidade – cuja visita aconselho – desde Abril de 1974.
«Um dia, levado pela minha curiosidade, debrucei-me sobre uma mesa e dispus-me a trabalhar. Quando levantei a cabeça, vi que estava velho. Compreendo que a minha missão terminou. Não quero que aquilo que tanto amei em vida fique disperso. Não ofereço nada ao povo. Devolvo-lhe aquilo a que tem direito: a minha arte. Foi ele exclusivamente que a alimentou. E se esta arte é, como sei, humilde, nem por isso representa menos para mim, porque foi o melhor que eu pude fazer, porque é toda a minha vida.»
As palavras são de Manuel Cabanas, na inauguração do Museu, a 7 de Abril de 1974
Uma vida inteira a lutar pelos mais desfavorecidos e pobres
São de Manuel Cabanas estas palavras, aos oitenta anos: «Estive sempre ao serviço da colectividade, nomeadamente a favor dos humilhados e ofendidos, dos mais humildes – em especial dos mais pobres – daqueles que mais eu via sofrer. Sabia apenas que tinha uma missão a cumprir junto do meu semelhante. Desde muito jovem que entendo que o homem moderno não pertence a si mesmo. Tem de se dar aos outros. Este dar significa ajudá-los, a contribuir para dias melhores, a partilhar um pouco a sua felicidade».
Utilizando como fonte um texto assinado por Carlos Bica e uma foto de António Moreira tirada em Vila Nova de Cacela, um resumo biográfico da vida de Manuel Cabanas.
Ferroviário e sindicalista
Filho de modestos proprietários agrícolas, também naturais de V. N. de Cacela, Manuel Cabanas fez a instrução primária e dedicou-se aos trabalhos do campo como forma de ganhar o pão do dia-a-dia.
Em 1920 arranjou emprego como factor nos Caminhos de Ferro. Dois anos depois fixou residência no Barreiro, continuando ligando à CP. Aí desenvolveu cargos e funções no Sindicato dos Ferroviários do Sul e Sueste, uma das maiores forças sindicais e políticas do país, mobilizando a classe para a defesa dos seus direitos, nomeadamente, o que na altura era considerado um delito subversivo pelo fascismo, a inscrição das classes trabalhadoras nos cadernos eleitorais, a fim de cumprirem o direito cívico do voto.
Em 1927, por ocasião da Revolução de 7 Fevereiro, por fazer parte da Comissão Revolucionária local, é preso pela primeira vez.
Actividade social
Convivendo de perto com a penúria, o sofrimento e a repressão que assolou o país durante o regime fascista, Manuel Cabanas envolve-se na realização de obras inadiáveis de melhoramento social da classe dos trabalhadores.
A destacar:
De 1924 a 1930, Mestre Cabanas faz parte da direcção do Asilo D. Pedro V, no Barreiro, uma instituição muito pobre, onde consegue melhorias notáveis no equipamento e nos serviços.
Durante dezoito anos desenvolve grande actividade em prol da Comissão Nacional de Assistência aos Tuberculosos, que lhe valeu nova prisão.
Actividade cultural
Em 1941 faz parte de direcção do Clube 22 de Novembro do Barreiro, onde é desenvolvida intensa actividade cultural, a destacar: criação de um curso de desenho artístico para trabalhadores, com aulas nocturnas, donde saíram diversos artistas locais, e que acabou encerrado por ordem do Governo Civil de Setúbal. Criado um quinteto de música de câmara, com músicos todos barreirrenses, o qual dava mensalmente um concerto denominado “Tarde Cultural”, normalmente precedido de palestras por diversas individualidades conhecedoras de música e dos autores a serem interpretados.
Mestre Cabanas teve importante acção como dinamizador e interveniente em diversas tertúlias artísticas e intelectuais. Isto numa terra, Barreiro, fortemente vigiada e militarizada pelo regime, que impunha, a partir de certa hora da noite, uma espécie de recolher obrigatório, não permitindo ás pessoas quaisquer tipo de reuniões nem encontros onde trocassem ideias.
Ameaçado e perseguido, Manuel Cabanas teve cortado o seu direito à obtenção de passaporte para o estrangeiro.
Actividade política regional
Manuel Cabanas teve um papel preponderante na Oposição ao regime, no Barreiro. Por um lado, organizando e intervindo em diversas sessões públicas de esclarecimento, por outro, como testemunha de presos políticos, tendo ido muitas dezenas de vezes depor ao Tribunal.
As retaliações do poder político foram fortes sobre Manuel Cabanas. Perseguido, vítima de interrogatórios e investigações por parte da PIDE, preso por diversas vezes, essas retaliações acabaram, naturalmente, por se reflectir, de uma forma muito negativa, na sua vida privada.
Por um lado, no campo profissional, ao serviço da CP, foi coagido a manter-se vinte e três anos na mesma categoria profissional, quando, por norma, deveria ser promovido de quatro em quatro anos, e acabou vítima de reforma compulsiva, com um montante pecuniário muito inferior ao devido.
Por outro, a perseguição desencadeada pelo regime estendia-se ao seu próprio circulo de convívio. Saído de prolongados períodos de reclusão forçada, Manuel Cabanas, ao entrar, por exemplo, no café que habitualmente frequentava, muitas vezes sentiu o peso do silêncio e do temor que a sua presença despertava no ambiente. E, ao sentar-se à mesa, algumas vezes também viu homens cabisbaixos levantarem-se das suas cadeiras e saírem silenciosamente com receio das represálias da polícia política.
O docente
Em 1964, Manuel Cabanas é convidado pelo director da Escola Industrial e Comercial Alfredo Silva para docente daquela escola. Mas, em 1968, numa das últimas reuniões do Conselho de Ministros presidia por Salazar, é demitido das suas funções de docente, ao abrigo do decreto 25317, de 13 de Maio de 1935, como indesejável e “contrário aos altos interesses do Estado”.
«Sou um homem do povo e com o povo me identifico». Assim se definiu Mestre Cabanas.
Foi preso diversas vezes pelas repressivas forças policiais do regime salazarista. Foi perseguido, humilhado e injustiçado como cidadão e como trabalhador ferroviário. Mas nunca vergou nem desistiu de lutar pelas liberdades democráticas, pelos direitos cívicos e contra as injustiças que marginalizam os mais desfavorecidos da sociedade. Desenvolveu uma importante actividade como dinamizador cultural, em especial no Barreiro, onde viveu muitos anos. Foi também um artista, com uma notável e inovadora obra no campo do desenho e da gravura em madeira.
No final da vida, por escritura pública de doação, legou o seu património artístico à comunidade, criando o Museu Municipal de Vila Real de Stº António, que tem o seu nome.
Chama-se Manuel Cabanas, era conhecido e tratado por Mestre Cabanas. Nasceu a 11 de Fevereiro de 1902, em Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Stº António e faleceu há nove anos, a 25 de Maio de 1995.
Dele disse Raul Rego, caracterizando este homem «esgalgado, enxuto de carnes, passada larga, todo ele esqueleto e olhos», também fundador do PS:
«Onde estiver, o Manuel Cabanas fala, diz o que pensa, quem é e ao que aspira. Não há açaimo que o possa calar e rompe os ambientes mais densos. Como se força anímica tivesse de vir à superfície, exprimir-se, comunicar, aferir os seus sentimentos pelos dos outros, dar a sua solidariedade a quem dela precisa.»
...e que excepção esta!
Quem disse que cães e gatos não se podem dar muito bem?
Mas estes ainda são mais espectaculares! Dão-se bem e zelam pela nossa casa!
Só visto!
Só disponível a pedido por mail
(não esquecer de indicar nome do post ou link)
Atenção!!!!!!!
A figura apresentada está estática.
Se lhe parecer que ela se move, isso quer dizer, que você está a necessitar de mais actividade sexual...
Um rancheiro bem sucedido morreu e deixou tudo à sua dedicada esposa.
Ela era uma bela mulher e determinada a conservar o rancho, mas sabia muito pouco das actividades do rancho, por isso, decidiu colocar um anúncio no jornal para contratar um empregado. Dois homens candidataram-se ao emprego. Um era gay, o outro, um bêbado.
Ela pensou muito seriamente sobre o assunto e, como mais ninguém se candidatou, ela decidiu contratar o candidato gay, pensando que seria mais seguro tê-lo perto de casa do que o bêbado.
Ele demonstrou ser um excelente trabalhador, que fazia longas horas de trabalho por dia e sabia imenso do trabalho no rancho. Durante semanas fio, ambos trabalharam muito e o rancho estava muito bem. Então, um dia, viúva do rancheiro disse ao empregado:
- Tu fizeste um óptimo trabalho e o rancho está impecável. Já é tempo de ires até à cidade e divertires-te um bocado.
O empregado concordou de imediato e foi até à cidade um sábado à noite. No entanto, chegou a uma hora da manhã e ele não voltava. Duas horas, empregado, nada! Finalmente, pelas duas e meia, lá regressou e à sua espera, sentada à lareira, com um copo de vinho na mão, estava a viúva do rancheiro.
Suavemente, mas com voz firme, chamou-o para junto dela e disse-lhe:
- Desabotoa a minha blusa e tira-a.
A tremer, ele fez o que ela disse.
- Agora, tira as minhas botas.
Ele fez o que ela disse, muito lentamente.
- Agora, tira as minhas meias.
Ele removeu cada uma com gentileza e colocou-as junto às botas...
- Agora, tira a minha saia.
Lentamente, ele desabotoou-a, observando constantemente os olhos dela à luz do fogo da lareira.
- Agora, tira o meu soutien.
Novamente, com as mãos a tremer, ele fez o que lhe era dito e deixou-o cair no chão.
- Agora - disse ela -, tira as minhas cuecas.
À luz da lareira, ele puxou-as suavemente para baixo e tirou-as.
Então, ela olhou bem para ele e disse-lhe:
- Se tu alguma vez voltas a usar as minhas roupas, despeço-te imediatamente.
«Uma nação que não compreende o que é acessório do que é essencial, está condenada ao fogo eterno da atávica ignorância, sem que nada nem ninguém lhe possa valer.»
Morreu o escritor português Aquilino Ribeiro (1885-1963).
É um dos romancistas mais fecundos da primeira metade do século XX.
Andam Faunos pelos Bosques (1926), A Casa Grande de Romarigães (1957), O Malhadinhas e Quando os Lobos Uivam (1958), são algumas das suas obras mais conhecidas.
Estes são os números que vão bailar entre a bola e os jogadores dentro de poucos momentos:
Vitória Dá 100 Mil Euros a Cada Portista e Meio Milhão a José Mourinho
Perante a realidade deste país.....
....não faço nenhum comentário.
Não há razão alguma para ficarmos admirados com a nossa posição – a cauda da Europa.
Somos o povo com menos formação superior e com menos pessoas na área cultural.
Porque razão ficamos espantados com as nossas classificações?
Aguardávamos algum milagre?
Aqui há dias coloquei no blog uma anedota sobre judeus e o velhíssimo e conhecido estereótipo de os judeus serem um povo virado para os negócios e o lucro.
Asseguro-vos que nada, rigorosamente nada, tenho contra o povo judeu, pelo contrário.
(até porque não confundo povos com políticas e, neste caso específico, não confundo o povo judeu com políticas agressivas, que condeno, como as do Likud /Ariel Sharon. Como, de resto, não confundo o Bush e a política externa americana, imperialista e militarista, que igualmente condeno, com os americanos em geral e o país USA).
Bem, adiante:
Quanto á tal anedota sobre sangue judeu, embora admita sem esforço que seja, por muitas pessoas, considerada de gosto duvidoso, quando a editei foi só porque, na descontracção do momento, lhe achei alguma piada e não me pareceu ofensiva por aí além. Talvez porque estou “mal” habituado. Explico: tenho amigos e conhecidos alentejanos, todos gente que ama o seu Alentejo, mas que são os primeiros a rirem-se com as muitas anedotas que por aí se contam sobre os alentejanos. Tenho amigas loiras e bastante inteligentes a quem já escutei anedotas sobre a burrice das loiras. Habituei-me, nas diversas vezes que passei por Benidorm, a ver aquelas centenas de ingleses que inundam os bares onde se contam piadas, em inglês, sobre os ingleses e as suas idiossincrasias, a rirem divertidíssimos de si mesmos.
Voltando novamente à anedota sobre sangue judeu: o amigo JPT deixou lá um comentário em que previa eventuais reacções de desagrado. Confesso que, quando li o comentário, me interroguei seriamente se a tal anedota não poderia ser ofensiva. E como a minha intenção estava muito longe de o ser, inclusive equacionei a hipótese de a retirar.
Acabou por ficar. Prevaleceu a minha convicção, não sei se certa ou errada, de que os judeus, pelo menos cá por Portugal, não são alvo de contestação e que os termos negociante ou, até mesmo, especulador, não têm um significado racista e talvez nem grandemente pejorativo, ao contrário de outros muitas vezes ainda utilizados, neste nosso país de brandos costumes, contra os negros e ciganos... Mas, claro, isto levava-nos a uma discussão mais ampla: saber se os portugueses, que tanto apregoam não serem racistas, não o são de facto...
Contrariamente às previsões do JPT, o sangue judeu não deu polémica. Talvez por benevolência pela minha pessoa ou simplesmente por fraca leitura do post.
Mas ficou – pelo menos em mim – um conjunto de dúvidas e interrogações, de que aqui deixo algumas: Será que, ainda sob a forma de inocentes anedotas, a utilização e recurso a estereótipos não são maneiras insidiosas de perpetuação desses mesmos estereótipos? E, ao fazê-lo, não estaremos a ser muito injustos para com os povos, grupos, pessoas vítimas desses mesmos estereótipos? E não serão maneiras encapotadas de darmos vazão aos nossos mais profundos e agressivos impulsos? Os estereótipos com que brindamos tantos seres não serão primos, mais directos ou mais afastados consoante o caso, de um certo racismo que sentimos e não queremos admitir?
E você o que acha?
Vivo nos arredores de Lisboa e sou pai de uma menina, agora com 7 anos ,que é portadora da doença de Targardt (degeneração da mácula, o que faz com que perca a visão central ), doença essa que é actualmente incurável, mesmo no estrangeiro.
Como não é fácil obter informações a nível nacional, resta-me a Internet para adquirir um conhecimento mais profundo que me ajude a lidar com esta doença, pois mesmo em Lisboa a única ajuda que me foi facultada foi de uma associação ( mais concretamente a Associação de Retinopatias de Portugal ), associação essa que também padece do problema de falta de apoio, pois é uma entidade privada. O grande objectivo deste mail é tentar arranjar maneira de contactar pessoalmente, familiares ou amigos dessas pessoas que sofram da mesma ou semelhante doença, para fazer um rastreio, com um único pensamento:
- Difundir e trocar informações acerca desta doença. Por favor divulguem este post pelos vossos contactos e/ou se tiverem conhecimento pessoal de um caso semelhante, agradecia que me contactassem:
MUITO E MUITO OBRIGADO
Rui Gonçalves
Diz-se que quando Deus criou o mundo, para que os homens prosperassem, concedeu-lhes duas virtudes.
a).. Aos suíços, fê-los ordenados e cumpridores da Lei.
b).. Aos ingleses, fê-los persistentes e estudiosos.
c).. Aos japoneses, fê-los trabalhadores e pacientes.
d).. Aos italianos, alegres e românticos.
e).. Aos franceses, fê-los cultos e refinados.
E, quando chegou aos portugueses, voltou-se para o anjo que tomava notas e disse:
- Os portugueses vão ser inteligentes, boas pessoas e vão ser do PSD.
Quando acabou de criar o mundo, o anjo disse a Deus:
- Senhor, deste a todos os povos duas virtudes e aos portugueses três. Isto fará com que prevaleçam sobre todos os demais!"
Então Deus reflectiu e disse:
- É pá!... Tens razão..... bom, como as virtudes divinas não se podem tirar... fica que os portugueses a partir de agora possam ter qualquer das três, mas que a mesma pessoa não possa ter mais do que duas virtudes de cada vez.
Assim seja que:
1. Português que seja do PSD e boa pessoa, não pode ser inteligente.
2. O que é inteligente e do PSD, não pode ser boa pessoa.
3. E o que é inteligente e boa pessoa, não pode ser do PSD.
Palavra de Deus!
Se não enviares isto a todos os teus contactos em menos de 5 minutos, receberás um poster gigante com a cara de Manuela Ferreira Leite.
Deus se compadeça da tua alma...
Teoria da Conspiração??? Talvez não...
Segue o discurso do Durão antes das eleições:
No nosso partido político cumprimos o que prometemos!
Só os tolos podem acreditar que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque se há algo certo para nós é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais.
Demonstraremos que é uma grande estupidez achar que
o futebol continuará a influenciar o governo como noutros tempos.
Asseguramos sem sombra de dúvida que
a justiça social será o principal objectivo das nossas acções.
Apesar disso, ainda existem idiotas que fantasiam que
se possa continuar a governar com as artimanhas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos o impossível para que
se acabem os privilégios e as negociatas.
Não permitiremos de modo nenhum que
continuem as listas de espera nos hospitais e
que as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos objectivos mesmo que
os recursos económicos se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a 'nova política'.
Forzza Portugal!!!"
Agora volte agora a ler o mesmo texto, mas de baixo para cima (abstraindo-se da pontuação).
No dia 8 de Junho de 2004, o planeta Vénus atravessará lentamente o disco solar durante toda a manhã. A este fenómeno astronómico chama-se internacionalmente Trânsito Solar de Vénus.
Este fenómeno astronómico, associado à curiosidade geral para olhar o Sol na manhã do próximo dia 8 de Junho de forma desadequada, transforma-se num problema de saúde pública, pelo seu potencial para causar graves problemas na visão da população.
Quando se vai ver
O Trânsito Solar de Vénus pode ser visto na manhã do dia 8 de Junho de 2004:
• no Continente, entre as 6h 20m e as 12h 25m;
• na Madeira, entre as 7h 00m e as 12h 26m;
• nos Açores, entre as 6h 23m e as 11h 26m.
Qual o interesse
O fenómeno é raro. Ocorreu em 1874 e em 1882 e voltará a ocorrer em 2012 e em 2117. Em Portugal não será visível o de 2012, porque ocorrerá durante a noite.
No nosso País só voltará a ser visível em 2117, o que faz do fenómeno do próximo dia 8 de Junho uma oportunidade única, que as pessoas não vão querer perder, porque vai ser possível observar Vénus a olho nu, que é o planeta mais próximo da Terra e que possui um tamanho quase igual.
Qual o perigo
Visto da Terra, o Sol vai ter um tamanho semelhante ao da Lua Cheia, enquanto Vénus terá o tamanho de um pequeno ponto negro que passará, durante a manhã do próximo dia 8 de Junho, à frente do Sol.
Acontece que o brilho directo do Sol vai encandear quem para ele olhar e as pessoas vão insistir para tentarem observar a passagem do pequeno ponto negro bem recortado, que é Vénus, à frente do Sol.
A exposição dos olhos à luz solar pode provocar graves lesões na visão. Porquê?
Porque os olhos são particularmente sensíveis à acção dos raios solares. Estes raios são ultra-violeta e infravermelhos, os quais lesam a retina, que é a camada nervosa dos olhos que comanda a visão e a função visual.
A retina pode, assim, ser “queimada” por uma reacção química, tal como acontece com a pele quando em contacto com a cal, levando a perturbações da visão, transitórias ou definitivas, que podem ir da diminuição da acuidade visual até à cegueira total.
Factores que aumentam o risco
As pessoas que:
• possuem cristalinos mais transparentes, como os jovens;
• não possuem cristalino por terem sido operadas a cataratas;
• foram submetidas a cirurgias que enfraqueceram a retina;
• sofrem de retinopatia diabética;
• estão a tomar alguns medicamentos como tetraciclinas (antibiótico);
• têm aumento da temperatura corporal por febre ou calor;
• possuem um fundo ocular muito pigmentado;
correm um risco acrescido de sofrer graves lesões oculares com a observação directa do Trânsito Solar de Vénus.
Quais os sintomas de lesão ocular
A lesão “queimadura” da retina não causa dor, podendo passar despercebida até surgirem os primeiros sintomas nas horas ou dias imediatos.
