Ministra dá prémio máximo aos cobradores de impostos
A Manuela Ferreira Leite vai conceder aos funcionários do fisco um prémio de produtividade, mesmo reconhecendo que estes tiveram baixos níveis de produtividade em 2003.
É um mau princípio, premiar quem não desempenhou satisfatoriamente as sua funções. A fundamentação da decisão assenta, contudo, na necessidade de motivar esta classe para os desafios da cobrança coerciva de impostos em 2004.
Apesar de muito discutível, poder-se-ia aceitar a decisão.
Levanta-se porém uma questão muito importante.
O resto do funcionalismo público!
O resto dos funcionários públicos, ainda que com baixos índices de produtividade, não precisam de ser motivados? O que está previsto para estes trabalhadores?
As contestações, manifestações e greves de sectores do funcionalismo publico não dizem nada ao governo?
Os profissionais das forças de segurança não precisam de ser motivados?
Os trabalhadores da justiça não precisam de ser motivados?
Os profissionais da saúde não precisam de ser motivados?
Onde está o funcionário público que dispensa motivação (excepção ao novo director geral da DGCI)?
Ou a motivação, para além dos trabalhadores do fisco por razões obvias, só abrange as cúpulas da administração pública, com especial destaque para as requisições feitas no sector privado?
Em 1974, a Conferência Mundial sobre a Alimentação fixava a meta de eliminar a fome no mundo até 1984. Foi um sonho impossível como admitiram implicitamente, em 1996, os representante da FAO reunidos em Roma. Hoje, voltam ainda as previsões da redução pela metade do número de famintos até 2020.
Prevê-se que uma massa de 1 bilião e 300 milhões ainda passará fome naquele ano, sendo que as crianças subnutridas somarão 132 milhões. Um pouco abaixo dos 166 milhões de 1997, mas ainda muitas: uma a cada quatro crianças passará fome.
Os números nada animadores estão no relatório “Previsões para o ano 2020 sobre a alimentação mundial: tendência alternativas e escolhas” apresentado em Bona, Alemanha.
Cada dia, morrem por causa da fome, 24 mil pessoas.
10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos de idade.
Todavia, há uma pequena melhora, ainda mais porque o relatório analisa também outros factores que podem, mais uma vez, modificar para pior essas previsões.
Parece que América Latina vai conseguir, até 2020, eliminar a fome do continente. A China também reduzirá pela metade seu exército de crianças subnutridas com a política do filho único, mas a Índia continuará a ser um problema, pelo aumento da sua população. A tragédia, porém, continuará na África, onde se anuncia um aumento da fome: a desnutrição infantil passará dos 33 milhões, em 1997, a algo entre 39 e 49 milhões, em 2020.
Segundo o Ifpri, instituto americano que faz pesquisas sobre a economia dos países pobres ligados à FAO, a África, para reverter esses números, precisaria de muito dinheiro, entre 76 a 186 biliões de dólares, somente para melhorar suas infra-estruturas básicas (estradas, irrigação, saúde, etc). Porém a tragédia das crianças famintas poderia já ser reduzida em parte, se fosse possível aumentar os investimentos pelo menos de 10 biliões de dólares ao ano (cifra menor de quanto o mundo gasta em armamentos).
Na África, existem outros desafios endémicos, como os conflitos armados e as maiores taxas de pobreza, dificultando até o começo de uma retoma a curto prazo de um crescimento económico sustentável.
“As previsões mais recentes deixam entender que o objectivo fixado em 1996 não será conseguido antes de 2030”: lê-se no site da FAO. Dez anos de atraso em relação às previsões do relatório acima.
Mas esses números não são nada em comparação com os biliões gastos anualmente em guerras e armamentos ao redor do mundo. O Stockholm International Peace Research Institute, informa que o poderio militar no mundo gasta em média entre 900 biliões e 1 trilião de dólares por ano. Usando a quantia de $1 trilião, isso significa que as forças armadas do mundo têm um gasto astronómico de 2 milhões de dólares por minuto! Um plano para suprir água potável por dez anos para os pobres nas regiões em desenvolvimento ficaria em 30 biliões, ou seja, a quantia que as forças armadas gastam em apenas 10 dias. Dezoito dias de gastos das forças armadas por ano poderiam erradicar a subnutrição no mundo inteiro. Peritos acreditam que 200 milhões de dólares, ou seja, o que as forças armadas gastam em três horas, poderiam exterminar doenças como a difteria, a tosse convulsa, o tétano, o sarampo e a poliomielite, que juntas matam 4 milhões de crianças por ano.