Estes sintomas variam entre o aparecimento de uma post-imagem persistente, a visão avermelhada dos objectos, a visão enevoada ou o aparecimento de escotomas, ou seja, o aparecimento de uma área negra à frente do olho.
O resultado final é a diminuição da acuidade visual que nos seis meses seguintes poderá vir a ser regressiva, parcial ou totalmente, com tratamento oftalmológico adequado.
É de notar que mesmo sem haver fixação prolongada da visão no Sol, a lesão da retina pode não regredir e evoluir para a cegueira total.
Impacto mediático
O Observatório Europeu do Sul, do qual Portugal é membro, lançou uma forte campanha em todos os países europeus no sentido de aproveitar o Trânsito Solar de Vénus para promover a realização de acções educativas, pedagógicas e formativas a vários sectores da população europeia, como escolas, universidades, astrónomos amadores e população em geral.
O Observatório Astronómico de Lisboa em colaboração com a Associação Portuguesa para o Ensino da Astronomia, constituem o Nodo Nacional Português para divulgar este evento e dar apoio a todas as actividades integradas de observação no Projecto VT-2004 do Observatório Europeu do Sul.
A Europa inteira está, portanto, a ser mobilizada através da comunicação social, despertando o interesse público para a observação deste fenómeno astronómico.
Problema de saúde pública
O fenómeno astronómico, associado à curiosidade geral para olhar o Sol na manhã do próximo dia 8 de Junho de forma desadequada, transforma-se num problema de saúde pública, pelo seu potencial para causar graves problemas na visão da população.
Ou seja, a oportunidade única de se poder observar um evento astronómico raro, associado:
faz aumentar o potencial de perigosidade visual da observação desadequada do Trânsito Solar de Vénus na população em geral e, em particular, nas crianças e nas pessoas com factores de risco acrescido.
Perante tal facto, o Ministério da Saúde não poderia ficar indiferente.
Então, o que vai ser feito?
Campanha de prevenção
É fundamental o papel da comunicação social na informação correcta da população sobre os riscos da observação desadequada do Trânsito Solar de Vénus e sobre as medidas de prevenção das lesões da retina.
O Ministério da Saúde estabeleceu uma parceria com a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, o Observatório Astronómico de Lisboa e a Associação Nacional de Farmácias para levar a cabo esta campanha de prevenção.
Para além da sensibilização da população, que vai ser realizada pelo Ministério da Saúde através das rádios e televisões nacionais e através de folhetos e cartazes informativos:
• a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disponibiliza, das 8h às 24 h dos dias 8 e 9 de Junho de 2004, através da Linha de Saúde Pública (chamada local para o número 808 211 311) da Direcção- Geral da Saúde, a triagem, aconselhamento e encaminhamento das pessoas que tenham sintomas visuais atribuíveis à observação directa do Trânsito Solar de Vénus;
• o Observatório Astronómico de Lisboa disponibiliza na Internet, através do site, que é o site oficial do VT-2004 Europeu em Portugal, toda a informação sobre o fenómeno astronómico, tanto a nível de comunicação social, como cultural, amador e científico;
• a Associação Nacional de Farmácias disponibiliza, a partir de 24 de Maio, nas cerca de 2700 Farmácias suas associadas, do Continente e Regiões Autónomas, a venda ao público de filtros de protecção ocular (são óculos especiais), ao preço unitário de 1,5 €, para observação do Trânsito Solar de Vénus, com marca CE obrigatória, que cumprem a Norma Europeia EN 169/1992 e a Directiva Europeia CEE 89/686, as quais definem os critérios de máxima segurança para a observação ocular directa.
O que se deve fazer• usar, por períodos curtos de tempo, os óculos especiais de protecção ocular (CE; EN 169/1992; D.E. CEE 89/686), se quiser observar directamente o Trânsito Solar de Vénus;
• seguir indirectamente o Trânsito Solar de Vénus através da Internet;
• usar outros métodos de observação indirecta do Trânsito Solar de Vénus, como seja pela televisão ou dirigindo-se a um local onde haja observações do Trânsito Solar de Vénus coordenadas por pessoas qualificadas, como os Observatórios Astronómicos de Lisboa e de Coimbra, os Centros Ciência Viva, os Centros de Investigação de Astronomia das Universidades ou os vários grupos de astrónomos amadores que se estão a organizar pelo País;
• colocar os óculos especiais de protecção ocular por baixo dos óculos habituais de ver;
• mesmo usando os óculos especiais de protecção ocular, observar o Trânsito Solar de Vénus por períodos curtos e espaçados.
O que não se deve fazer• NÃO utilizar óculos escuros, vidros negros de fumo, negativos de fotografias, radiografias, CD’s;
• NÃO usar óculos especiais de protecção ocular que já tenham sido utilizados ou que estejam guardados, porque podem ter microfuros, arranhões ou imperfeições que deixem passar mais radiação do que a permitida;
• NÃO utilizar os óculos especiais de protecção ocular combinados com binóculos, câmaras fotográficas, telescópios ou outros instrumentos ópticos activos;
• NÃO utilizar os filtros solares que são fornecidos pelos fabricantes de telescópios e binóculos, para serem colocados na ocular do aparelho, ou seja, a lente onde se encosta o olho para ver.
Onde obter informações complementares
• Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
telefone: 21 84 27 133
• Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto
telefone: 21 35 53 069
• Observatório Astronómico de Lisboa
telefone: 21 36 16 739
Procedimentos adoptados a partir de hoje:
DOENÇA:
Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar. Nem um atestado médico é uma garantia de estar doente, pois se estava em condições de visitar um médico também podia ter vindo trabalhar.
MORTE NA FAMÍLIA:
Não tem desculpa. Não visitou quando estava vivo. Pelo morto não pode fazer mais nada, e os preparativos para o enterro podem ser feitos por outra pessoa. Se conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a empresa deixa-o, de boa vontade, sair meia hora mais cedo (isto se o trabalho estiver pronto...)
BODAS DE PRATA/OURO:
Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se está casado há 25 ou 50 anos com a mesma pessoa, fique feliz em poder vir trabalhar.
NASCIMENTO DE UM FILHO:
Por um erro desse tamanho não damos dias livres aos nossos trabalhadores (o erro foi seu). E além disso você já teve o seu divertimento.
ANIVERSÁRIO:
O facto de ter nascido não quer dizer que o tenha merecido. Por isso não damos o dia!
CIRURGIAS:
Cirurgias em nossos funcionários são proibidas, pois nós os contratamos como eles eram. A tiragem ou substituição de órgãos é contra o contrato de trabalho.
MORTE PRÓPRIA:
Aqui pode contar com a nossa compreensão se:
a) informar 2 semanas antes do acontecimento, para nós arranjarmos outra pessoa que faça o seu trabalho;
b) enviar um atestado com a sua assinatura e a do médico relatando a causa da morte (senão serão descontados dias de férias).
c) telefonar até às 8:00 horas da manhã para dizer que morreu de noite.
Tenham um óptimo dia... e claro, pode voltar a trabalhar porque já perdeu 3 minutos lendo este post !!!
Atenciosamente,
Bagão Felix
Coincidências....
A vida política portuguesa está como o dia de hoje (cinzento)
Um homem passeia por uma estrada próxima a uma cidade, quando percebe a pouca distância, um balão voando baixo. O balonista acena-lhe desesperadamente, consegue fazer o balão baixar o máximo possível e grita-lhe:
- Ei, você, poderia ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às duas da tarde, porém já são duas e meia e nem sei onde estou. Poderia dizer-me onde eu me encontro?"
O outro homem, com muita cortesia, respondeu:
- Mas claro que posso ajudá-lo! Você encontra-se num balão de ar quente, flutuando a uns vinte metros acima do solo. Está a quarenta graus de latitude norte e a cinquenta e oito graus de longitude oeste.
O balonista escuta com atenção e depois pergunta-lhe com um sorriso:
- Amigo, você é engenheiro?
- Sim, senhor, ao seu dispor! Como conseguiu adivinhar?
- Porque tudo o que você me disse está perfeito e tecnicamente correcto, porém essa informação é-me totalmente inútil, pois continuo perdido. Será que não tem uma resposta mais satisfatória?
O engenheiro fica calado por alguns segundos e finalmente pergunta ao balonista:
- E você, não será por acaso um social-democrata?
- Sim, sou realmente filiado no PSD. Como descobriu?
- Ah! Foi muito fácil! Veja só: você não sabe onde está nem para onde vai. Fez uma promessa e não tem a mínima ideia de como irá cumpri-la e ainda por cima espera que outra pessoa resolva o seu problema.
Continua exactamente tão perdido quanto antes de me perguntar. Porém, agora, por um estranho motivo, a culpa passou a ser minha...
Nascimento do actor norte-americano John Wayne (1907-1979).
Ficou famoso pelas suas composições de “cowboy” e “soldado”.
Os filmes Fort Apache (1948), Rio Grande (1950), Rio Bravo (1959), The Man Who Shot Liberty Valance (1962), Sands of Iwo Jima (1949), The Quiet Man (1952) e El Dorado (1967) são marcos importantes da sua carreira.
Com True Grit (1969), arrebatou o Oscar para o melhor actor.
Como todos os parlamentos, o Parlamento Europeu exerce três poderes fundamentais: o poder legislativo, o poder orçamental e o poder de controlo de executivo e desempenha, na União Europeia, um crescente papel político.
O poder legislativo
O Parlamento aprova, com o Conselho, as leis europeias
O processo legislativo normal é o da co-decisão: em pé de igualdade, o Parlamento Europeu e o Conselho aprovam conjuntamente a legislação proposta pela Comissão. É indispensável a obtenção do acordo final do Parlamento Europeu.
O poder de co-decisão constitui um dos poderes fundamentais do Parlamento, reforçando a sua capacidade de influenciar a legislação europeia. O processo de co-decisão aplica-se à liberdade de circulação dos trabalhadores, à realização do mercado interno, à investigação e ao desenvolvimento tecnológico, ao ambiente, à protecção dos consumidores, à educação, à cultura e à saúde, etc. A co-decisão permitiu ao Parlamento Europeu conseguir, por exemplo:
- que os Estados-Membros pudessem impor a difusão televisiva não codificada, no seu território, de alguns acontecimentos desportivos de primeira ordem;
- que se aplicassem normas anti-poluição mais severas no que respeita à qualidade dos carburantes e dos óleos para motores;
- que a Comissão pudesse aplicar medidas urgentes de salvaguarda no que respeita à alimentação dos animais;
- que os avisos apostos nos maços de cigarros sobre os malefícios do tabaco fossem mais severos e adquirissem maior visibilidade.
- que, para eliminar os automóveis de modo ecológico, os metais pesados - chumbo, mercúrio, cádmio…- sejam proibidos nos veículos a partir de 2003; que os custos de reciclagem dos veículos retirados da circulação sejam suportados pelo fabricante; que, por outro lado, os equipamentos eléctricos usados sejam melhor reciclados;
Embora a co-decisão seja o processo geralmente utilizado, existem domínios legislativos importantes relativamente aos quais o Parlamento Europeu apenas emite parecer: por exemplo, em matéria fiscal ou no que se refere à fixação dos preços agrícolas.
Ao reforçar o poder de co-decisão do Parlamento Europeu, o Tratado de Amesterdão consagrou igualmente o seu poder impulsionador ou de iniciativa política. O Parlamento aprova, frequentemente, por iniciativa de uma das suas comissões, relatórios que visam orientar a política da União Europeia e convidam a Comissão Europeia a tomar iniciativas.
No plano legislativo, o trabalho parlamentar organiza-se, em geral, do seguinte modo:
- o Parlamento Europeu é consultado no âmbito de uma proposta legislativa da Comissão Europeia; uma comissão parlamentar, competente quanto à matéria de fundo, é encarregada de elaborar um relatório e designa um relator; podem ser incumbidas de emitir parecer uma ou várias comissões parlamentares, as quais aprovam o seu parecer e o transmitem à comissão competente;
- os deputados - e as comissões encarregadas de emitir parecer - podem apresentar alterações ao projecto de relatório elaborado pelo relator, projecto esse que é depois aprovado, eventualmente com modificações, pela comissão competente quanto à matéria de fundo;
- o relatório é examinado pelos grupos políticos, em função da orientação política destes;
- o relatório é, por fim, discutido em sessão plenária. Pode ainda ser objecto de alterações apresentadas pela comissão competente quanto à matéria de fundo, pelos grupos políticos ou por um determinado número de deputados. Através do voto, o Parlamento toma uma posição definitiva.
A co-decisão
O processo de co-decisão envolve uma, duas ou três leituras. Tem como consequência multiplicar os contactos entre o Parlamento Europeu, o Conselho, - os co-legisladores - e a Comissão Europeia.
- A Comissão Europeia propõe um texto legislativo.
- Com base num relatório da sua comissão competente, o Parlamento Europeu adopta a sua posição e modifica, com frequência, a proposta da Comissão, introduzindo-lhe alterações. É a primeira leitura.
- O Conselho de Ministros aprova as alterações do Parlamento - neste caso, a proposta legislativa é adoptada - ou modifica-as, adoptando a sua "posição comum".
- Baseando-se numa recomendação da comissão parlamentar competente, o Parlamento Europeu pronuncia-se em segunda leitura, por maioria absoluta dos seus membros (314 votos) e aprova, rejeita ou altera a posição do Conselho.
- Frequentemente, a Comissão tem em consideração as alterações propostas pelo Parlamento e transmite ao Conselho de Ministros uma proposta modificada. O Conselho pode adoptá-la por maioria qualificada, mas só a pode modificar por unanimidade.
- No caso de o Parlamento e o Conselho não estarem de acordo, um Comité de Conciliação reúne, por um período máximo de seis semanas, os membros do Conselho e uma delegação do Parlamento Europeu. Esta delegação de 15 membros, que reflecte a composição do Parlamento, é presidida por um Vice-Presidente, dela fazendo parte, sempre, o relator.
- Na maior parte dos casos, as duas partes chegam a acordo, sob a forma de um projecto comum.
- Na terceira leitura, o Parlamento é chamado a confirmar este acordo. Não havendo acordo, a proposta de "lei" comunitária é considerada como não adoptada.
O poder orçamental
O Parlamento Europeu e o Conselho constituem os dois ramos da autoridade orçamental, ou seja, partilham o poder orçamental e o poder legislativo. As decisões do Parlamento são preparadas pela sua Comissão dos Orçamentos, em colaboração com as outras comissões parlamentares.
Ao exercer o seu poder orçamental, o Parlamento Europeu exprime as suas prioridades políticas. Em Dezembro, aprova o orçamento para o ano seguinte. O orçamento só entra em vigor após a assinatura do Presidente do Parlamento. A partir de 1986, as despesas anuais fazem parte de uma programação plurianual - as "Perspectivas Financeiras" - adoptada, de comum acordo, pelo Parlamento e pelo Conselho.
No quadro do orçamento anual, o Parlamento tem a última palavra no que respeita à maioria das despesas: a favor das regiões menos prósperas, a favor da luta contra o desemprego, etc. No que diz respeito às despesas agrícolas, o Parlamento pode propor modificações, mas é o Conselho que tem a última palavra. O Parlamento e o Conselho consagram duas leituras (entre Maio e Dezembro) ao exame das propostas orçamentais da Comissão Europeia, de forma a chegarem a um acordo sobre o montante e a orientação das despesas.
O Parlamento também possui poderes para rejeitar o orçamento, se entender que este não corresponde às necessidades da União, devendo, neste caso, reiniciar-se o processo orçamental. O Parlamento Europeu fez uso desta prerrogativa no passado, mas cessou de recorrer a ela desde que passou a definir, conjuntamente com o Conselho, uma programação plurianual.
Como é gasto o orçamento?
Tomemos, a título de exemplo, as dotações para pagamentos do orçamento da União Europeia para 2002: 46,2% destas dotações são destinadas à política agrícola; 33,6%, às acções ditas "estruturais", as quais visam desenvolver as regiões menos prósperas da União; 6,4% a outras políticas internas, como a investigação ou as acções no domínio social; às despesas de funcionamento das instituições são afectados 5,4% do orçamento (cabendo 1,08% ao orçamento do Parlamento Europeu). Quanto às acções externas (política externa, ajuda ao desenvolvimento, etc.), representam 7,6% da dotação financeira global, destinando?se 2,7% à preparação do alargamento a novos Estados-Membros.
Como é financiado o orçamento?O orçamento é financiado a partir de recursos próprios estabelecidos por acordo entre os Estados?Membros, após consulta ao Parlamento Europeu. Isto significa que esses recursos pertencem à União Europeia, não sendo, portanto, contribuições dos Estados-Membros. O montante do orçamento não pode ultrapassar 1,27% do produto nacional bruto da União Europeia.
Actualmente, os recursos próprios incluem:
- um "quarto recurso", calculado em função da prosperidade (o produto nacional bruto) de cada um dos Estados-Membros;
- uma percentagem do IVA cobrado sobre bens e serviços em toda a União;
- direitos aduaneiros cobrados nas fronteiras externas da União;
- recursos diversos, entre os quais se contam os direitos niveladores agrícolas sobre produtos importados de países terceiros.
Quem controla a execução do orçamento?
Após a aprovação do orçamento, e com base nos relatórios do Tribunal de Contas Europeu, o Parlamento controla também a boa utilização do erário público, através da sua Comissão do Controlo Orçamental. Exerce uma avaliação contínua sobre a gestão e eficácia dos fundos comunitários e assegura o combate à fraude. Decide, anualmente, sobre a concessão da "quitação" relativa à execução do orçamento pela Comissão Europeia. A decisão relativa à quitação é acompanhada de observações, às quais as instituições visadas são convidadas a dar seguimento.
O Parlamento pode recusar ou adiar a concessão de quitação, o que constitui um forte sinal político. Assim, em 1999, ao adiar a concessão de quitação, a fim de sublinhar as insuficiências e a falta de transparência na gestão da Comissão, desencadeou um processo que conduziu à demissão da Comissão.
O poder de controlo
O Parlamento Europeu exerce um controlo democrático sobre toda a actividade comunitária. Este poder, que inicialmente apenas incidia na acção da Comissão, estendeu-se também ao Conselho e aos órgãos de cooperação política e de segurança. Com vista a facilitar este controlo, o Parlamento pode igualmente constituir comissões de inquérito (temporárias). Tal aconteceu em várias ocasiões, nomeadamente no quadro do processo respeitante à doença das "vacas loucas" (BSE): o inquérito do Parlamento conduziu à criação de um Instituto Europeu de Inspecção Veterinária e Fitossanitária, em Dublin. Por outro lado, foi também o Parlamento Europeu que obteve a criação do Organismo Europeu de Luta Anti-Fraude (OLAF) em matéria orçamental.
A Comissão e o Conselho
O Parlamento Europeu desempenha um papel essencial no processo de designação da Comissão. Depois de ter ratificado a nomeação do Presidente da Comissão, o Parlamento Europeu procede às audições dos candidatos a membros da Comissão e decide em seguida conceder ou não a sua confiança à Comissão.
Este poder vem acrescentar-se ao direito de censurar a Comissão. A aprovação de uma "moção de censura", por maioria absoluta dos deputados do Parlamento e dois terços dos sufrágios expressos, obrigaria a Comissão a demitir-se. Até à data, o Parlamento Europeu não aprovou qualquer moção de censura. Contudo, a faculdade de o fazer constitui uma forte arma à disposição do Parlamento.
De uma forma geral, o controlo do Parlamento sobre a gestão da Comissão exerce-se através da análise de um elevado número de relatórios que a Comissão lhe apresenta, relativos à implementação de políticas e da legislação ou sobre a execução do orçamento.
Além disso, as comissões parlamentares, os grupos políticos ou um certo número de deputados podem apresentar perguntas orais ao Conselho e à Comissão. Estas perguntas, que dizem respeito a questões políticas importantes, conduzem com frequência a debates, a que se seguem votações. Também são objecto de debate e conduzem à votação de resoluções algumas questões de actualidade ligadas a acontecimentos que afectaram fortemente a opinião pública europeia. O "Período de Perguntas" ao Conselho e à Comissão permite igualmente uma sucessão de perguntas e respostas em sessão plenária, sobre assuntos de ordem geral. Por último, os deputados, individualmente, podem apresentar perguntas escritas ao Conselho ou à Comissão, recebendo respostas por escrito. Mais de 5000 perguntas são formuladas pelos deputados e pelos grupos políticos todos os anos.