--- Há aproximadamente 50 milhões de pessoas desenraizadas no mundo - refugiados que procuraram segurança em outro país e pessoas deslocadas dentro do seu próprio país. Cerca de metade destes deslocados são crianças.
--- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados apoia 22 milhões e trezentas mil destas pessoas. Estima-se que delas 10 milhões sejam crianças abaixo dos 18 anos.
--- A maior parte das pessoas foge das suas casas devido à guerra. Estima-se que mais de 2 milhões de crianças foram mortas em conflitos na última década. Crê-se que mais 6 milhões de crianças foram feridas e um milhão ficaram órfãos.
--- Nas décadas mais recentes a proporção das vítimas de guerra, estabelecida entre civis e combatentes, saltou de 5% para mais de 90%.
--- Em 87 países as crianças vivem entre 60 milhões de minas. Por ano, 10.000 crianças continuam a ser vítimas das minas.
--- Mais de 300 mil jovens e raparigas combateram em mais de 30 países, em todas as regiões do mundo, como crianças soldado. Muitas com menos de 10 anos. Bastantes meninas soldado são vítimas de diversas formas de escravatura sexual.
--- A Convenção dos Direitos da Criança, de 1989, é a estrutura legal mais importante, em todo o mundo, para a protecção das crianças. A Convenção tem o mais alto número de Estados Parte em comparação com os outros Tratados de direitos humanos, tendo sido ratificada por todos os Estados, excepção feita aos Estados Unidos da América e à Somália.
--- No ano 2000, a Assembleia Geral das NU aprovou dois Protocolos Opcionais à Convenção: um sobre a venda de crianças e pornografia infantil e, outro estabelecendo a idade mínima de 18 anos para a participação de crianças em hostilidades.
--- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados já reconheceu as necessidades especiais das crianças e jovens refugiados nos seus próprios países. Nos últimos anos o Comissariado introduziu muitos programas, ampliou outros, e tentou incorporá-los a todos nas respectivas operações.
--- Acompanhadas pelos seus parentes ou, sozinhas, as crianças são cerca de metade das pessoas requerentes de asilo no mundo industrializado. O Canadá tornou-se, em 1996, o primeiro país a dispor de um sistema de sentença judicial para refugiados com vista à elaboração de linhas específicas de actuação no respeitante às crianças requerentes de asilo.
--- Neste momento deve haver, só na Europa ocidental, cerca de 100.000 crianças separadas das suas famílias. Todos os anos, na Europa, na América do Norte e na Oceânia, perto de 20.000 delas ficam ao abrigo dos pedidos de asilo.
--- Entre 1994 e 1999 as Nações Unidas solicitaram fundos para ajuda de emergência no valor de 13,5 mil milhões de dólares americanos, na sua maioria destinados às crianças. Contudo, apenas receberam 9 mil milhões.
--- O montante de assistência variou muitíssimo de região para região. Em 1999, os doadores deram o equivalente a 59 cêntimos americanos/per capita, por dia, para 3 milhões e quinhentas mil pessoas no Kosovo e no sudoeste europeu, ao passo que para os 12 milhões de vítimas africanas apenas deu 13 cêntimos americanos, por dia/per capita.
--- A SIDA matou mais de 3 milhões e oitocentas mil crianças e fez órfãs mais 13 milhões. Nos últimos cinco anos, a SIDA e o VIH tornaram-se na maior ameaça às crianças, em especial em países devastados pela guerra. Nos países mais afectados estima-se que cerca de metade das crianças que agora contam 15 anos, irá morrer da doença.
--- Em 1998, os países doadores atribuíram 300 milhões de dólares americanos ao combate à SIDA embora fossem precisos 3 mil milhões de dólares americanos.
--- Entre 1994 e 2000, mais de 67.000 crianças foram reunidas às suas famílias, na região dos Grandes Lagos, graças a um programa global traçado por organizações de cariz humanitário.