A Presidência do Conselho, pelo seu lado, apresenta ao Parlamento Europeu o programa e o balanço semestrais do Estado-Membro que preside ao Conselho, informa-o sobre a preparação ou o balanço de um Conselho Europeu ou sobre a análise de dossiers legislativos importantes. Durante as reuniões das comissões parlamentares, o Conselho encontra-se igualmente representado, às vezes a nível ministerial.
O Conselho Europeu
O Conselho Europeu é composto pelos Chefes de Estado ou de Governo dos Estados-Membros e pelo Presidente da Comissão. Duas vezes por ano, pelo menos, cabe-lhe fixar as orientações políticas gerais da União. O Parlamento Europeu transmite-lhe recomendações, e o seu Presidente dirige-se ao Conselho Europeu em todas as reuniões deste. Na sequência dessas reuniões, o Presidente do Conselho Europeu apresenta um relatório ao Parlamento.
(imagens explicitamente bonitas)
Se julgar oportuno pode-nos dizer qual o nº da sua preferida.
Cartão europeu de seguro de doença
1) Objectivo
A Comissão propõe que seja posto em circulação um cartão europeu comum de seguro de doença até 1 de Junho de 2004.
Este cartão destina-se a substituir o conjunto dos actuais formulários em suporte papel, (E111, E128…) neste momento necessários em caso de doença, aquando de uma estada temporária num Estado-Membro (deslocação profissional, estada turística, estudos no estrangeiro…). Desta forma, os cidadãos da União Europeia (UE) poderão obter mais rápida e facilmente os cuidados de saúde noutro país membro.
2) Acto
Comunicação da Comissão, de 17 de Fevereiro de 2003, relativa à introdução do cartão europeu de seguro de doença [ COM(2003)73 final - Não publicada no Jornal Oficial].
3) Síntese
Contexto
No seguimento da adopção, no Conselho Europeu de Barcelona, em Março de 2002, de um Plano de acção para as competências e a mobilidade (que visa eliminar os obstáculos à mobilidade geográfica e profissional na UE até 2005), os chefes de Estado e de governo decidiram igualmente, aquando desta mesma cimeira, a criação de um cartão europeu de seguro de doença.
Este novo cartão europeu individual beneficiará, em primeiro lugar, os cidadãos europeus, poupando-lhes os actuais procedimentos de obtenção dos diferentes formulários, que serão substituídos por um cartão único e individual. Favorecerá a mobilidade dos cidadãos europeus no âmbito de estadas temporárias: viagens (formulário E111), destacamento noutro país pelo empregador (E128), transporte rodoviário internacional (E110), estudos (E128) ou procura de emprego (E119).
O cartão permitir-lhes-á beneficiar, com maior simplicidade, da facilidade essencial oferecida pela coordenação dos regimes legais de seguro de doença desenvolvida desde há mais de trinta anos com base no Regulamento (CEE) n.° 1408/71. Nos termos deste regulamento, qualquer pessoa em estada temporária noutro Estado pode aceder aos cuidados de saúde imediatamente necessários, nas mesmas condições que os cidadãos nacionais desse Estado.
Concretamente, isto significa que, graças ao novo cartão, os doentes que decidam pagar antecipadamente as suas despesas, por exemplo, em caso de consulta médica, no país de estada temporária, poderão ser reembolsados mais rapidamente através do regime em que estejam inscritos. Por sua vez, os organismos que financiam o sistema de cuidados do país de estada terão a garantia que o doente está efectivamente segurado no seu país de origem e que, por conseguinte, serão efectivamente reembolsados pelos seus homólogos.
A aplicação do cartão europeu de seguro de doença, no âmbito do Regulamento (CEE) n.° 1408/71, deve efectuar-se com base em decisões da Comissão Administrativa para a Segurança Social dos Trabalhadores Migrantes (CASSTM). Esta comissão é composta por representantes dos Estados-Membros e é responsável, nomeadamente, pela promoção e pelo desenvolvimento da cooperação entre os Estados-Membros, com vista a modernizar o intercâmbio de informação entre as instituições e a acelerar a concessão e o reembolso das prestações.
Cartões de seguro de doença nacionais: situação actual
Uma grande diversidade de situações nacionais
As situações nacionais em matéria de utilização de cartões nos sistemas de protecção social e de saúde são muito diversas. Esta heterogeneidade deve-se principalmente às competências dos Estados em matéria de segurança social e de organização dos sistemas de saúde.
Se certos países já difundiram amplamente a utilização de cartões junto dos seus cidadãos, por vezes prosseguindo objectivos que ultrapassam a simples cobertura das despesas de saúde, este não é ainda o caso para todos os países (o anexo da Comunicação pormenoriza a situação em cada um dos Estados-Membros).Entre os Estados-Membros que possuem cartões de seguro de doença ou de saúde, a natureza e a extensão dos dados incluídos nos diferentes cartões dependem da utilização a que se destinem. Actualmente, não existe qualquer norma europeia sobre as informações incluídas nos cartões.
As tecnologias utilizadas (circuito integrado com microprocessador, circuito integrado com memória ou de banda magnética) dependem logicamente das funções atribuídas ao cartão e raramente são compatíveis. Os cartões exigem igualmente leitores diferentes, o que constitui uma limitação suplementar à sua capacidade de «diálogo» (ou «interoperabilidade»).
Experiências transfronteiriças
Algumas experiências transfronteiriças consideram um acesso simplificado e mais aberto aos cuidados programados, mas referem-se apenas a determinadas zonas extremamente limitadas como, por exemplo, a euroregião Meuse-Rhin, Baden-Württemberg - Vorarlberg e a zona Thiérache- Hainaut.
O contributo das políticas comunitárias
O Plano de Acção eEurope 2005 aprovado pelo Conselho Europeu de Sevilha em Junho de 2002, visa poder basear-se no futuro cartão europeu de seguro de doença para promover a cooperação europeia em matéria de cartões de saúde electrónicos no âmbito da abordagem «Saúde em linha» (eHealth).
No quadro da política das redes transeuropeias (RTE) , o eTEN é um programa de acção comunitária que tem por objectivo apoiar o desenvolvimento transeuropeu de serviços baseados nas redes de telecomunicações e promover os serviços de interesse público que favorecem a coesão social e territorial. Assim, este programa apoia a primeira fase do projecto Netc@rds, lançado em 2002 para um período de 12 meses por quatro Estados-Membros (Grécia, Alemanha, Áustria e França). Este projecto visa substituir os formulários E111 e E128 em suporte papel por fluxos electrónicos, a partir dos dados que figuram nos cartões nacionais existentes e/ou a partir dos dados acessíveis em linha.
O sexto programa-quadro de investigação e desenvolvimento tem por objectivo melhorar a compreensão de certos desafios ligados à mobilidade dos doentes na União. Os temas de investigação incidem no modo como as estadas noutro Estado-Membro são consideradas pelos sistemas de saúde (incluindo no que se refere aos aspectos ligados ao reembolso), no desenvolvimento de situações de partilha transfronteiriça da oferta de cuidados de saúde e, por último, nas perspectivas em matéria de fluxos transfronteiriços de doentes numa União alargada.
As características comuns do cartão europeu
É necessário criar um modelo de cartão comum para assegurar o reconhecimento imediato do cartão por todos os intervenientes do sistema de saúde, independentemente do local de estada do seu titular. O cartão europeu poderia incluir um sinal distintivo, eventualmente um logótipo, simbolizando a mobilidade europeia.
O modelo
O modelo de cartão deve ter em conta um condicionalismo principal: cada Estado-Membro pode optar livremente entre a criação de uma face europeia num cartão nacional ou a criação de um cartão europeu diferente.
No caso de um cartão único, o modelo deve adaptar-se à diversidade das tecnologias utilizadas. No caso de um cartão europeu específico, a concepção do modelo deverá considerar, desde o início, a perspectiva final da passagem a um suporte electrónico sob a forma de circuito integrado.
Informações apresentadas no cartão
A Comissão sugere, portanto, que os dados a apresentar no cartão europeu se limitem aos absolutamente necessários para a prestação dos cuidados de saúde e o seu reembolso à instituição do local de estada. Estes dados corresponderiam à lista seguinte:
Apelido e nome próprio do titular do cartão.
Número de identificação.
Período de validade do cartão.
Código ISO do Estado-Membro de inscrição.
Número de identificação da instituição competente ou, não havendo, a sua designação.
Número digital do cartão (para reduzir o risco de fraude).
Por último, a apresentação destas informações deve ser normalizada por forma a permitir a sua leitura independentemente da língua do utilizador.
Período de validade
Os Estados-Membros poderão determinar o período de validade dos cartões europeus que venham a emitir. Esta flexibilidade deve respeitar absolutamente o princípio da responsabilidade do Estado de emissão, a fim de garantir a segurança jurídica e a credibilidade do cartão. Desta situação resultam duas consequências:
A instituição do Estado de emissão do cartão deverá reembolsar à instituição competente do Estado de estada os cuidados de saúde prestados com base num cartão válido.
Competirá ao Estado de emissão adoptar todas as medidas necessárias para lutar contra eventuais fraudes e abusos.
O funcionamento do cartão e o segurado
O segurado será o principal beneficiário da introdução do cartão, na medida em que deixará de ter de solicitar um novo formulário à sua instituição competente antes de cada estada temporária noutro Estado-Membro. Contudo, para que da introdução do cartão europeu resulte uma verdadeira simplificação dos procedimentos, é desejável adoptar duas medidas que implicam a alteração do Regulamento (CEE) n.° 1408/71 e do seu Regulamento de aplicação (CEE) n° 574/72/CE:
O alinhamento dos direitos entre todas as categorias de segurados. Neste momento, o regulamento estabelece a diferença entre os cuidados «imediatamente necessários» e os «cuidados necessários». Estas diferenças de tratamento, por si só, não obstam à introdução do cartão europeu, mas implicariam menções especiais nos cartões para identificar a categoria do segurado, sobrecarregando os procedimentos de verificação dos direitos.
A supressão de determinadas exigências em relação aos segurados que acrescem à apresentação do formulário para a concessão de cuidados noutro Estado-Membro que não seja o de inscrição (por exemplo, a obrigação de se dirigir a uma instituição de segurança social do lugar de estada, antes de recorrer a um prestador de cuidados de saúde).
A proposta de regulamento de 17 de Fevereiro de 2003 (ver infra) inclui estas duas medidas.
A utilização do cartão pelos prestadores de cuidados e as instituições de segurança social
O seu trabalho será simplificado pois o cartão apresenta dados mais legíveis e mais precisos do que os formulários actuais, frequentemente redigidos ainda à mão. Os riscos de erro, de fraude e de abusos serão reduzidos significativamente.
Introdução do cartão europeu: flexibilidade e progressividade
A Comissão propõe um cenário assente em três pilares: liberdade de escolha do suporte do cartão europeu, modalidades flexíveis de introdução e um calendário em três fases.
Suporte visual: opções
A decisão relativa ao suporte do cartão europeu implica a opção, seja pela sua integração num cartão nacional existente, seja pela emissão de um novo cartão. Perante os condicionalismos que supõe a primeira solução, a criação de um cartão dedicado à mobilidade europeia deverá constituir a melhor solução.
Modalidades de introdução
A introdução do cartão europeu de seguro de doença poderá fazer-se de acordo com duas modalidades: distribuindo-o à totalidade da população ou fornecendo-o, em função das necessidades, às pessoas que o requeiram.
A solução da emissão a pedido do segurado, menos dispendiosa e mais simples de organizar do que a solução geral, permitiria que se respeitasse o prazo de 1 de Junho de 2004.
Calendário
A introdução do cartão deve ser feita de forma progressiva, de acordo com três fases:
Preparação jurídica e técnica (2002-2003), com consulta dos Estados-Membros e dos interessados.
Lançamento em 1 de Junho de 2004. Inicialmente, o cartão substituirá apenas o formulário E111, para seguidamente substituir os outros formulários utilizados aquando de estadas temporárias. Pode ser pedida uma extensão do prazo pelos Estados-Membros que ainda não utilizam este tipo de cartão. No entanto, esta extensão não poderá exceder 18 meses (sendo a data-limite 31 de Dezembro de 2005).
Passagem do cartão europeu de seguro de doença a um suporte electrónico («cartão de circuito integrado inteligente») até 2008.
4) MEDIDAS DE APLICAÇÃO
Decisão n.° 191 da Comissão Administrativa para a Segurança Social dos Trabalhadores Migrantes, de 18 de Junho de 2003, relativa à substituição dos formulários E111 e E111 B pelo cartão europeu de seguro de doença [Decisão 2003/753/CE - Jornal Oficial L276 de 27.10.2003].
A partir de 1 de Junho de 2004, o cartão europeu de seguro de doença substitui os formulários E 111 e E111 B que continuam a ser válidos até 31 de Dezembro.
5) TRABALHOS POSTERIORES
Proposta de regulamento do Parlamento Europeu e o Conselho, de 17 Fevereiro de 2003, que altera o Regulamento (CEE) n.º 1408/71 e o Regulamento (CEE) n.° 574/72 [COM (2003) 378 - Não publicado no Jornal Oficial].
Esta proposta visa estabelecer as modalidades técnicas da introdução do cartão europeu de seguro de doença que substituirá os actuais formulários. São propostas três medidas fundamentais:
Definir claramente as relações entre as instituições de segurança social e as pessoas abrangidas pelo regulamento: devem prestar informações de parte a parte sobre toda e qualquer mudança que seja susceptível de alterar os direitos às prestações.
Simplificar os procedimentos impostos ao doente que necessite de receber cuidados no Estado de estada suprimindo-se, nomeadamente, a obrigação que frequentemente lhe é imposta de se dirigir primeiro à instituição do lugar de estada antes de poder dirigir-se a um prestador de cuidados.
Actualmente, as disposições do Regulamento (CEE) n°1408/71 prevêem direitos diferentes, em função da categoria a que pertencem as pessoas seguradas, para o acesso aos cuidados de saúde quando de uma estada temporária noutro Estado-Membro. Tendo em vista garantir a igualdade de tratamento e facilitar a substituição dos formulários pelo cartão, considera-se conveniente alinhar os direitos de todas as categorias de segurados aquando de uma estada temporária noutro Estado-Membro, de modo a que todas as pessoas possam beneficiar das prestações em espécie que se revelem necessárias, de um ponto de vista médico.
Processo de co-decisão (COD/2000/0073):
Em poucas palavras
Num mundo em que as pessoas viajam regularmente entre países e continentes, não é possível reter nas fronteiras nacionais as ameaças que as doenças transmissíveis representam para a saúde dos cidadãos da UE. As doenças causadas pelo tabagismo, por uma alimentação inadequada ou pela poluição constituem uma questão preocupante em todos os países da UE. Num mercado único, a segurança dos produtos farmacêuticos e dos produtos derivados do sangue é uma responsabilidade partilhada. Embora os Estados-Membros sejam os principais responsáveis pela prestação de cuidados de saúde, a UE pode contribuir para abordar estes desafios de uma forma mais eficaz.
A sua estratégia em matéria de saúde pública consiste em:
- Melhorar as informações sobre a saúde tanto para os cidadãos como para os seus governos;
- Criar um mecanismo de reacção rápida às grandes ameaças para a saúde;
- Compreender melhor os factores que podem afectar a saúde, em especial os que se relacionam com o estilo de vida, como a alimentação e a actividade física, e os factores ambientais, como a exposição a campos electromagnéticos, ao ruído ou à poluição química.
Programa de Saúde Pública
Por forma a garantir que esta estratégia assenta numa base científica sólida, a UE vai gastar anualmente, entre 2003 e 2008, cerca de 50 milhões de euros para melhorar a recolha de dados, o intercâmbio de informações bem como a nossa compreensão do modo como as políticas da UE afectam a saúde. Outras prioridades incluem as estratégias para abordar o impacto sobre a saúde da alimentação, da actividade física, do tabaco, do álcool, das drogas, dos factores genéticos, da idade e do sexo.
A UE financia também investigações que têm em vista garantir que todos gozam do mais elevado nível de saúde possível. A incidência dos principais problemas sanitários, como a obesidade ou algumas formas de cancro, varia por vezes grandemente através da UE. O alargamento da UE apresenta desafios específicos em matéria de combate às desigualdades. Os novos países têm, em geral, uma esperança de vida mais baixa e taxas de mortalidade infantil e materna mais elevadas que os países da "velha" UE.
Prevenção e controlo de doenças
Há já algum tempo que a UE reconheceu que precisa de melhorar a sua capacidade para proteger os cidadãos contra as doenças transmissíveis e as ameaças de bioterrorismo. A SRA (Síndrome Respiratória Aguda) afectou essencialmente outras regiões do globo mas foi, não obstante, uma "chamada de alerta" para Europa. Evidenciou as deficiências das disposições existentes na UE em matéria de partilha de informações. A UE está preparada para monitorizar a propagação de um vírus - seja o da SRA ou apenas o da gripe - mas não para actuar de forma coordenada com o objectivo de evitar a sua disseminação. Esta situação ver-se-á alterada aquando da criação, prevista para 2005, de um centro europeu para a prevenção e o controlo de doenças, cuja sede estará localizada na Suécia. Com a criação de uma agência central para substituir as actuais modalidades de trabalho informal em rede, a UE poderá reagir mais rapidamente - e actuar com rapidez pode ser determinante para evitar que um surto sem importância se transforme numa epidemia grave.
Ambiente e saúde
Anualmente, morrem nas grandes cidades europeias dezenas de milhares de pessoas devido a uma exposição prolongada à poluição atmosférica. Uma nova estratégia lançada em meados de 2003 dará início ao combate a alguns factores ambientais responsáveis por problemas a nível da saúde pública. Os elementos-chave desta estratégia, que se denominará SCALE, serão a ciência, a atenção especial dedicada às crianças, a consciencialização, a legislação e a avaliação contínua. As prioridades para 2004-2010 incluem o estudo da relação entre os factores ambientais e a asma, as alergias e as doenças respiratórias nas crianças, o cancro infantil e as perturbações do desenvolvimento neurológico, como o autismo e os problemas da fala.
Tabagismo e saúde
A UE é igualmente dinâmica no combate ao tabagismo. A partir de 1 de Agosto de 2005, o mais tardar, entrará em vigor em todos os Estados Membros uma proibição da maioria das formas de publicidade ao tabaco e do patrocínio de eventos por empresas tabaqueiras. As normas da UE já limitam a venda, a comercialização e o fabrico de produtos do tabaco. Também se aplicam a aditivos, substâncias que causam dependência, advertências em matéria de saúde, afirmações enganosas e teores máximos de alcatrão, de monóxido de carbono e de nicotina nos cigarros. A UE foi um dos primeiros signatários, em 2003, da Convenção-Quadro da Organização Mundial de Saúde para a Luta Anti-Tabaco.
Drogas e saúde
No âmbito da estratégia da UE contra a droga para o período 2000-2004, as questões em matéria de saúde pública são a prevenção, a educação e a consciencialização. Estas actividades completam a luta contra o tráfico de droga e o crime associado às drogas que estão sob a alçada da política da EU em matéria de justiça e assuntos internos. Os objectivos de saúde pública consistem em diminuir substancialmente, ao longo deste período de cinco anos, a utilização das drogas ilícitas, em especial por parte dos jovens, bem como a incidência de problemas de saúde e de mortes por consumo de drogas, devido a doenças como a sida, a hepatite e a tuberculose.
Tratamentos médicos seguros
Uma das principais preocupações da UE consiste na prestação de tratamentos médicos seguros para todos, com os mesmos padrões de qualidade, quer enquanto elemento da sua política de saúde pública quer da que respeita ao mercado único. Estão pois em vigor medidas que prevêem:
Medicamentos seguros e rápida divulgação através da UE das informações sobre eventuais problemas;
Procedimentos optimizados para a aprovação de novos medicamentos;
Desenvolvimento de medicamentos "órfãos" necessários em pequenas quantidades para tratar doenças raras;
Dispositivos médicos seguros. Nestes incluem-se desde as próteses de anca e os estimuladores cardíacos até às ligaduras e aos óculos.
Trabalha-se actualmente na aplicação, ao nível de toda a UE, de uma única norma para a utilização, distribuição e armazenamento de produtos, tecidos e células sanguíneos utilizados em tratamentos médicos, bem como de órgãos para transplantes. A Comissão Europeia está também a examinar se faria sentido dispor de normas comuns para as tecnologias de apoio (por exemplo, cadeiras de rodas ou computadores especialmente adaptados) destinadas a pessoas com deficiência.
Acesso ao tratamento médico em qualquer lugar
O direito a viajar livremente ou a viver e trabalhar em qualquer local na UE não faria sentido se os cidadãos da UE não pudessem ter a certeza de ter acesso aos cuidados de saúde aonde quer que se desloquem. O reconhecimento mútuo dos direitos em matéria de segurança social garante que os cuidados de saúde estejam facilmente à disposição de qualquer pessoa que fique doente enquanto se encontra noutro Estado-Membro, e também em alguns dos outros países europeus. De futuro, um cartão europeu de seguro de doença facilitará a reivindicação destes direitos. A introdução deste cartão terá início em 1 de Junho de 2004. Em algumas circunstâncias, os cidadãos da UE têm também direito a receber tratamentos noutro Estado-Membro. Isto é particularmente importante para pessoas que residem em regiões fronteiriças ou que precisam de tratamentos especializados.
Tecnologias da informação ao serviço da saúde
As preocupações no domínio da saúde estão pois há muito presentes numa vasta gama de políticas da UE, como a política social e de emprego (incluindo a saúde e segurança no trabalho) bem como as políticas de mercado único e de ambiente. Mais recentemente, a UE tem desenvolvido as ligações entre a sociedade da informação e a saúde. A transmissão de dados a alta velocidade possibilita a interligação em rede dos profissionais de saúde em toda a UE e faculta aos pacientes o acesso a especialistas situados a uma grande distância. A criação de um portal de saúde da UE e o desenvolvimento de critérios de qualidade patrocinados pela UE para sítios Web com informações sobre saúde são outras possibilidades para o futuro.
Em pleno voo internacional, daqueles que duram 13 horas, o piloto anuncia pelo sistema de som que o avião esta a 10.000 pés do chão, a temperatura esta a 12 graus, etc...etc... e deseja boa viagem a todos.
Liga o piloto automático e esquece-se de desligar o som.
Depois diz ao co-piloto, sem se dar conta de que está toda a gente a ouvir:
- Hummn... (batendo na barriga). Agora vou dar uma cagada e comer a hospedeira.
La fora, a hospedeira ouve e fica vermelha de vergonha, deixa cair a bandeja do café e sai a correr pelo corredor do avião em direcção à cabine. Atravessa a classe económica disparada, esbarra nas pessoas e derruba tudo o que encontra pela frente, até que tropeça numa bengala de uma senhora idosa e cai.
A velhota a rir-se, diz:
- Calma filha! Ele disse que vai cagar primeiro...
Atribuído (por unanimidade) pela direcção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), a escritora Matilde Rosa Araújo recebeu ontem o Prémio Carreira.
Mais de meio século de vida dedicado à escrita, e também ao ensino, com dezenas de livros editados, uma acção pedagógica, internacionalmente reconhecida, em defesa dos direitos da criança, Matilde Rosa Araújo, já anteriormente galardoada com outros prémios relevantes, é um nome maior da literatura portuguesa para crianças.
De entre os seus vários livros de histórias, contos e poesia, os mais conhecidos são O Livro da Tila, O Palhaço Verde, O Sol e o Menino dos Pés Frios e Baladas das Vinte Meninas.
AS MUITAS FOMES DAS CRIANÇAS
Extraídos de uma entrevista publicada em 2000 no D.N., em que Matilde Rosa Araújo fala da escrita para o universo infanto-juvenil, de dar afectos, alertando também para a falta deles, são os parágrafos que se seguem:
A criança é o seu universo?
Não comecei por aí. Tive uma fase da chamada escrita para adultos, embora a criança já estivesse presente. Quando fui dar aulas, o meu encontro com as crianças revelou-se a grande descoberta. Aprendi a ver a criança como pessoa que é.
Um ser complexo ...
Muito. E a sociedade nem sempre sabe estar com a criança. Permito-me salientar o caso das que mais sofrem. Das crianças com fome de tudo. Fome de afectos, fome de pão, sede de água, sede de compreensão. E falo das crianças feitas agentes de guerra, a quem metem uma arma nas mãos para matar.
A sua literatura, no conto como na poesia, fala e dirige-se a todas as crianças, mas fixa-se especialmente nos «meninos da rua». Uma forma de intervenção?
De alertar para cruentas realidades. Mas há também crianças aparentemente com bem-estar e mais acompanhadas que sofrem de falta de afectos.»
....
«Na sua poesia para o público infanto-juvenil concilia a palavra sentimental e o humor. Uma forma de estar na vida?
Chego a rir-me sozinha. Aprecio a literatura de humor que vai ao encontro do sol da vida.
Ao mesmo tempo que as palavras jogam o jogo do mundo infantil, ergue-se a voz adulta...
Essa voz não aparece por eu querer estar lá. É involuntária. Sinto a criança comigo. É um ser convivente. E uma voz adulta natural.
Será a voz que melhor conta a dor da criança medida?
Uma voz de esperança no futuro, apesar de tudo. Esperança de que os direitos da criança sejam respeitados. Se não houver capacidade para respeitar os direitos da criança, não serão respeitados os direitos do Homem.
Crianças agredidas existem independentemente do meio sociocultural em que se integram?
A falta de calor humano encontra-se a todos os níveis.»
Nasceu o cantor, compositor e actor José Mário Branco (1942- ).
Gravou o seu primeiro disco, "Seis Cantigas de Amigo", em 1967.
Homem multifacetado tem repartido a sua vida por várias actividades tais como compositor, cantor, músico, actor (no teatro ou no cinema), arranjador, orquestrador, militante, cooperativista, radialista.
Portugal tem meios de segurança inéditos, pelo que os portugueses podem estar tranquilos durante o Rock in Rio Lisboa e o Euro 2004, disse Durão Barroso.
«Daquilo que posso, com responsabilidade, dizer-vos é que estamos hoje com meios como nunca tivemos, estamos com um empenhamento dos responsáveis como nunca existiu e com um esforço de coordenação e cooperação que esperamos que venham a tornar-se rotina», acrescentou o primeiro-ministro.
Que tal exportar esta segurança inédita?
Afinal não estamos de tanga, temos meios que nunca tivemos!
Este empenhamento como nunca existiu terá vindo com o pensamento positivo?
Ou simplesmente temos um 1º Ministro inédito?
.....e, em caso de catástrofe, enviar reclamações para a Rua Soeiro Pereira Gomes (PCP) pela manipulação desta segurança inédita ou para o Largo do Rato (PS) por restantes e/ou outras causas.
Alguns acontecimentos conseguiram unir os homens contra o terrorismo.
Outras questões prementes da humanidade, decerto tão graves, aguardam a solidariedade de todos.
O que é preciso fazer?
Durante uma visita a um Hospital de loucos, Durão pergunta ao director qual o critério para definir se um paciente está curado ou não.
- Bem - diz o director - nós enchemos uma banheira e oferecemos uma colher de chá e uma chávena e pedimos para esvaziar a banheira.
- Entendi - diz Durão - Uma pessoa normal escolhe a chávena, que é maior.
- Não - responde o director - Uma pessoa normal tira a tampa do ralo...
O número de quadros superiores da Administração Pública disparou no último ano. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), solicitados pelo Jornal de Negócios, existiam aproximadamente 6.100 quadros superiores da Função Pública no primeiro trimestre deste ano, o que compara com os cerca de 3.400 existentes no mesmo período do ano anterior.
Em causa está um aumento de 79%, o mais expressivo entre todas as profissões, públicas ou privadas, para as quais o INE colige informação estatística.
Afinal onde estamos a poupar?
Um judeu, de sangue raríssimo, doou meio litro de sangue a um milionário muito doente.
Para retribuir o gesto, o milionário deu ao judeu um BMW com 0 km.
Dias depois, o milionário precisava de mais sangue. Avisou o judeu, que foi a correr ao hospital.
Seria preciso mais 1 litro .
O judeu disse: "Se quiser, tire logo três litros".
Assim feito, no dia seguinte o judeu recebe três Fiats. Ficou indignado!
Foi exigir ao milionário uma explicação:
"Da primeira vez, doei meio litro. Ganhei um BMW. Na segunda vez, doei três litros. Ganhei três Fiats. Porquê?"
O milionário disse: "Você esqueceu-se que agora tenho sangue judeu?"
Nasceu o cantor norte-americano Bob Dylan (1941- ).
Vocalista, guitarrista e tocador de harmónica é autor e intérprete de grandes sucessos tais como "Blowin in the Wind". Foi também uma das figuras marcantes do festival de Woodstock em 1969.
«....”Percorro uma média de mil quilómetros por dia e, por isso, abasteço sempre em Badajoz. Normalmente, atesto o depósito duas vezes por dia. Só por cada depósito gasto, em Espanha, uma média de 55 Euros. Se atestasse em Portugal, gastaria cerca de 80 Euros por depósito.” Fazendo as contas, trata-se de uma diferença de 25 Euros por depósito e de uma poupança de 50 Euros por dia, o que se traduz numa poupança mensal superior a mil Euros....»
«...João Anjos dá um exemplo muito concreto. “Ainda ontem, no posto da Cipor em plena Nacional 4, no sentido Estremoz-Espanha, vendemos apenas 890 litros de combustível. Isto é uma margem de receita muito reduzida para quem sustenta nove empregados”...»
«...A maioria dos clientes põe apenas 5 ou 10 Euros porque aproveitam o fim-de-semana para fazer compras em Badajoz e é lá que atestam os depósitos...»
Exemplos de notícias como esta multiplicam-se em cada dia que passa.
Os espanhóis estão a comprar o petróleo muito mais barato do que nós?
Vejamos ainda, segundo a notícia, o preço dos combustíveis a 12 de Maio de 2004:
Portugal
Galp - Elvas:
Gasóleo - 0.077
S/ Chumbo 95 - 1.049
Repsol - Estremoz:
Gasóleo - 0.779
S/ Chumbo 95 - 1.059
Espanha
Galp - Badajoz:
Gasóleo - 0.736
S/ Chumbo 95 - 0.880
Repsol - Badajoz:
Gasóleo - 0.730
S/ Chumbo 95 - 0.800
E agora: de quem é a culpa?
É a oposição que anda a manipular os preços do crude?
Reparem que o diferencial no preço da gasolina sem chumbo 95, atinge os 0.259 Euros ou seja 51.92 escudos pela moeda antiga.
... de qualquer coisa. É isso mesmo. Explico:
Andava eu pela net, à procura já não me lembro do quê, quando encontrei alguns sites sobre dias festivos e dias nacionais, internacionais e mundiais disto e daquilo. Pasmei: é que quase todos os dias do ano são dias comemorativos de qualquer coisa.
Algumas datas são conhecidas de toda a gente: dia da mãe, do pai, da mulher, dos namorados, da criança, das mentiras, do trabalhador, do teatro, por aí fora...
Mas há outras que nunca me passariam pela cabeça. Vocês sabem, por exemplo, que existe o dia Dia Mundial da Bengala Branca (15 de Outubro)? E o Dia Mundial dos Discos Voadores (24 de Junho)? Mas há também o Dia do Relógio de Sol (21 de Junho), o Dia Nacional dos Moinhos (7 de Abril), o Dia Nacional da Desburocratização (última quinta-feira de Outubro)...
A 4 de Outubro comemora-se o Dia Mundial dos Professores e o Dia Mundial do Animal, mas os Animais de Laboratório têm dia próprio (24 de Abril).
Quanto aos Alfaiates e aos Bombeiros, cabe-lhes como Dia Nacional o último domingo de Maio.
Há também o Dia Nacional do Guarda Prisional e o Dia do Seguro (27 de Junho), o Dia do Enfermeiro (30 de Junho), o Dia dos Avós (26 de Julho), o Dia Mundial do Canhoto (13 de Agosto) e muitos, muitos mais.
Quem estiver interessado em efemérides, faça como eu: procure na net.
E, já agora, uma última coisa: não garanto que estas datas estejam todas certas. É que, de site para site, havia algumas variações e discrepâncias quanto aos eventos.
Comemorem (ou reivindiquem, conforme o caso). Por se enquadrarem na categoria ou por solidariedade. Façam de cada dia um dia especial. Divirtam-se... Lembrem-se que a vida são ... dois dias.
Morreu John D. Rockefeller (1839-1937).
Foi o primeiro multimilionário da história e o patriarca da mais famosa dinastia americana.
Rockefeller é considerado como o mais controverso homem de negócios da América empresarial. As críticas ao criador da Standard Oil variam desde acusações de que o seu império tinha sido construído à custa de tácticas desonestas, à espionagem industrial ou ao suborno de políticos influentes.
No entanto Rockefeller distribuiu mais dinheiro do que qualquer outra pessoa antes dele: as suas escolhas filantrópicas incluem a Fundação Rockefeller, a Universidade de Chicago e a actualmente denominada Universidade Rockefeller.
É criado o Instituto Nacional de Estatística e estabelecidos pela primeira vez os princípios básicos da actividade estatística oficial.
Morte do escritor francês Victor Hugo (1802-1885).
Figura máxima do romantismo francês, usa uma imaginação rica e poderosa.
“Os miseráveis” é talvez a sua obra mais famosa.
Nasceu o escritor e desenhador belga Georges Rémy – Hergé (1907-1983).
Ficou mundial famoso com a sua criação: Tintin.
Tintin é um jovem repórter criado por Hergé em 1929. As sua aventuras começaram por ser publicadas no Le Petit Vingtième, suplemento do Vingtième Siècle em 10 de Janeiro de 1929.
Nascimento do actor, realizador e produtor inglês Laurence Olivier (1907-1989).
Com “Hamlet” conquistou o Oscar para o melhor actor em 1948.
Nasceu o escritor inglês Arthur Conan Doyle (1859-1930).
Criador das famosas personagens Sherlock Holmes e o Dr Watson nas suas narrativas policiais.
Um Estudo em Vermelho, O Cão dos Baskerville, As Aventuras de Sherlock Holmes, são alguns dos títulos que o tornaram célebre.
Nasceu o compositor alemão Richard Wagner (1813-1883).
Ficou famoso com as óperas : Lohengrin, (1845 - 1848) a tetralogia O Anel dos Nibelungos (1852-1874), Tristão e Isolda (1859) e Os Mestres Cantores de Nuremberg (1862-1867).
A professora mandou os alunos fazerem uma composição sobre o tema "sexo" e assuntos relacionados com esse tema. No dia seguinte, cada aluno leu a sua composição. A da Joana era acerca de métodos contraceptivos, a do Tó acerca da masturbação, a Joaquina escreveu sobre rituais sexuais antigos, etc...
Chegou a vez do Luizinho.
- Então Luizinho, fizeste a composição que eu mandei?
- Sim Sra. professora.
- Vá, lê lá então !
E o Luizinho começou a ler alto: "Era uma vez no velho Oeste, há muitos, muitos anos. No relógio da igreja batiam as 19h. Nuvens de poeira arrastavam-se pela cidade semi-deserta. O Sol ofuscava o horizonte, e tingia as nuvens de tons de sangue. De súbito, no horizonte, recortou-se a silhueta de um cavaleiro.
Lentamente, foi-se aproximando da cidade... Ao chegar à sua entrada, desmontou.
O silêncio pesado foi perturbado pelo tilintar das esporas. O cavaleiro chamava-se Johnny! Vestia todo de preto, à excepção do lenço vermelho que trazia ao pescoço e da fivela de prata que "prendia" os dois revólveres à cintura. O cavalo, companheiro de muitas andanças, dirigiu-se hesitante para uma poça de água... PUM! PUM! PUM! O cheiro a pólvora provinha do revólver que já tinha voltado para o coldre de Johnny. Johnny não gostava de cavalos desobedientes!! Johnny dirigiu-se para o bar. Quando estava a subir os três degraus, um mendigo que ali estava, tocou na perna de Johnny e pediu uma esmola... PUM! PUM! PUM! Johnny não gostava que lhe tocassem!! Entrou no bar.
Foi até ao balcão, e pediu uma cerveja. O barman serviu-lhe a cerveja.
Johhny provou... PUM! PUM! PUM! Johnny não gostava de cervejas mornas. As outras pessoas olharam todas surpreendidas... PUM! PUM! PUM! Johnny não gostava de ser o centro das atenções! Saiu do bar. Deslocou-se até ao outro lado da cidade para comprar um cavalo. Passou por ele um grupo de crianças a brincar e a correr... PUM! PUM! PUM! Johnny não gostava de poeira e além disso as crianças faziam muito barulho! Comprou um cavalo, e quando pagou, o homem enganou-se no troco... PUM! PUM! PUM! Johnny não gostava que se enganassem no troco!
Saiu da cidade. Mais uma vez a sua silhueta recortou-se no horizonte, desta vez com o Sol já quase recolhido. O silêncio era pesado. FIM"
O Luizinho calou-se.
A turma estava petrificada! A professora chocada pergunta:
- Mas...mas...Luizinho...o que esta composição tem a ver com sexo?
Luizinho com as mãos nos bolsos, responde:
- Johnny era um gajo bué da fodido!
Apesar de circularem falsos apelos na Net, inclusive pedidos abusivos, a este dou-lhe o benefício da dúvida. Talvez por ter ficado “tocado” perante a aflição de uma mãe.
«Tenho um filho com 15 meses chamado Francisco, desde os primeiros dias de vida tem sido extremamente difícil alimentá-lo, rejeita todo o tipo de alimentação, não por reacção alérgica mas por não querer.
Tem sido sempre acompanhado pelo hospital Fernando da Fonseca onde já lhe fizeram todo o tipo de exames e não conseguem nenhum tipo de diagnóstico, já foi alimentado por uma sondas mas nem por isso aumentou de peso.
Com 15 meses pesa apenas 6900 gramas.
Peço que alguém que tenha conhecimento de algum caso igual ou semelhante que me contacte imediatamente para que eu possa saber de que maneira poderei ajudar o meu filho.
Muitíssimo Obrigada.»
Ana Cristina Pinto tel: 962439830
As coisas que eles “inventam”.
“A caminho de Lisboa”.
Com pernas artísticas, nada é impossível.
«Como é que se ultrapassa a depressão? Com um novo ciclo de prosperidade. Se houver mais dinheiro as pessoas começam logo a sentir-se melhor, nem precisam deste tipo de conferências.» Vasco Pulido Valente
«Todos os dias, ao acordar, abre a janela e pensa que Portugal é muito melhor do que tu achavas no dia anterior.» Marcelo Rebelo Sousa
«A estupefacção é tanta que quase não acredito», foi o desabafo do nosso amigo Congeminações. Já lá diz o ditado que “quem não se sente não é filho de boa gente”.
E, na realidade, não se pode ficar indiferente a esta questão.
Por maior que seja a qualidade e a competência do senhor, a retribuição que o novo Director Geral das Contribuições e Impostos irá usufruir (60.000 Euros), levanta questões de legitimidade e moralidade:
O vencimento não está enquadrado no leque salarial da administração pública.
Faz convergir vencimentos privados para o funcionalismo público.
É escandaloso perante o valor de 365.6 Euros do salário mínimo nacional.
Milhões de reformados ficam ainda mais indignados perante a miséria de pensões que auferem.
E que dizer dos milhares de funcionários públicos que, nos últimos dois anos, têm vindo a perder significativamente poder de compra?
Será que a grande maioria dos portugueses concorda com este vencimento que todos vamos pagar?
Será que o fim justifica os meios?
Inauguração da Expo’98 em Lisboa.
«A EXPO'98, que decorreu em Lisboa de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998, foi um evento que se enquadrou no regime jurídico das exposições internacionais, definido pelo BIE - Bureau International des Expositions. Foi uma "exposição especializada" na medida em que foi enformada por um tema específico "Os Oceanos, Um Património para o Futuro", e nela não foi cobrada qualquer renda pelos pavilhões que a Organização da Exposição construiu para acolher as mostras expositivas dos Participantes Oficiais. A EXPO'98 integra-se numa riquíssima tradição de exposições internacionais, cujo início é comummente identificado com a Exposição de Londres de 1851.»
Já abriu, na Praça do Comércio, em Lisboa, a exposição internacional “A Terra vista do Céu”, um projecto que reúne os últimos doze anos de trabalho do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, passados a sobrevoar o planeta Terra e os seus habitantes.
São 120 as fotografias que ganharam fama mundial, vistas por mais de 50 milhões de pessoas em várias capitais do globo.
A exposição, que estará em Lisboa até 30 de Setembro, inclui fotografias com o formato 1,80 x 1,20 metros, captadas de helicóptero pelo francês Yann Arthus-Bertrand, de 58 anos, depois de milhares de horas de voo entre os 20 e os dois mil metros de altitude.
A exposição, ao ar livre, está aberta 24 horas por dia.
A não perder!
A ministra de Estado e das Finanças, principal responsável pelo combate à evasão fiscal, esqueceu-se de declarar ao fisco cerca de 15 mil Euros em mais-valias, na declaração de rendimentos de 2002, tendo corrigido a falha no ano passado.
O advogado Dias Ferreira, irmão da ministra, afirmou ao '24horas' que se tratou de «um esquecimento de todos», ou seja, dele próprio, da ministra e dos outros dois irmãos.
«Devemos ter recebido a verba do imóvel nos primeiros meses de 2001. A declaração do IRS referente só foi entregue em 2002 e a rectificação foi feita em 2003. Como não é uma verba que recebemos todos os dias caiu no esquecimento dos quatro», contou Dias Ferreira ao jornal.
Quatro irmãos, quatro esquecidos.
Está dado o mote para os futuros (e presentes) infractores, esquecimento de tudo o que não é trivial.
Agora só falta sair uma portaria para definir o que é mais-valias correntes e mais-valias esporádicas.
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, parece ser o lema deste governo.
Belo exemplo para quem quer moralizar o combate à fuga fiscal.
Para além das preocupações e dos anseios quanto ao seu Alentejo no presente e no futuro, o Francisco teve a magnífica ideia de, aos poucos, nos ir contado a vida de outrora nos imensos campos a sul do Tejo.
“Coisas da História do Alentejo e do Campo de Ourique” já vai no capítulo XX.
Obrigatório para quem se interessa pelas coisas do nosso passado
A independência de Timor-Leste, proclamada pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN) em 28 de Novembro de 1975, vê-se internacionalmente reconhecida a 20 de Maio de 2002, uma vez concretizada a libertação do povo timorense da colonização e da ocupação ilegal da Pátria Maubere por potências estrangeiras.
Assim, comemora-se hoje o 2º Aniversário da República Democrática de Timor-Leste.
A nossa equipa de futebol é esta.
Para jogar neste estádio.
Gostam do equipamento e das infra-estruturas?
Nascimento do actor norte-americano James Stewart (1908-1997).
“Rear Window” (1954), “The Man Who Knew Too Much” (1956), Vertigo (1958), “Anatomy of a Murder” (1959) e “The Man who Shot Liberty Valance” (1962) são considerados os seus melhores filmes.
Com “The Philadelphia Story” (1940), ganhou o Oscar para o melhor actor.
O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, acredita em milagres, ao contrário do chefe da segurança do “Euro2004”.
Estará o ministro à espera de mais um “milagre de Fátima”?
A julgar pelo que aconteceu ontem, bem pode correr....
O J. Gonçalves «está seguro, que não é seguro».
Eu concordo.
A água devia ser um direito... pois, devia!!!
Observe-se o direito à água nos países subdesenvolvidos e nas regiões mais carentes do precioso líquido.
Interesses privados sobrepõem-se aos interesses nacionais, com a cumplicidade dos nossos governantes.
E a seguir o que será privatizado?
O ar?
Advogado:
- O processo vai andar rapidamente
Vendedor:
- Se houver algum problema, volte cá que eu troco..
Anfitrião:
- Já te vais embora? Ainda é cedo!
Aniversariante:
- Um presente? A tua presença é mais importante...
Bêbado:
- Sei perfeitamente o que estou a dizer.
Casal sem filhos:
- Venham quando quiserem; adoramos os vossos filhos.
Agente imobiliário:
- E em seis meses vão colocar as infra-estruturas para a luz e para o telefone.
Chefe de polícia:
- Vamos tomar as devidas providências.
Dentista:
- Não vai doer nada.
Desiludida:
- Nunca mais quero saber de nenhum homem.
Devedor:
- Amanhã, sem falta!
Filha de 19 anos:
- Dormi em casa de uma colega.
Filho de 19 anos:
- Volto antes da meia noite.
Gerente bancário:
- Trabalhamos com as taxas mais baixas do mercado.
Médico:
- Depois de umas sessões de quimioterapia, vai-se sentir uma adolescente.
Namorada:
- Para dizer a verdade, eu nem beijar sei...
Namorado:
- Foste a única mulher que eu realmente amei...
Noivo:
- Casaremos o mais breve possível!
Orador:
- Apenas duas palavras...
Recém-casado:
- Até que a morte nos separe.
Vendedor de sapatos:
- Depois alarga no pé.
Sogra:
- Entre marido e mulher eu não meto a colher.
Toxicodependente:
- Esta vai ser a última.
Eu :
- Este é o último post que publico...
A escritora Agustina Bessa-Luís foi distinguida, por unanimidade, com o Prémio Camões 2004, no valor de 100 mil Euros.
O Prémio Camões é o mais importante galardão literário da Língua Portuguesa, e deriva de acordo cultural entre Portugal e o Brasil instituído em 1988.
Parabéns Agustina.
A despesa com o subsídio de desemprego cresceu 24,1% entre Janeiro e Março, face a igual período do ano anterior. Ou seja o Estado gastou mais 81,3 milhões de Euros (16,3 milhões de contos) que no mesmo período do ano anterior.
Ora se o desemprego subiu, é natural que as contribuições dos trabalhadores para a segurança social tenham descido – sempre foram uns quantos milhares que cessaram as suas actividades. Se, por um lado, a despesa do Estado cresceu, por outro a receita desceu, o que agravou ainda mais as contas do Estado.
Para tentar equilibrar as contas, o Estado alterou as regras na atribuição do subsídio de desemprego, na mira de reduzir despesa. É certo que havia e há situações abusivas e desleais a beneficiar deste subsídio, mas o espírito desta reforma é reduzir a despesa, independentemente de algumas justificações poderem ser válidas.
Uma maneira de alterar esta situação passaria pelo aumento da receita. Mas para aumentar a receita é preciso aumentar o emprego.
O que é que o Estado tem feito nos últimos dois anos para a criação de novos empregos?
Onde está o investimento captado pela API de Miguel Cadille?
Onde estão as políticas de apoio às empresas e à criação de emprego?
O que até agora se viu foi desinvestimento, com encerramento de portas, dia sim dia não.
Quando o referendo é um instrumento correctamente utilizado por um governo que conduz as grandes linhas da sua governação em sintonia com a vontade popular, a realidade é bem diferente da que nós vivemos. A ler em “A Suíça e os referendos”.
A eleições estão aí, mas a população portuguesa continua no obscurantismo. Cada vez mais os destinos do país são traçados além fronteiras, mas o país continua a leste dessas instituições e, mais grave, a desconhecer o que estamos realmente a votar quando somos chamados a escolher os nossos representantes ao Parlamento Europeu. Estas também são as preocupações de LFV em “E ainda a procissão vai no adro...”
O comentário de Rodrigo Ribeiro sobre a utilização da lei no caso Greenpeace.
Não quero parecer profético (mas só de o mencionar, de certa maneira já o estou sendo...) mas estamos a caminhar irreversivelmente para uma era tenebrosa.
À medida que os problemas económicos, sociais e ambientais se forem agudizando e um maior número de cidadãos demonstrar publicamente o seu descontentamento, a humanidade sofrerá os reveses da brutalidade em nome da manutenção da ordem, não de uma ordem qualquer, mas da nova ordem que, do topo (a ditadura ultraliberal camuflada)da pirâmide «democrática», governará o mundo com mão de ferro!
A primeira experiência de governo mundial poderá já estar em vigor, tendo sido eleito no maior secretismo (teoria da conspiração, sim! e porque não?)! Uma elite (versada essencialmente em ciências político- económicas e claro, em «artes» propagandístaicas!)constituída por ex-políticos (e associados), tome-se, como exemplo, o Carlyle Group, um enxame de ex-políticos, encontra abrigo neste tipo organizações que, em meu entender, são as principais responsáveis pela degradação dos direitos sociais e humanos, que batem cada vez mais à nossa porta, dispostos a meter-nos na rua! Trata-se de agentes parasitárias infiltrados na economia real, engordando à custa da depauperação do tecido produtivo da sociedade, forma legal de extorquir riqueza sem olhar às consequências, como se a cegueira que tomou estes sujeitos, os impedisse de ver que podem levar a sociedade ao abismo.
Que pensar? Como é possível dormir-se descansado? Se dirigentes políticos democraticamente eleitos, logo que estão aliviados das obrigações que as funções públicas implicam, são chamados a prestar serviços em empresas deste teor? Porque será?! Portanto, casos absurdos como o que é descrito nesta posta, serão cada vez mais frequentes, e como é fácil manipular a opinião pública, torna-se muito difícil unir os cidadãos em torno de uma causa.
Morreu o professor universitário e ensaísta português, Jacinto Prado Coelho (1920-1984).
Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores (1965), sócio da Academia das Ciências de Lisboa (1955), membro dirigente da Associação Internacional de Literatura Comparada e director da revista Colóquio/Letras.
Nasceu Mário de Sá-Carneiro (1890-1916).
Foi um dos fundadores da revista Orpheu, vindo esta a ter um papel fundamental na renovação da literatura portuguesa do século XX.
«.... O Sá-Carneiro não teve biografia: teve só génio. O que disse foi o que viveu.»
Fernando Pessoa
«O mais lógico quando se apresenta uma empresa é começar pelo seu objecto social e por indicadores que dêem uma imagem da sua dimensão; mas no caso da Carlyle a lógica obriga-nos a ir em sentido diferente pois o seu grande capital não é a imensidão de fundos que lhe são confiados e as rentabilidades de 30%, mas sim o "clube de políticos" que nela participa……»
Este é o "Folhetim Carlyle: quem é quem na Carlyle" que deve ler no Jumento.
É época dos exames finais e a professora de uma escola primária mandou que os seus brilhantes alunos fizessem uma redacção, onde fossem tratados os seguintes temas:
1. Monarquia
2. Sexo
3. Religião
4. Mistério.
Quem terminasse depressa estaria dispensado e poderia voltar para casa.
Passados míseros segundos, João levanta a mão e diz que terminou. A professora, sem acreditar, pede que leia a sua redacção. Ele levanta-se, pega a folha de papel, coça a garganta e diz:
"Mandaram a rainha levar no cu. Meu Deus! Quem terá sido?".
O Salário Mínimo Interprofissional (SMI) vai aumentar 6,6 por cento, para 490 Euros, a partir de 1 de Julho, em Espanha.
Jesús Caldera, ministro do Trabalho e Assuntos Sociais espanhol, afirmou que o aumento permitirá, de forma faseada, que o SMI chegue no final da legislatura aos 600 Euros, tal como foi prometido na campanha eleitoral do PSOE.
Em Portugal, o salário mínimo nacional aumentou dois por cento no dia 1 de Janeiro, para 365,60 Euros.
Esta é a diferença entre duas realidades vizinhas, uns prometem, outros cumprem.
O Jogador
De Fiodor Dostoiewsky
Sala Principal
de 19 de Maio a 27 de Junho
Dostoiewsky não escreveu peças de teatro, mas a maioria dos seus romances são bastante cénicos e já foram adaptados para o teatro na Rússia e em vários palcos da Europa Ocidental. O Jogador é o mais pequeno e apaixonado dos romances de Dostoiewski, para além de apresentar características que permitem uma adaptação singularmente eficaz ao teatro.
A nossa produção usará oito personagens principais. As relações entre estas personagens são agudas, complexas e envolventes, apresentando diferentes combinações e conflitos de interesse. A acção desenrola-se numa estância de férias localizada na cidade alemã de Ruletenburg e gira em torno do casino.
Encenação Vladislav Pazi
Tradução Natália Vakhmistrova
Cenografia Malgorzata Zak
Luz José Carlos Nascimento
Figurinos Malgorzata Zak
Com Alfredo Sobreira, Cátia Ribeiro, Francisco Costa, Karas, Luís Ramos, Marques D'Arede, Miguel Martins, São José Correia e Teresa Gafeira
de quarta a sábado às 21.30h
domingo às 16.00h
Nascimento do filósofo e escritor inglês Bertrand Russell (1872-1970).
Russell ficou também conhecido pela sua intervenção política, nomeadamente a favor da paz mundial. Durante a 1º. Guerra Mundial (1914-1918) foi preso devido à sua campanha contra a guerra. Foram notáveis os seus contributos no domínio da lógica, filosofia da matemática e filosofia da linguagem.
Em 1950 recebeu o Prémio Nobel da Literatura.
Pieter Bruegel – O Casamento
Não se sabe ao certo a data de nascimento de Pieter Bruegel.
Há quem diga que nasceu a 18 de Maio de 1525 e morreu em 1569.
O que não há dúvidas é quanto à qualidade da sua pintura.
... e apenas utilizada duas vezes em 130 anos, a última das quais há um século, a justiça norte-americana quer ilegalizar a associação ambiental Greenpeace.
Qual o pretexto? Há dois anos, junto à costa norte-americana, seis activistas da Greenpeace abordaram um barco carregado com madeira de acaju cortada ilegalmente na Amazónia e desdobraram um cartaz que dizia «Presidente Bush, detenha o corte ilegal de árvores».
Na sequência dessa acção, em que os activistas da Greenpeace foram detidos e condenados a pagar uma multa, o Departamento de Justiça dos EUA resolveu processar criminalmente a organização. Fê-lo ao abrigo de uma lei de 1872, destinada a ilegalizar uma prática, corrente na altura (sailormongering), que consistia na ida das prostitutas da zona aos barcos atracados perto da costa, incitando os marinheiros a deslocarem-se às tabernas.
A Greenpeace, cujo julgamento deve ter começado ontem num tribunal federal da Flórida, refere, em comunicado, que «a legislação norte-americana vai ser utilizada para declarar a Greenpeace uma “organização criminosa”, enquanto os madeireiros, transportadores e comerciantes de acaju ilegal continuam impunes e se riem face à lei».
Mais palavras para quê?
Um relatório da Comissão Europeia diz que mais de um quarto (concretamente 28,5%) da faixa costeira portuguesa está destruída pela erosão.
Quando li a palavra erosão, por uma fracção de segundos, antes de ler o resto, pensei que esta erosão destruidora seria uma fatalidade derivada do desgaste natural dos ventos ao longo do tempo. Mas não. A erosão é causada pela mãozinha devassa e desregrada do Homem, através da extracção de areia para utilização na construção civil ou a edificação de barragens que impedem a livre circulação dos sedimentos. Em casos extremos, a costa tem recuado até 15 metros a cada ano, ainda que em média este valor se situe entre 0,5 e dois metros.
E como já vem sendo hábito, também nesta lista negra o nosso querido país está “bem” classificado: Portugal é o quinto país da Europa dos 25 mais afectado pelo problema, apenas superado pela Polónia, Chipre, Letónia e Grécia.
O relatório calcula que 5% da costa da Europa alargada está já severamente destruída.
Os dados que apresenta e o conjunto de medidas que propõe, no sentido de impedir o agravamento deste problema, vão estar hoje, terça-feira, em discussão na Conferência EUrosão – Sedimentos e Espaço para um Crescimento Sustentável, que se realiza em Bruxelas.
Espero bem que medidas rápidas sejam postas em prática. Para, dentro em breve, não termos de concluir, ao olhar para a costa, que “E tudo a erosão levou”.
O carro solar mais rápido do mundo, baptizado de «Nuna 2», começará o seu périplo pela Europa no próximo dia 29 de Maio, uma viagem que se prolongará até ao dia 11 de Junho.
O «Nuna 2» propõe-se realizar:
- Uma “volta” de 6500 km na Europa.
- Utilizando apenas energia solar.
- Visitar 15 países em duas semanas.
Os veículos solares:
Um veículo solar utiliza a energia solar para se circular. Na parte superior de um veículo solar existem células solares. Estes pequenos rectângulos de um material muito especial captam a energia solar e produzem energia eléctrica. Esta electricidade é utilizada para accionar o motor do veículo, tal como a energia eléctrica de uma tomada de electricidade acciona uma máquina de lavar roupa.
Um veículo solar é um veículo eléctrico, por isso não produz ruído quando circula. Faz apenas um ruído idêntico a um “carrinho de um campo de golf”.
Os veículos solares são muito leves e são parecidos com as asas de um avião. Têm esse aspecto para reduzirem a resistência à deslocação e circularem mais rapidamente com menos potência. Um veículo de corrida a energia solar precisa de ser o mais leve e aerodinâmico possível para andar mais rápido.
O «Nuna 2»:
O «Nuna 2» é um veículo solar. De facto, este é o veículo solar campeão mundial, pois venceu o World Solar Challenge , realizado na Austrália em 2003. O «Nuna 2» tem 5 metros de comprimento, 1.8 m de largura e 0.8 m de altura.
O tejadilho do veículo é completamente revestido com células solares, como as que são usadas nos satélites espaciais. O «Nuna 2» tem 3 rodas: duas rodas dianteiras e apenas uma na retaguarda. Tal como um automóvel normal tem luzes de sinalização e de travagem. Se não existir “luz do dia”, o «Nuna 2» utiliza a energia eléctrica armazenada numa bateria. O «Nuna 2» pesa apenas 250 kg e pode atingir a velocidade máxima de 170 km/hora.
No interior do «Nuna 2», existe apenas espaço para uma pessoa, o piloto, que tem de estar deitado de costas. Ele vê para o exterior através de um visor colocado a meio do tejadilho do veículo.
O piloto conduz o veículo movendo, para a frente e para trás, duas alavancas de comando colocadas de ambos os lados do corpo. Para acelerar e travar, o piloto carrega com os pés em 2 pedais.
No interior do «Nuna 2» a temperatura pode atingir os 50°C mas, quando em deslocação, um fluxo de ar atravessa o habitáculo do veículo e refresca o ar interior.
Um repórter fazia uma pesquisa sobre a sexualidade na mulher e decidiu entrevistar uma saloia.
- Então D. Maria, quantas vezes faz sexo por semana?
- Bem, eu acordo às 6H00 da manhã, vou me lavar e tenho logo umas três horas de sexo. Depois o meu Manel acorda, dou-lhe o pequeno-almoço e tenho mais umas 3H00 de sexo. O meu Manel chega para almoçar, sirvo-lhe o almoço e tenho mais umas 3H00 de sexo. O meu Manel chega a noitinha, sirvo-lhe o jantar e depois tenho mais umas 3H00 de sexo!
- Mas espere aí: afinal de contas quantas vezes a senhora faz sexo por dia??? O que você entende por "fazer sexo"?
- Olhe senhor, sexo é tudo aquilo que me fode: lavar a loiça, passar a roupa, limpar a cozinha, etc, etc, etc...
«Não vos tenho dito nada porque não tenho tido tempo nem disposição... Ando com um problema terrível... Os meus pais, sabes? O meu pai, entre o reumático e os problemas de coração, até para tomar banho é necessário que o ajudem. Já assim é há alguns anos mas tudo se foi arranjando enquanto a minha mãe foi tomando conta dele. Mas agora, ela começou a ter uns esquecimentos... No outro dia esqueceu-se do comer ao lume, o tacho ficou em cinzas. Num outro, deixou uma torneira a correr e houve inundações. Já pensei se não será alzheimer mas o médico ainda não confirmou. Já me apercebi que eles não andam a tomar os medicamentos como deve ser, pois baralham aquilo tudo.
Vou lá a casa quase todos os dias mas ainda é longe, uma hora para lá e outra para cá. Se tivesse possibilidades comprava-lhes uma casa perto de mim. Se tivesse mais dinheiro pagava a uma pessoa para cuidar deles dia e noite, mas não tenho. A reforma do meu pai também não chega para isso. A mulher a dias vai lá cinco vezes por semana mas, à noite, eles ficam sozinhos. Aos fins de semana trago-os para minha casa, deito-os no meu quarto e durmo na sala. Mas não é solução para sempre. Ainda se tivesse um quarto disponível, mas não tenho. Já pensei num lar, mas...
Eu estou com uma depressão ou coisa que o valha... Tremem-me as mãos, tomo comprimidos para dormir e comprimidos para acordar. Mesmo assim, por vezes, tenho dificuldade em manter o ritmo nas aulas. Então naqueles dias em que os alunos estão mais desassossegados e barulhentos, no final da primeira aula já estou cheia de dores de cabeça. Os meus filhos ressentem-se deste meu estado de espírito, oscilando entre animarem-me e agastarem-se comigo. Especialmente o mais novo, quase adolescente.
Ouço algumas pessoas dizerem que, com boa-vontade e amor, tudo se arranja. Que, quando há amor e solidariedade, tudo tem solução. Que os bons filhos devem fazer todos os sacrifícios pelos pais velhotes. Até já ouvi dizer que pôr os pais num lar, quando estes ficam velhos e incapazes, só revela egoísmo, que as chamadas “casas de repouso” não passam de armazéns de velhos, caros mas, quase sempre, sem as devidas condições.
Adoro os meus pais e quero o melhor para eles. Mas, como resolver este problema? Que fazer com os meus pais?»
Esta confissão anónima é de uma amiga, professora do secundário, divorciada, filha única e mãe de dois jovens rapazes, residente algures em Portugal. Quando lhe perguntei se podia por isto no blog, a princípio hesitou. Depois concordou. «Talvez haja por aí muita gente com problemas semelhantes, pessoas que vivem dramas parecidos ao meu», justificou.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados ontem por alguns jornais e revistas (assinalou-se o décimo aniversário do Ano da Família), em Portugal, tal como acontece em vários outros países do chamado mundo “civilizado”, as famílias são cada vez mais pequenas e os lares monoparentais constituídos maioritariamente por mulheres; os casais têm menos filhos e há mais pessoas sós, sobretudo idosos.
Portugal tem cerca de 3,6 milhões de famílias, com uma média de 2,8 indivíduos por agregado familiar.
Ao mesmo tempo, os rendimentos per capita são baixos e os apoios familiares insuficientes, embora tenham vindo a aumentar, como reconhecem os especialista nesta matéria.
A linha de informação portuguesa à família, criada há cerca de um ano, recebeu sobretudo chamadas de mulheres, 70,48% de um total de 586 contactos.
Foram colocadas 917 questões e o tema da conciliação entre trabalho e a família foi o mais focado.
A questão mais frequente colocada pelos homens que a ela recorreram diz respeito ao gozo dos primeiros 15 dias da licença parental.
A 16 de Maio de 1977, estreava-se na televisão portuguesa a primeira telenovela brasileira: “Gabriela”, adaptação da obra homónima de Jorge Amado “Gabriela, cravo e canela”.
O êxito da novela foi tão grande que, na hora em que os episódios eram transmitidos, as ruas esvaziavam-se de gente – o país quase parava – e milhões de olhos colavam-se aos écrans de televisão. Alguns eventos nacionais tiveram de adaptar os seus horários para não coincidir com os da novela. Consta que, em alguns sectores da actividade política, até se fazia um intervalo para que os seus membros não perdessem o desenrolar da novela...
Nunca a televisão em Portugal tinha alcançado um tão grande êxito, conseguindo colar os telespectadores ao écran, de segunda a sexta, meses a fio. Talvez tenha sido a primeira massificação do fenómeno televisivo em Portugal.
A uma certa distância ficava o “Zip Zip” do trio Fialho, Solnado e Carlos Cruz, produzido noutra época e noutro contexto, poucos anos antes do 25 de Abril de 74, mas que também mobilizava gente em peso junto aos écrans de TV, em casa ou em casa de amigos e vizinhos, nesses tempos em que ter televisão ainda era um luxo que não chegava a todos os lares.
Morreu Sammy Davis Jr (1925-1990).
Cantor, dançarino e actor norte-americano começou a sua carreira com o grupo familiar “Will Mastin Trio”. Em 1954 perdeu o olho esquerdo num acidente de automóvel.
Nascimento do actor norte-americano Henry Fonda (1905-1982).
Ganhou um Óscar em 1982 pelo desempenho em “On Golden Pond”.
Hoje era para vir blogar, mas uma melguinha desafiou-me e agora estou assim.....
Perdoem-me, mas há coisas a que não consigo resistir.....espero estar de volta amanhã.
Nasceu o físico francês, Pierre Curie (1859-1906)
Em conjunto com a sua mulher Marie Curie descobriu os elementos químicos Radium, Polonium e a radioactividade espontânea. Pelo trabalho foram premiados com o Nobel da Física em 1903.
Nascimento do General Humberto Delgado (1906-1965).
O “General sem medo” teve uma carreira militar brilhante, tendo nomeadamente desempenhado funções na Embaixada de Portugal em Washington e como membro do comité dos representantes militares da NATO.
Foi candidato presidencial pela “oposição” em 1958, lançando a célebre frase "Obviamente demito-o" (referindo-se ao chefe do governo em exercício na altura).
Seria assassinado em Espanha supostamente perto de Olivença. O seu corpo viria a ser encontrado na aldeia de Villanueva del Fresno , num caminho conhecido por Los Malos Pasos.
No artigo 38.º do Orçamento do Estado para 2004 estabeleceu-se as taxas do Impostos sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Fixou-se um intervalo entre os 28,7 cêntimos de mínimo e os 55,3 cêntimos de máximo por litro de ISP para a gasolina sem chumbo 95 octanas. No caso do gasóleo rodoviário, esse intervalo oscila entre os 24,5 e os 33,9 cêntimos o litro.
Na última actualização da taxa de ISP, através da portaria governamental de 12 de Fevereiro deste ano, fixou-se o imposto nos 52,6 cêntimos sobre o litro da gasolina sem chumbo 95 e em 30,8 cêntimos sobre cada litro de gasóleo rodoviário.
Ora desde o início da ano os combustíveis já aumentaram cerca de 10 %.
No entanto o governo recusa reduzir o ISP em vigor e mantêm-no muito próximo dos máximos definidos no OE2004, no caso das gasolinas.
Com a subida galopante dos combustíveis nos mercados internacionais é natural que este se reflicta no preço a pagar pelo consumidor nacional. No entanto o governo tem uma margem de manobra considerável para equilibrar o preço final do produto, de modo a não sobrecarregar ainda mais, as já fortemente penalizadas famílias portuguesas, especialmente as de mais baixos rendimentos, mas também os sectores produtivos em que o gasóleo e outros derivados do petróleo são um custo de produção muito importante.
O flutuação do ISP funcionaria como a desvalorização da moeda, critério utilizado por Portugal durante muitos anos – coisa que actualmente nos está vedada em consequência da nossa adesão à moeda única.
Convém não esquecer que a nossa vizinha Espanha compra o petróleo a valores similares aos de Portugal e no entanto o preço dos combustíveis dos “nuestros hermanos” são apreciavelmente mais baratos; aspecto muito importante atendendo a um poder de compra fortemente superior ao nosso.
Não tenhamos ilusões, a continuar esta caminhada galopante da cotação do petróleo nos mercados internacionais, os preços ao consumidor vão disparar de forma atordoante.
O custo do gasóleo influencia praticamente todos os sectores de produção, assim é natural que haja uma pressão constante no sentido de inflacionar os preços de produção. Há sectores mais vulneráveis, como o dos transportes, que já fazem sentir publicamente o estrangulamento a que se sentem sujeitos pela limitação dos preços a que estão sujeitos e na impossibilidade de os aumentar. As compensações governamentais poderão não ser suficientes e mais uma vez a população será chamada a liquidar a diferença.
Provavelmente o governo pensará que não pode perder receitas e portanto inviabilizará o corte na taxa de ISP. No entanto esta posição poderá conduzir a um recuo de receitas em virtude da contracção no consumo. Posto perante a realidade de redução de receita e mantendo-se a despesa fixa – mesmo admitindo que não sobe – o Estado terá necessariamente de ir arranjar receita a outros sectores. Já se sabe onde está o “elo mais fraco”.
Perante uma inflação crescente nos produtos de consumo, este originará uma maior pressão das classes trabalhadoras no sentido de aumentar o rendimento disponível para colmatar o poder de compra perdido. Para além da instabilidade social, os aumentos de vencimentos, se conseguidos, provocarão novo aumento nos custos de produção, contribuindo para o aumento da inflação global. Ou seja entraremos novamente no efeito de “bola de neve”.
Em conclusão, o ISP, imposto “cego” perante um aumento desenfreado da matéria prima, penalizará fortemente não só as famílias, mas a recuperação de grande parte da nossa economia numa altura em que a retoma tarda e que dez novos adversários acabam de entra no nosso competitivo mercado.
Vão aproveitando enquanto é tempo que dizem que pode não durar mais do que quinze anos. Se... não forem adoptadas medidas mais restritivas à pesca na última grande reserva mundial desta espécie, o mar de Barents.
Estou a falar do quê? De bacalhau, também conhecido como “fiel amigo”, expressão carinhosa com que os portugueses o baptizaram, talvez porque, durante muitos anos que já lá vão, o bacalhau foi um alimento barato, sempre presente nas mesas das camadas populares.
Quanto à morte anunciada do bacalhau, segundo um relatório da organização ambiental WWF (World Wildlife Fund for Nature) deve-se essencialmente à sobrepesca e à pesca ilegal.
No caso da sobrepesca, as quotas de pesca previstas para este ano na zona do mar de Barents estão quase cem mil toneladas acima dos limites sustentáveis recomendados pelos cientistas. O Conselho Internacional de Exploração dos Mares (CIEM) - organismo consultivo - estabeleceu, em Junho de 2003, um limite de captura de 389 mil toneladas de bacalhau para o ano seguinte. Mas, a comissão conjunta para a pesca da Noruega e Rússia - que gere o mar de Barents - ignorou, fixando o valor máximo de captura desta espécie nas 486 mil toneladas.
No caso da pesca ilegal, estima-se que, todos os anos, cerca de cem mil toneladas de bacalhau sejam pescadas ilegalmente.
A tornar a situação ainda mais negra, para além da guerra directa que os homens lhes movem, capturando-os de uma forma desregrada, os pobres dos bacalhaus também andam à nora para se reproduzirem, por causa de diversos químicos, libertados através da produção petrolífera, que poluem as águas e têm consequências dramáticas na reprodutividade desta espécie.
Resultado: isto está mau, especialmente para Portugal, que é o maior importador de bacalhau da Noruega no mundo, e para muitos portugas que não dispensam o bacalhauzinho à mesa, cozinhado nas mil maneiras que as receitas gastronómicas divulgam.
Morre o actor e cantor norte-americano Frank Sinatra (1915-1998).
Foi sobretudo cantor, mas também obteve um enorme sucesso como actor de cinema.
Nascimento do cineasta norte-americano George Lucas (1944- ).
"Homem das imagens e dos percursos", nas suas próprias palavras.
Está ligado a êxitos como as sagas de “Indiana Jones” e da “Guerra das Estrelas”.
A Europa está a pensar acabar com as ajudas agrícolas à exportação.
A UE, gasta 2.8 mil milhões de Euros nestas ajudas, essencialmente para "ajudar" o açúcar, os laticínios e a carne.
Os EUA gastam 3 mil milhões de Euros para ajudar a "exportação" dos mesmos produtos, acrescidos do algodão.
Principais prejudicados destas políticas proteccionistas: África e a América Latina, em que grande parte da população vive da agricultura, já que têm que competir com produtos artificialmente mais baratos. Assim, muitas centenas de milhões de pessoas destas zonas vivem na miséria.
Acabar com o proteccionismo seria uma da medida eficaz no combate à pobreza e à miséria no mundo. É contra este proteccionismo que lutam as nações mais pobres.
Não poderá haver competitividade e igualdade no mercado de produtos agrícolas mundial, enquanto as regras estiverem destorcidas pelos subsídios à produção e à exportação, e também pelas altas taxas que oneram os produtos com origem exterior à UE.
Resta ainda lembrar que uma fatia importante destes subsídios vão directa ou indirectamente parar a grandes multinacionais alimentares, como é o caso da Nestlé.
Números
Despesas dos países ricos a subsidiarem a agricultura: 300 biliões de US$
Produto económico da África sub-Sariana: 300 biliões de US$
Rendimento médio na África sub-Sariana: 1$ por dia
Subsídio recebido por uma vaca na Europa: 2$ por dia
Depois da PAC, na África houve:
Redução em 90% das exportações de leite
Redução de 70% nas exportações de gado
Redução de 60% na exportação de carne
Redução de 50% na exportação de colheitas vegetais
Redução de 40% na exportação de cereais
Exemplos:
Lacticínios
Mesmo com custos de produção no dobro dos custos internacionais a Europa é responsável por 40% das exportações de leite em pó e mais de 1/3 das exportações de queijo.
A verdade é que a maioria dos subsídios vão directamente para as grandes multinacionais agro-alimentares como a Aria Foods e a Nestlé.
Os subsídios da CAP asseguram que a manteiga produzida nos países Africanos não possa competir com a manteiga Europeia. A UE impõe ainda um imposto de 153% à manteiga estrangeira.
Açúcar
A Europa, com os maiores custos de produção de açúcar em todo o mundo, é o maior exportador de açúcar do mundo. Os agricultores Europeus recebem um preço garantido pelo açúcar, mesmo que seja mais tarde vendido fora da Europa a preços mais baixos. O imposto de importação é de 140%, o que afasta os produtores estrangeiros do mercado Europeu.
O Zézinho vai à mercearia do bairro e pergunta:
- Ó Xô Zé, tem iogutches de manga?
- Não Zézinho, não tenho.
No dia seguinte lá vai o Zézinho novamente:
- Ó Xô Zé, tem iogutches de manga?
- Não Zézinho, iogurtes de manga não tenho.
Mais um dia e o Zézinho insiste:
- Ó Xô Zé, tem iogutches de manga?
- Zézinho, eu não tenho iogurtes de manga.
O miúdo sai e o Sr. Zé pensa que será melhor encomendar os tais iogurtes de manga. No dia seguinte aparece o Zézinho :
- Ó Xô Zé, tem iogutches de manga?
- Tenho sim Zézinho, já tenho iogurtes de manga.
- Xão uma méda, não xão?
Quando Deus fez a mulher, já estava a trabalhar há seis dias consecutivos.
Apareceu um anjo que lhe perguntou: "Deus, porque estás a perder tanto tempo com esta criação?" Ao que Deus respondeu: "Já viste a minha lista de especificações para este projecto? Ela tem que ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas substituíveis, e é capaz de sobreviver à base de Coca-Cola light e restos de comida, tem um colo capaz de segurar em quatro crianças ao mesmo tempo, tem um beijo capaz de curar qualquer coisa desde um arranhão no joelho a um coração ferido e faz isto tudo apenas com duas mãos."
O anjo ficou estupefacto com estas especificações. "Só duas mãos!? Impossível! E esse é apenas o modelo normal? É muito trabalho só para um dia. É melhor acabares só amanhã."
"Nem pensar", protestou Deus. "Estou quase a acabar esta criação que me é tão querida. Ela já é capaz de se curar a si própria quando fica doente E consegue trabalhar 18 horas por dia."
O anjo aproximou-se e tocou na mulher. "Mas fizeste-a tão macia e delicada, meu Deus". "Sim, mas também pode ser muito resistente. Nem fazes ideia o que ela pode fazer e aguentar."
"E ela vai ser capaz de pensar?" perguntou o anjo. "Não só é capaz de pensar como é capaz de negociar e convencer"
O anjo então reparou num pormenor e tocou na cara da mulher. "Ups, parece que tens uma fuga neste modelo. Eu disse-te que estavas a tentar fazer demais numa criatura só."
"Isso não é uma fuga, é uma lágrima." "E para que é que isso serve?" perguntou o anjo. "A lágrima é o seu modo de exprimir alegria, pena, dor, desilusão, amor, solidão, luto e orgulho."
O anjo estava impressionado. "És um génio, Deus. Pensaste em tudo." E de facto as mulheres são verdadeiramente espantosas. Têm capacidades que surpreendem os homens. Carregam fardos e dificuldades, mas mantendo um clima de felicidade, amor e alegria. Sorriam quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam por aquilo em que acreditam e não aguentam injustiças. Não aceitam um "não" quando acreditam que existe uma solução melhor. Prescindem de tudo para dar à família. Vão com um amigo assustado ao médico. Amam incondicionalmente. Choram quando os seus filhos são os melhores e aplaudem quando um amigo ganha um prémio.
Ficam radiantes quando nasce um bebé ou quando alguém se casa. Ficam devastadas com a morte de alguém querido, mas mantêm a força além de todos os limites. Sabem que um abraço e um beijo podem curar qualquer desgosto.
Existem mulheres de todos os formatos, tamanhos e cores. Elas conduzem, voam, andam e correm ou mandam e-mails só para mostrar que se preocupam contigo. O coração de uma mulher mantém este mundo a andar. Elas trazem alegria, esperança e amor. Dão apoio moral à sua família e amigos.
As mulheres têm coisas vitais a dizer e tudo para dar.
No entanto, se existe um defeito nas mulheres é que elas se esquecem constantemente do seu valor.
Nascimento do escritor Bruce Chatwin (1940-1989).
Escritor que marcou a literatura inglesa do sec XX. Muitos dos seus livros tornaram-se bestsellers.
Uma referência para : In Patagonia (1977), The Viceroy of Ouidah (1980), On the Black Hill (1982), The Songlines (1987) e Utz (1989).
Há muitos séculos, numa região longínqua, existiu um grande e sábio guerreiro. Apesar de já não ser muito novo, ainda era capaz de derrotar qualquer desafiante. A sua reputação estendia-se por regiões distantes, para lá das fronteiras do país, e muitos estudantes reuniam-se para estudar sob sua orientação.
Certo dia, um jovem guerreiro, muito ambicioso mas com pouca ética, chegou à vila. Estava determinado a ser o primeiro homem a derrotar o grande mestre guerreiro e a usurpar-lhe a fama e a posição. Este jovem ambicioso, que possuía uma habilidade fantástica para perceber e explorar a mínima fraqueza de qualquer oponente, tinha mentalmente arquitectado uma estratégia traiçoeira para vencer o grande mestre guerreiro: ofendê-lo sucessivamente até que este perdesse a concentração.
Esta estratégia já tinha sido usada pelo jovem guerreiro arrivista noutros duelos e sempre lhe tinha sido eficaz. Desta vez, contra o guerreiro dos guerreiros, ele também confiava na vitória.
Apesar de todas as advertências de seus preocupados estudantes, o velho mestre alegremente aceitou o desafio do jovem guerreiro.
Quando os dois se posicionaram para a luta, o jovem guerreiro começou a lançar insultos ao velho mestre: injuriava-o, atirava-lhe com terra, cuspia-lhe na face, ofendia-o verbalmente com todo o tipo de insolências e maldições conhecidas pela humanidade.
Mas o velho guerreiro, impassível, nem parecia ouvi-lo, concentrando-se apenas naquilo que era importante: a luta que travava.
Ao fim de algum tempo, o guerreiro jovem começou a ficar cansado, por ter de repartir a sua atenção pela luta física e pelas ofensas verbais contra o mestre guerreiro. Por fim, exausto e derrotado, teve de fugir vergonhosamente.
Um tanto desapontados por não terem visto o seu mestre responder à letra ao insolente, os estudantes aproximaram-se e perguntaram-lhe: «Como pode o senhor suportar tantos insultos e indignidades? Por que motivo ignorou tantas calúnias e palavras ofensivas?»
Então o grande e sábio mestre guerreiro replicou: «Se alguém vem para lhe dar um presente e você não o aceita, digam-me, para quem retorna esse presente?»
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Nota: conto dedicado a amigos meus da blogosfera, para daqui tirarem as ilações que julguem convenientes.
Muitos dos doentes desacreditados e confundidos com hipocondríacos sofrem de fibromialgia.
Mas o que é a fibromialgia?
A fibromialgia, uma doença que afecta principalmente mulheres, é uma síndroma crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais. Alguns doentes queixam-se de perturbações gastrointestinais.
O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor, que pode afectar uma grande parte do corpo.
A dor da fibromialgia pode ser descrita como queimadura ou mal estar. Às vezes podem ocorrer espasmos musculares.
Acredita-se que a doença seja devida a uma perturbação dos mecanismos da dor, nos fusos neuromusculares, não havendo propriamente lesão de qualquer órgão, nomeadamente músculos ou articulações, podendo nalguns casos ser altamente invalidante.
Além da dor a fibromialgia pode causar sensação de formigueiro e inchaço nas mãos e pés, principalmente ao levantar da cama assim como ocasionar rigidez muscular.
Quando o sintoma dominante é a fadiga a doença tem sido designada por Síndroma da Fadiga Crónica.
As pessoas com fibromialgia queixam-se com frequência de ansiedade, às vezes há depressão, perturbações da atenção, concentração e da memória.
A doença é reconhecida na legislação portuguesa, mas não beneficia de protecção especial no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Fibromialgia.
Em Portugal, existem duas associações de apoio a quem sofre desta doença, a Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia - APDF - e a MYOS.
"Vermelho" é o romance de Mafalda Ivo Cruz que ganhou o Grande Prémio de Romance e Novela 2003 da Associação Portuguesa de Escritores (APE).
O Grande Prémio de Romance e Novela da APE, tem o valor pecuniário de 15 mil Euros e desde que foi instituído em 1982, já distinguiu obras de 19 autores diferentes.
Parabéns, Mafalda.
Afinal parece que ninguém quer acabar com os blogs, apesar de estes poderem incomodar muita gente.
A informação que aqui se transmitia não corresponde à verdade nem às palavras de Pedro Amorim. O Expresso assim o reconhece publicamente:
Nota do Editor - O EXPRESSO Online errou. A notícia não corresponde efectivamente ao que foi debatido sobre os «blogs» no seminário «Ciberlaw'2004» , tendo o jurista Pedro Amorim razão no seu esclarecimento. Pelo lamentável equívoco, as desculpas ao jurista e aos leitores do Online.
Mário de Carvalho
Pelas notícias que têm vindo a público nos últimos tempos, pode-se concluir que o movimento bloguista está a ter um desenvolvimento imparável e que já “mexe” com muitos sectores de actividade.
Será que algum dia, alguém, poderá travar esta expansão?
De acordo com outro ESTUDO (feito em cinco minutos aqui na praceta) o que as mulheres desejam nos homens varia ao longo da vida.
Aqui fica o resultado do inquérito.
Só se aceitam reclamações em papel azul ( a côr da moda) de vinte e cinco linhas, com assinatura reconhecida ( pode ser no café local).
De preferência com olhos verdes, mãos grandes, dentes brancos, cabelo castanho escuro liso e não muito curto e uma altura média entre 1,70 e 1,75.
É assim que as mulheres lusas sonham o homem ideal, de acordo com um estudo realizado pela revista Men’s Health.
... Essa dos olhos verdes é que me chateia... de altura ultrapasso três centímetros, mas que é lá isso?!...
As características físicas dos homens mais apreciadas por elas são:
- os olhos (64%)
- as mãos (39%)
- a boca (31%)
- rosto (22%).
- o rabo (17%)
- o peito e a altura aparecem depois (não sei com que percentagem).
Não posso, desde já, deixar de ressaltar que me parece uma boa notícia para todos os pequenotes e enfezados. Alegrem-se, que os homens não se medem aos palmos! Façam “olhinhos” às meninas, que é dos olhos que elas gostam (64%) e no escuro e no lusco-fusco todos os olhos são pardos, perdão... são verdes. E não se esqueçam de ser meigos, honestos e com bom humor.
Os três aspectos da personalidade do homem que mais irritam as mulheres portuguesas são:
- o machismo
- a mentira
- e a vaidade
Acho bem! Peneirentos para o Iraque, já!
A maioria das mulheres é fiel ao seu parceiro mas 26% já o traiu ou pensou fazê-lo e 35% não confia totalmente nos homens.
Oh, diabo...
Sobre o sexo, 64% encaram as relações sexuais como resultado de uma iniciativa de ambos e não apenas do seu parceiro e têm, em média, 12 relações sexuais por mês.
Não comento, cada um amanha-se as vezes que quer... e que pode.
O programa ideal com o homem ideal seria um jantar à luz das velas. Ele estaria de ténis, camisola desportiva, calças de ganga, blusão, sem gravata e bem penteado.
Ó queridas, vocês são uns amores... Odeio gravatas... adoro ténis e calças de ganga. Penteado é que não costumo andar muito, mas à luz das velas... todos os despenteados são homens, ora essa.
Bagão Félix diz ser "moralmente inaceitável" que quem recebe grandes indemnizações peça em seguida subsídio de desemprego.
Bagão diz que é inaceitável que trabalhadores que recebam 100 mil contos de indemnização hoje, estejam amanhã na fila para o subsídio de desemprego.
Será que eu ouvi bem as suas palavras nas notícias da hora do jantar?
Quantos trabalhadores despedidos nos últimos anos receberam 100 mil contos?
Estamos a falar de trabalhadores e não de outra coisa.
Fica aqui o meu desafio ao Sr. Bagão Felix:
Estou disponível para, se for despedido já amanhã com uma indemnização de 100 mil contos, não pedir subsídio de desemprego; juro pela minha honra e por escrito.
A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) pretende acabar com a existência dos chamados «blogs», páginas de opinião muito em voga na Internet, alegando que estes sítios são frequentemente utilizados para difamação, afirmou ao Expresso Online Pedro Amorim, especialista em direito para as novas tecnologias da informação.
«Os blogs estão cada vez mais a ter uma relação com o jornalismo, e prevê-se uma grande tendência para a difamação. O objectivo da ANACOM é acabar com a criação de "blogs" e espero que seja cumprido», disse Pedro Amorim.
Sem sequer questionar a necessidade de regras para esta ou qualquer outra actividade, questiono se este não é um passo para destruir a liberdade “online”.
O que querem eles?
Que a censura volte a estabelecer-se?
Que os blogs acabem? A quem incomodam?
Será esta a “evolução” que alguns pretendiam comemorar recentemente?
Vai ser no Alandroal, no dia 3 de Julho.
Inscrições por mail indicando: nome, blog e telefone.
Previsões da OCDE para a “retoma governamental”:
- PIB de 2004 - revê em baixa para 0.8%
- PIB de 2005 - revê em baixa para 2.4%
- Défice orçamental em 2004 – 3.8% (sem receitas extraordinárias)
- Défice orçamental em 2005 – 3.2% (sem receitas extraordinárias)
- Inflação em 2004 – 2.0%
- Inflação em 2005 – 1.7%
- Desemprego em 2004 – 6.4%
- Desemprego em 2005 – 6.1%
As previsões advertem no entanto que esta recuperação está muito dependente da retoma europeia, pelo que os números poderão tornar-se ainda mais negros se houver alguma lentidão na recuperação da europa.
Estes são os sacrifícios que o Portas se esqueceu de referir.
Estas são as previsões da retoma que o Durão pomposamente anunciou.


O panfleto que começou a ser distribuído em Fátima, pelo auto-denominado “Comité para um Portugal Livre”, apelando ao voto com base nas convicções religiosas – “Tem compaixão de Nossa Senhora. Com o teu voto não permitas que o Seu Filho seja posto fora da Europa”, já chegou às caixas de correio (as tradicionais), pelo menos à minha.
Isto visto assim ao vivo, ó meus amigos, tem um ar .....sobrenatural.
Direi mais, isto é esquizofrenia pseudo-religiosa.
Perante isto só me resta mesmo orar a este “comité”:
Tende compaixão de mim e da minha família!!!
Diz-se que as seguintes afirmações foram retiradas de diversas provas globais.
Se for mesmo verdade, o que talvez não, neste mundo de mistificações contínuas, é caso para dizer: “Santa” Ignorância!!!
Biologia
"A respiração anaeróbia é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos."
(Queria ver o artista a experimentar)
"As plantas distinguem-se dos animais por só respirarem à noite."
(E tu enquadras-te em que categoria? A julgar pela falta de oxigénio no cérebro deve ser na 1ª, não?)
"Os crustáceos fora de água respiram como podem."
(É como a resposta: respondeu como pôde...)
"Carácter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais."
(Deves ser cá um leão na cama!)
"A insónia consiste em dormir ao contrário."
(Eu é que te viro ao contrário, sua anta!)
"Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado."
(Por essa ordem de ideias, já há algum tempo que não deves ter nada para beber...)
"O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia."
(Pois, e os outros vão todos prós copos, seu maluco!)
"Os ruminantes distinguem-se dos outros animais porque o que comem, comem duas vezes."
(Este fala por experiência própria, com certeza!)
"As aves têm na boca um dente chamado bico."
(Tu é que precisavas de levar um bico nessa boca!)
"O Sol dá-nos luz, calor e turistas."
(E gajas, esqueceste-te das gajas!)
"A principal função da raiz é enterrar-se."
(Já te enterraste e bem ...)
"O vento é uma imensa quantidade de ar."
(E ar é o que não falta dentro dessa cabecinha!)
História
"O objectivo de uma Sociedade Anónima é ter muitas fábricas desconhecidas."
(E a sociedade por quotas é constituída por pessoas com alguma idade, certo?)
"Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo envenenavam-se."
(Se te envenenasses também não se perdia nada!!)
"As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia."
(Eram muitos espertas, as múmias!)
"A arquitectura gótica notabilizou-se por fazer edifícios verticais."
(Bem visto, nunca tinha reparado nisso!)
"A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo."
(E a febre tifóide, terá vindo da Tifolândia?)
"A harpa é uma asa que toca."
(Tu é que podias bater as asinhas e ir cantar para outra freguesia)
"Péricles foi o principal ditador da democracia Grega."
(...Ou terá sido o principal democrata da ditadura Grega?!)
"Os Egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor."
(E resultou! Basta ver o ar de felicidade das múmias, quando saem da pirâmide para dar uma volta...)
Geografia
"O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes afogavam-se dentro de água."
(E em que século é que uma ave rara como tu apareceu?)
"O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades."
(E o teu problema é a superabundância de estupidez!)
Geologia
"Terramoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas."
(Sim, porque as terras cultivadas não se metem nisso!)
Química
"Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigénio."
(Um gajo já não pode ser bom!...)
O custo do trabalho em Portugal recuou 1,1% no primeiro trimestre deste ano, contra o mesmo período de 2003, com o sector actividades financeiras a apresentar a maior queda, anunciou o Instituto Nacional de Estatística.
O INE iniciou o cálculo de uma nova série para o índice de custo do trabalho - que mede o custo por cada hora de trabalho - desenvolvida de acordo com os requisitos estatísticos da União económica Monetária. A última descida deste índice ocorreu no primeiro trimestre de 2003 (1,3%).
A liderar a queda no custo do trabalho esteve o sector das actividades financeiras, que apresentou uma quebra de 4,4% no primeiro trimestre, logo seguido pela educação, com uma descida de 3,7%.
Nos primeiros três meses deste ano verificou-se ainda quebras no custo do trabalho das actividades de alojamento e restauração (2,7%), indústrias transformadoras (1,2%), construção (1%), comércio por grosso e a retalho (1,7%) e saúde e acção social (2,1%).
Os produtos destes sectores de actividade desceram?
Nelson Mandela (1918- ) foi eleito Presidente da África do Sul.
Mandela depois de passar perto de trinta anos preso veio a ser libertado em 1990, vindo a ser galardoado com o Prémio Nobel da Paz em 1993 e Presidente do seu país no ano seguinte.
Elas ganham menos do que eles - 61,4 por cento têm rendimentos pessoais inferiores a 375 Euros por mês.
Elas gastam mais 20 horas a tratar da casa do que eles.
Os filhos ficam, normalmente, com as mães apesar delas trabalharem profissionalmente, na sua maioria a tempo inteiro.
Elas gastam, em média, 23,67 horas por semana a lavar e passar roupa ou a cozinhar; eles menos de quatro horas (3,73 horas).
Elas usam quase oito horas nos cuidados com as crianças, eles menos de três.
Elas passam 4,87 horas por semana nas compras; eles 2,43.
Elas usam 1,21 horas do seu tempo a tratar os idosos; eles meia hora.
Estas são algumas das conclusões do livro “Homens e Mulheres entre Família e Trabalho”, cuja publicação foi promovida pela CITE, e é da responsabilidade de uma equipa coordenada pela Prof.a Doutora Anália Cardoso Torres, constituída por Francisco Vieira da Silva, Teresa Líbano Monteiro e Miguel Cabrita, e será apresentado pela Prof.a Doutora Maria das Dores Guerreiro.
A CITE é uma entidade criada em 1979 para combater a discriminação e promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional, tanto no sector público como no sector privado, conforme previsto na Constituição e nas leis. É tutelada pelo Ministro da Segurança Social e do Trabalho e pelo Ministro da Presidência e composta por representantes governamentais e de parceiros sociais (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal - CCP, Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional - CGTP-IN, Confederação da Indústria Portuguesa - CIP e União Geral dos Trabalhadores - UGT).
Discriminação é toda a distinção, restrição ou preferência baseada no sexo que tenha como finalidade ou consequência comprometer ou recusar o reconhecimento, o gozo ou o exercício dos direitos assegurados pela legislação do trabalho.
A discriminação é indirecta sempre que uma medida, um critério ou uma prática aparentemente neutra prejudiquem de modo desproporcionado os indivíduos de um dos sexos, nomeadamente por referência ao estado civil ou familiar, não sendo justificados objectivamente por qualquer razão ou condição necessária não relacionada com sexo.
Situações em que pode existir este tipo de discriminação:
No acesso ao emprego e à formação profissional, nas condições de trabalho, na quebra do dever de respeito pela dignidade dos homens e das mulheres no local de trabalho, na progressão profissional, na retribuição, na violação das normas de protecção da maternidade e da paternidade ou da conciliação da vida profissional e familiar das trabalhadoras e dos trabalhadores.
Missão do CITE: Promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre mulheres e homens no emprego, no trabalho e na formação profissional, tanto no sector privado como no sector público, e intervir na aplicação das disposições legais nesta matéria, bem como nas relativas à protecção da maternidade e da paternidade e à conciliação da actividade profissional com a vida familiar, designadamente através da emissão de pareceres e de recomendações.
Contactos
Morada: Avenida da República, n. 44, 2.º e 5.º 1069-033 Lisboa
Telefone: 21 780 37 00
Fax: 21 796 03 32
Email: cite@cite.gov.pt
Website: www.cite.gov.pt
Outras Informações Linha Verde: 800 204 684 - Das 10:30h às 12:30h e das 14:30h às 16:30h
Sugestão para refrescar as ideias, limpar o “espírito” e abrir o apetite para uns dias de lazer.
Imagem roubada à Manuela.
«Votar PS é voltar para trás, era deitar fora dois anos de sacrifícios que muito custaram aos portugueses», disse Paulo Portas durante um jantar comemorativo dos 30 anos do CDS-PP.
A não haver mudança vêm aí mais dois anos para deitar fora.
O líder do PP aconselhou o eleitorado a não «voltar atrás» argumentando que o Governo «fez um grande esforço para endireitar as contas públicas que a esquerda deixou desgovernadas»
O governo fez o esforço e o povo está a pagá-lo.
Paulo Portas considera que uma vitória da esquerda nas eleições Europeias significaria um retrocesso do País..
O “retrocesso” do retrocesso a que esta maioria nos conduziu resultará num avanço.
Assim avancemos!
Portas sem “Força” para a Europa!
Nascimento da actriz britânica, Glenda Jackson (1936- ).
Recebeu um Óscar para a melhor actriz pelo papel desempenhado em “Women in Love”, 1970 e outro pelo seu papel em “A Touch of Class”, 1973.
Se estiverem “curtos de massa” e não aceitarem nenhuma das sugestões anteriores fiquem-se pela “cervejola” e pelo marisco dos pobres – o tremoço – e aceitem este acompanhamento grátis:
Num prédio, havia um vizinho que tinha um papagaio.
Nesse mesmo prédio, saía uma Senhora todos os dias para o trabalho. O papagaio via a Senhora a sair e dizia-lhe:
- Toda bem vestida, toda bem pintada, vai para a vida!
À noite, quando a Senhora regressava, o papagaio lá estava e dizia-lhe:
- Toda bem vestida, toda bem pintada, vem da vida!
Passados alguns dias, a vizinha muito chateada, resolve ir fazer queixas ao marido.
- Vê tu que o papagaio do vizinho, todos os dias quando saio, diz-me que vou para a vida, quando venho para casa, diz-me que venho da vida. Só pode ser o vizinho que lhe ensina.
- Deixa lá mulher, no próximo Sábado emprestas-me a tua roupa e compras-me uma cabeleira da cor do teu cabelo, que eu trato do resto.
Assim fez!.
Quando o papagaio o viu, disse-lhe:
- Olha quem vem lá todo lampeiro...!
- Durante a semana é corno e ao fim-de-semana é paneleiro!
Pondo de parte os pratos envenenados aqui ficam uma sugestões para o fim de semana.
Para acompanhar uma “bujecas” ou um verde.
Os meus sinceros agradecimentos ao apoio recebido pela blogosfera nos últimos dias.
Oportunamente serei mais explicito.
Apareceram aqui nos últimos dias uns “brincalhões” à procura de protagonismo sabe-se lá para o quê – talvez se tenham cansado da masturbação manual e resolveram masturbar-se com as palavras. Numa atitude cobarde e traiçoeira estão a servir-se de nomes alheios da blogosfera para inserir comentários. Não lhes liguei nenhuma – não se passa cartão a cretinos . Como algumas visitas já andavam ligeiramente baralhadas com os comentários aqui inseridos e perante a teimosia desses asnos foi necessário tomar medidas.
Os comentários hoje inseridos foram imediatamente apagados e os anteriores levaram pela mesma bitola – assim é possível que a sequência de alguns comentários seja incongruente.
Se os putos não voltarem para o infantário e quiserem voltar à brincadeira, aqui estaremos para pegar os bezerritos pelos cornos.
Aqui há dias, o Luís Ene lançou o desafio: Escreva uma pequena pequena história, em cinco minutos, utilizando uma das seguintes sugestões:
— sobre um objecto que esteja perdido
— sobre um lagarto
— sobre uma mentira
— sobre uma tosse
— sobre uma promessa quebrada
Publico aqui duas das diversas “fast fiction” que lhe chegaram à caixa de comentários, pois estas são da Ana.
**************
Ela limpava o fogão com desengordurante amoníacal....
Então viu um lagarto à janela. Dá-me um beijo, disse ele, para me quebrares o feitiço, que eu sou um principe. Em troca concedo-te um desejo.
Vencendo a repugnância, beijou a boca do réptil, fria e viscosa. E logo o lagarto se transformou num belo e atlético principe. E ela, fartinha de limpar a porcaria da casa sempre suja, não foi em cantigas românticas nem sensuais. Em troca mandou-o limpar toda a casa de uma ponta à outra, de alto a baixo.
... Respirou fundo, aliviada, e recobrou os sentidos. Sempre fora alérgica a produtos com amoníaco. Olhou à volta: nem princípe, nem lagarto. Só a casa toda por limpar e aquele horrível sabor do amoníaco na boca: frio e viscoso.
***************
Jurara a ele mesmo que nunca mais lhe voltava a bater à porta. Não queria dar parte de fraco. Mas, afinal, ali estava de novo: Trim... Quem é? Sou eu. Olha, esqueci-me das minhas chaves aí, cofff, cofff, olha, vá lá, abre-me a porta depressa que estou cheio de tosse e está um frio de rachar aqui na rua.
Sentiu o cliq da porta do prédio a abrir-se e pensou naquele raio de mentira que tinha inventado só para voltar a vê-la. E se ela lhe fechasse a porta na cara? Amedrontado e supersticioso, bateu duas vezes na madeira da porta – lagarto, lagarto. Mais calmo, entrou finalmente.
Um septuagenário veste o casaco preparando-se para sair de casa.
A mulher, sentada em frente à televisão, pergunta-lhe :
- Onde é que vais?
- Vou ao médico - responde ele.
- Porquê? Estás doente?
- Não. Vou ver se ele me receita Viagra.
A mulher, levanta-se da cadeira de baloiço, e vai também buscar o casaco.
Ele pergunta-lhe:
- E tu onde é que vais?
- Vou também ao médico.
- Porquê?
- Se vais começar a usar uma coisa enferrujada, acho melhor ir vacinar-me contra o tétano..
Pois tá, tá... Há já alguns dias. Não come (muito), dorme menos e pior (da cama para o sofá da sala e vice-versa, a ver se pega o sono), passa o dia sonolento, anda aborrecido, meio chato, resmungão, embirrento...
Tadinho do meu menino, que ele até não é nada assim... Não é, juro, juro.
Vai ao médico!, insisto eu. Hummm..., responde ele.
Hoje foi. Consulta a atirar para o demorado, estilo “conte-me aí, em cinco minutos (tipo fast fiction), a sua vida toda desde que nasceu até agora. Diga lá, ponto por ponto, como é o seu dia-a-dia habitual”.
Diagnóstico provisório: de tanto tentar esticar o tempo que não chega, mais o money, money que também anda encolhido, mais as pressões e incertezas do raio da vida... olhem, ficou assim.
E então?, e agora?
Completamente posta de parte, por muitas e variadas razões, a sugestão médica de tirar umas feriazinhas relaxantes numas caraíbas quaisquer, fica-se pelos “chás de malvas caseiros” igualmente sugeridos pelo sôtor médico: desligar o computador a horas decentes e ir fazer ó-ó, desligar-se a ele mesmo (tentar, né?) dos dramas, tragédias e comédias desta vida e deste mundo complicados, fazer exercício físico, uns passeiozinhos higiénicos por locais sem filas de trânsito, umas caminhadas para arejar músculos, articulações e mente...
A ver vamos, como diz o cego.
Um gajo envia um currículo para uma empresa.
Pedia 1.500 contos de salário, mais um carro, um apartamento e 10 salários extras por ano.
Uma semana depois foi chamado pela empresa.
O entrevistador disse-lhe:
- Estudamos seu currículo e vamos lhe dar 3.000 contos de salário, um apartamento de 5 assoalhadas com piscina, um BMW com zero kms e, não 10, mas 18 salários extras durante o ano.
Abismado, o candidato falou:
- Você está a brincar..!?!?!
- Sim, estou. Mas foi você quem começou..!!!
Os primeiros dias de Maio a gasolina voltou a aumentar.
Desde o primeiro dia de Janeiro deste ano o aumento já ultrapassa os oito por cento.
O aumento dos combustíveis têm o efeito de “bola de neve” ou seja, provocam efeitos indesejáveis nos mais variados sectores. A manter-se a situação é de esperar aumentos em muitos produtos, alguns deles bens essenciais.
Foi-nos garantido pelo governo que a liberalização teria efeitos positivos para o consumidor.
Onde estão esses efeitos?
Vão responder-nos que a causa está no preço do crude nos mercados internacionais.
Em 1999 o preço do crude nos mercados internacionais atingiu preços semelhantes aos que agora se verificam. O ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) e IVA taxam a valores semelhantes nos dois períodos. Supõe-se que tenha havido um ligeiro aumento no custos de produção (custos salariais e outros). Sabe-se as margens de comercialização das gasolineiras. No entanto algo fica por explicar.
Em 1999 a gasolina 95 octanas custava cerca de 80 cêntimos, hoje custa no mínimo 1.027 Euros: um aumento de 28 por cento. E neste período o Euro valorizou-se em relação ao Dólar, senão seria de esperar um aumento mais elevado.
Quem souber responda às seguintes questões:
Quais as margens de refinação?
Onde estão os benefícios da liberalização?
Há ou não cartelização dos preços?
Há transparência na formação do preço dos combustíveis?
Investigadores ingleses (da Plymouth Peninsula Medical School) propõem a atribuição de selos de qualidade que validem – ou não - sites relativos a "curas" para o cancro, no âmbito de medicinas alternativas e complementares, argumentando que muitos veiculam informação errada e, nalguns casos, perniciosa, por desaconselharem os tratamentos convencionais.
"A qualidade deste sites é variável e muitas terapias sem provas de validade podem mesmo mostrar-se perigosas", lê-se no artigo publicado no número deste mês da "Annals of Oncology", publicada pela Sociedade Europeia de Medicinal Oncológica.
Assim, de acordo com os referidos investigadores, os selos de qualidade teriam como objectivo “minimizar o potencial de risco” dos tais sites. Devem ser organizações independentes a investigar e introduzir um selo de qualidade que sirva de guia à validade dos "sites" de medicinas alternativas e complementares na área do cancro, reiteram os investigadores.
O director clínico do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, João Oliveira afirma que as solicitações de doentes que trazem dúvidas sobre tratamentos do cancro que viram na "net" tem aumentado. Mas é ainda "uma minoria de um nível sócio-cultural mais alto". João Oliveira considera a questão pertinente porque os doentes oncológicos apresentam especial “susceptibilidade emocional" à absorção deste tipo de informação, tanto maior "quando mais desesperados se sentem". Mas duvida da eficácia da criação de selos de qualidade, visto a Internet ser, por definição, um espaço aberto, de difícil controlo. Assim, “nunca se eliminará a possibilidade destas consultas".
Será que os referidos sites são assim tão perniciosos?
Ou será que isto é mais uma guerrinha de poder entre medicina convencional e medicina alternativa, com a primeira a tentar “controlar” a crescente expansão da segunda?
E se esta dos “selos de qualidade” para sites de cura ao cancro pega e alastra para outros tipos de sites?
Um estudo feito por investigadores da universidade de Estocolmo concluiu que a saúde psicológica de crianças que são filhas de pais divorciados apresenta, a longo prazo, níveis semelhantes aos das outras crianças.
"É provável que as crianças andem menos bem durante o divórcio. Mas a termo, não encontrámos diferenças estatísticas entre as crianças que vivem com os dois pais, em famílias recompostas ou monoparentais", comentou a socióloga Viveca Oestberg.
O facto dos dois pais trabalharem a tempo inteiro também não é determinante para o bem-estar da criança. Este, refere o estudo, depende esencialmente da qualidade das suas relações com os adultos que compõem o lar. O factor mais importante tem a ver com o apoio e a capacidade de ouvir a criança que a família lhe consegue proporcionar. Esta conclusão é extensível aos adolescentes. Aliás, uma surpreendente conclusão do estudo tem a ver com o elevado grau de importância que tem, para os adolescentes mais velhos, dos 16 aos 18 anos, ter alguém em casa com quem conversar.
Dizem que está para breve. O quê? O fim dessa chatice de dentaduras postiças. A nova era dos dentes novinhos (naturais) a “nascer” na boca dos desdentados em qualquer altura da vida.
Como? graças a uma nova técnica com células estaminais que está a ser desenvolvida por uma empresa britânica, a Odontis, que consiste em criar, em cultura, dentes verdadeiros a partir de células-mãe, que irão ser implantados na gengiva no local em falta. O dente deverá crescer até assumir o tamanho adulto no prazo de dois meses.
A Odontis recebeu um oprémio de 500 mil libras para avançar com o projecto. Prevê-se que esta maravilha estará disponível ao público dentro de cinco anos custando o equivalente aos actuais implantes sintéticos, cerca de 2.200 euros.
A 16 de Outubro passado, publicou-se um texto atribuído a Gabriel Garcia Marquez.
Pelas dúvidas quanto à autoria, e na impossibilidade de confirmar a veracidade do mesmo, pedi ajuda à comunidade. Um contributo importante chegou agora da Cecília que nos enviou este texto que aqui reproduzimos.
O texto polémico pode ser lido e escutado aqui. De qualquer maneira reafirmo que continuo a gostar desta apresentação. Acho-a bem conseguida independentemente do texto original não pertencer a G. G. Marquez. Só é pena as confusões à volta do nome (inclusive da vida e saúde) do grande escritor.
Segue opinião de Betty Vidigal publicada em jornal da UBE
Vivir para negarlo
Betty Vidigal
Onde se reitera a não-autoria de Marionetes por Gabriel Garcia Marquez, revela-se quem é o autor desse texto e procura-se desvendar as razões da confusão.
Qualquer pessoa que tenha intimidade com literatura percebe, ao primeiro relance, que Gabriel Garcia Marquez não escreveria algo como Marionetes.
E, hoje, até mesmo quem achou o “poema” lindo e o divulgou como sendo de autoria do Nobel de 1982 já reconhece que ele não o escreveu: afinal, ele mesmo negou publicamente ter escrito um texto “tán malo”. (Usei aspas em “poema” porque o texto não pode, em nenhuma hipótese, ser considerado um poema: trata-se de prosa. No entanto, percorreu a net como sendo o “poema de despedida de Gabriel Garcia Marquez”.) Que razões teria Gabo para se “despedir”?
Em 24 de junho de 1999, ele se internara em uma clínica de Bogotá, queixando-se de intenso cansaço. Em 13 de setembro, recebeu de médicos de Los Angeles o diagnóstico de um câncer linfático. O tratamento começou imediatamente e poucas semanas depois anunciava-se que a saúde do autor de Cem Anos de Solidão havia melhorado. No entanto, em 29 de maio de 2000, o jornal peruano La Republica publicou La Marioneta como sendo “um poema de despedida que Garcia Marquez enviou a seus amigos mais próximos, devido ao agravamento de sua doença.” (Será que não sabiam que esse texto já corria a internet desde julho de 1999, em sites de auto-ajuda, como se fosse “uma colaboração de Garcia Marquez a um programa de menores maltratados”? E que, já nesse tempo, apontava-se a incongruência com o estilo elegante do escritor colombiano?)
Em 30 de maio, todos os jornais do México reproduziam a notícia do La Republica. O La Crónica dizia, em manchete: “Gabriel Garcia Marquez canta uma canção para a vida”. Era um poema sentimental, cheio de lugares-comuns. Ei-lo, na íntegra, em tradução:
Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de pano e me desse um pedaço de vida, talvez eu não dissesse tudo que penso, mas com certeza pensaria tudo que digo. / Daria valor às coisas não pelo que custam, mas pelo que significam. / Dormiria pouco e sonharia mais, por que para cada minuto em que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz. / Andaria quando os outros param, despertaria quando os outros dormem, ouviria quando os outros falam, e como aproveitaria um sorvete de chocolate...! / Se Deus me desse um pedaço de vida, eu me vestiria com simplicidade, me atiraria de bruços sob o sol, deixando a descoberto não somente meu corpo, mas minha alma. / Meu Deus, se eu tivesse um coração... escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que saísse o sol. / Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas um poema de Benedetti, uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. / Regaria com minhas lágrimas as rosas, para sentir o perfume de seus espinhos e o beijo encarnado de suas pétalas... / Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas que amo que as amo. / Convenceria cada mulher de que ela é a minha favorita e viveria apaixonado pelo amor. / Aos homens eu provaria quão equivocados estão em pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. / A um menino eu daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinho. / Aos velhos, os meus velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento. // Tantas coisas aprendi com vocês, homens...! / Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está em se escalar a encosta. / Aprendi que quando um recém-nascido aperta com seu pequeno punho pela primeira vez o dedo do pai, ele o tem preso a si para sempre. / Aprendi que um homem só tem direito de olhar de cima a outro homem quando for ajudá-lo a levantar-se. // São tantas as coisas que aprendi de você! s. Mas não terão muita serventia, porque quando me guardarem dentro desta maleta, infelizmente, estarei morrendo...”
Os negritos acima são meus. Assinalei estes trechos porque, quando se sabe quem escreveu o texto e com que finalidade, eles passam a fazer sentido, dentro desse vademecum. O original está, claro, em espanhol . Há muitas traduções para o português, com pequenas diferenças entre elas. O texto é encontrado na internet em todas as línguas (prémios Nobel têm prestígio em toda parte).
Inicialmente, o autor de Cem anos de Solidão – que desde 1975 vive no México, em um casarão antigo restaurado por ele mesmo, mas estava em Los Angeles naquele momento – não se deu ao trabalho de negar a autoria. Disse a amigos que o texto era tão ruim (ainda que possa parecer admirável para algumas pessoas) que não valia a pena perder tempo com isso. Naquela mesma semana outro texto, este de fato escrito por ele, sobre o náufrago cubano Elian Gonzáles, foi publicado em vários jornais com o título Shipwreck on Dry Land .
Em 31 de maio, porém, ao ver como se espalhava a crença de que ele de fato escrevera La Marioneta e estaria à beira da morte, Garcia Marquez declarou: “Lo que realmente me puede matar es la vergüenza de que alguién me crea capaz de haber escrito un texto tan cursi , tán malo”, afirmação que foi reproduzida pelos meios de comunicação de todo o mundo. Quando leu o comentário de Marquez de que jamais escreveria algo tão ruim, o verdadeiro autor, o ventríloquo Johnny Welch, veio a público declarando-se magoado: “A mí me duele profundamente que el señor Garcia Marquez diga que él no se atrevería a escribir una cosa tan cursi, pero respeto su opinión. Yo no soy un letrado o una persona que haya estudiado Filosofía y Letras, soy un ser humano con la necesidad de comunicar lo que siente y lo hago con el corazón", disse ao jornal mexicano Reforma em 1º de junho de 2000. (Observem: toda vez que alguém diz algo como “apenas escrevo, com muita sinceridade, tudo que me vai n’alma”, trata-se de péssima literatura. Grandes escritores não escrevem “o que sentem”. Fernando Pessoa nos conta: “Dizem que finjo ou minto/ tudo que escrevo. Não. / Eu simplesmente sinto / com a imaginação. Não uso o coração.” ) Johnny Welch escreveu Marionetes para ser declamado, em shows, por seu títere Mofles. Quando se sabe disso, tudo se encaixa. Afinal, nenhum ser humano do sexo masculino teria motivos para dizer “aprendi tanto com vocês, homens...”. Já um boneco pode perfeitamente dizer isso. E, quando declara que vai ser guardado dentro de uma maleta – ora, onde mais você guardaria um boneco, se fosse ventríloquo? Claro que leitores inclinados a acreditar que se tratava de um poema-testamento interpretaram a “maleta” como um esquife.
Welch vive no México, onde tem certa fama. Isso de fama é coisa muito variável, localizada e regional. Enquanto o site americano Museum of Hoaxes se refere a “the obscure Mexican ventriloquist named Johnny Welch”, outro site, desta vez mexicano, intitulado “Famosos”, diz que “actualmente o ventríloquo Internacional Johnny Welch está em incursão pelo mundo da literatura promovendo suas duas obras mais recentes”. As obras em questão são dois livros, Lo que Me ha Enseñado la Vida e Hilos de Vida (suponho que os “fios de vida” sejam os que controlam os movimentos das marionetes...).
O texto aqui focalizado está no primeiro destes livros e tem o título de Si yo tuviera vida . A frase “Lo dice uma marioneta de trapo:” introduz o monólogo acima, chamado de “poema” por quem o divulgou.
Ainda em 1º de junho – três dias depois de ter divulgado a falsa notícia inicial – La Republica publicou a seguinte nota: “Quem não merece a brincadeira de que foi vítima é Gabriel Garcia Marquez. O texto que apareceu neste diário na última segunda-feira, na coluna de Mirko Lauer, é apócrifo. Garcia Marquez tem seu câncer sob controle e nada previsível ameaça sua vida. Isto está confirmado. O texto publicado na segunda-feira foi enviado a Lauer pelo escritor Abel Posse, embaixador da Argentina no Peru, que o recebeu de amigos. Muitas vezes, insidiosamente, meteram-se com a vida de Garcia Marquez. Agora querem meter-se com sua morte.”
Destrinçando-se a confusão, soube-se que Abel Posse recebeu o texto por e-mail da escritora Elizabeth Burgos, radicada em Paris. Ela, por sua vez, recebeu-o de Rosário Sousa, a quem não conhece. O e-mail tinha partido da Bélgica. Rosário Sousa, ao receber o “poema”, enviado por Donato di Santo, da Itália, enviou-o a 17 pessoas, entre as quais estava o presidente do Chile, Ricardo Lagos. Antes de La Republica desmentir o que publicara, o jornal mexicano La Jornada tinha procurado confirmar a autoria de Marionetes. A secretária de Garcia Marquez respondeu apenas: “El señor no escribe poemas.”
A nota de correcção no La Republica chegou tarde. Jornais do mundo inteiro já tinham reproduzido La Marioneta, com a informação de que se tratava de um “poema de despedida” de Garcia Marquez . Como recolher todas as penas? Embora esteja até mesmo em alguns sites de humor (acompanhado da advertência de que “nem tudo na vida é piada, leia esta reflexão do grande escritor colombiano, etc...”), a distribuição via e-mail é que foi responsável pela ampla divulgação do texto. Em geral, em forma de arquivos Power Point, com as inevitáveis ilustrações de flores, corações e quejandos, sempre explicando tratar-se de uma despedida “emocionada” enviada por Gabo a seus amigos mais próximos, por estar às portas de morte.
São evidentes as semelhanças entre este texto e aquele outro que foi apocrifamente atribuído a Borges, Instantes (o primeiro apócrifo a ser focalizado nesta série de artigos). Ambos falam em escalar montanhas e tomar sorvete, em dormir mais tarde ou dormir menos e, genericamente, falam no que se faria e não se fez durante a vida. Ambos, provavelmente, agradam ao mesmo tipo de leitor. Segundo o site http://www.artistasmexicanos.com, Johnny Welch é licenciado em Direito, com especialização em Criminologia e criador de mais de vinte personagens. Este site diz que Don Mofles é um personagem “engraçado, de grande frescor e originalidade”. Mas, segundo o site peruano Vivências Literárias , é “um boneco que representa um velho malicioso que faz piadas pesadas”. O mesmo site Artistas Mexicanos diz: “considerado nos Estados Unidos como um dos ventríloquos mais importantes de fala hispânica, Johnny Welch recebeu em Cincinati o Distant Voice Award, prémio mundial outorgado à sua habilidade e originalidade”. Depois que todo esse imbróglio se desenrolou, Joaquim Lopez Doriga, o principal âncora da Televisa, do México, reuniu Garcia Marquez e Johnny Welch, acompanhado do boneco Mofles. Depois de passar o vídeo em que Gabo diz que não escreveria nada tão ruim, Doriga mostra o escritor dizendo a Johnny Welch que o poema é muito bonito, mas muito diferente de seu estilo. Posts em grupos de discussão dizem que Garcia Marquez temia um processo por parte do ventríloquo, que alega ter vendido 20 mil exemplares do livro. Acredito que, pelo contrário, uma natural delicadeza de sentimentos o tenha levado a ser complacente.
O jornal Reforma de 7 de junho de 2001 relata que “Gabriel Garcia Marquez visitou na terça-feira o ventríloquo Johnny Welch em sua casa em Lomas de Virreyes por aproximadamente uma hora, desculpou-se pelo que disse do poema e se deixou fotografar com o Mofles” .
Outro texto apócrifo circula na rede, atribuído a Gabriel Garcia Marquez. Trata-se de uma “Carta a Bush”, sobre o atentado de 11 de setembro de 2001, nos EUA. O jornal equatoriano El Comercio diz, em 21 de fevereiro de 2003, que a agente do escritor, Carmen Balcells, que vive em Barcelona, na Espanha, e é responsável pela publicação de sua obra, nega enfaticamente que ele tenha escrito essa carta e ressalta que tudo que ele escreve passa por ela e nada é divulgado sem que ela leia antes – muito menos pela internet .
Encerremos este artigo com uma declaração de Gabriel Garcia Marquez, sim, autêntica: "Comecei a escrever por acaso, talvez somente para mostrar a um amigo que minha geração era capaz de produzir escritores. Depois caí na armadilha de continuar a escrever, por gosto. Aos doze anos estive a ponto de ser atropelado por uma bicicleta. Um cura que passava me salvou com um grito: “Cuidado!” O ciclista caiu por terra. O cura, sem parar, me disse: “Viu o poder da palavra?” Nesse dia eu soube.”
Nota: os negrito de que fala a Betty perderam-se na transcrição para o mail, presumo eu.
O dia em que Portugal saiu à rua
Por muito que tente nunca vou ser capaz de descrever a atmosfera desse dia.
Jamais tinha visto, ou sequer sonhado, que tal fosse possível.
Parecia que tudo e todos tinham convergido para a capital do país.
Uma enorme multidão enchia as ruas. Um imenso mar de gente.
Diz-se que era um milhão só em Lisboa.
As manifestações de alegria e fraternidade eram esfuziantes.
Todos pareciam irmãos fraternos que se saudavam uns aos outros.
Mas compreende-se, era um dia especial.
Era o 1º de Maio de 74.
Finalmente festejado em Liberdade.