--- No Ruanda, hoje em dia, estima-se que mais de 45.000 agregados familiares sejam chefiados por crianças, sendo meninas 90% delas.
--- Edifícios escolares, professores e crianças tornaram-se, de forma deliberada, alvos na guerra. Por exemplo, durante o conflito em Moçambique, nos anos 1980-90, 45% das escola foram destruídas.
--- Se os países desenvolvidos alcançassem a meta acordada para a Ajuda, os 0,7% dos respectivos PIB, uns 100 mil milhões de dólares americanos extra ficariam disponíveis para auxiliar as nações mais pobres do mundo.
--- Estima-se que, por todo o mundo, mil e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos de um dólar americano por dia. Metade deles são crianças.
--- Em cada ano, morrem 10 milhões de crianças com menos de cinco anos, a maioria vitimada por doenças que se podem prevenir e pela má nutrição.
--- Em cada ano cerca de 40 milhões de crianças não são registadas ao nascer ficando assim privadas de nacionalidade e de um nome legal.
("The world of children at a glance" in Refugees, Geneve, UNHCR, vol 1, nº 122, 2001,
p.7, tradução e adaptação)
A detenção na Base de Guantanamo, em Cuba, de crianças recrutadas para actuarem como soldados no Afeganistão, está gerando insatisfação de organismos internacionais de defesa dos direitos humanos. Os menores, com idades inferiores a 16 anos, foram capturados há mais de um ano por tropas norte-americanas durante operação militar para depor o regime Talibã e foram encaminhados junto a centenas de outros presos para a base militar dos EUA em solo cubano.
A Human Rights Watch enviou uma carta nesta semana ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, repudiando a detenção dos adolescentes. Segundo a HRW, trata-se de três menores com idades entre 13 e 15 anos. Um porta-voz do Pentágono revelou que as crianças têm sido interrogadas a fim de passar informações de inteligência para militares norte-americanos.
"O secretário Rumsfeld chamou aos detidos de Guantanamo de ‘pior do que existe de ruim’. Mas acho difícil de acreditar que uma criança de 13 anos possa estar incluída nesse contexto. Prover simplesmente os EUA de inteligência militar não justifica a detenção de crianças", esclareceu Jo Becker, director da Divisão dos Direitos da Crianças da HRW.
Conforme a carta encaminhada a Rumsfeld pela HRW, as condições em Guantanamo expõem as crianças a sérios riscos, uma vez que menores detidos jamais deveriam estar em contacto com adultos. Os adolescentes estão sem acesso a advogados, acesso limitado ou nenhum aos familiares e ainda estão sujeitas a interrogatórios.
Leis humanitárias internacionais determinam que não existem circunstâncias para que crianças abaixo dos 15 anos sejam recrutadas para actuarem como soldados ou usadas para participar de hostilidades. "O uso de crianças soldados é um abuso aterrorizante. Essas crianças têm direito à reabilitação, e não a uma indefinida detenção", concluiu Becker.
Clique aqui para ler a íntegra da carta da HRW para o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld.
in Desarme
Nos últimos cinco anos, dezenas de milhares de crianças foram forçadas a combater ao lado das forças armadas do governo e grupos políticos armados na República Democrática do Congo (RDC).
Desde o início até ao final do seu serviço militar, estas crianças estão sujeitas a experiências horrendas e desumanas, incluindo espancamentos, violações e outras formas de tortura. Essas crianças são forçadas em combate a cometerem sérios abusos de direitos humanos. Uma geração inteira está a ser traumatizada.
Apesar da assinatura de um acordo de paz e da formação de um novo governo transitório de unidade nacional, crê-se actualmente que a taxa de recrutamento de crianças está a aumentar em algumas áreas da RDC de um modo aterrador. Muitos, senão todos os grupos políticos armado que lutam no leste da RDC, estão ainda activamente a recrutar crianças. O exército governamental da RDC ainda possui milhares de crianças-soldado a servirem nas sua fileiras, apesar de já ter tornado público que deixou de recrutar crianças.
Como agravante, e apesar de se terem feito alguns esforços para desmobilizar crianças-soldado, estes foram apenas realizados numa escala demasiado limitada para ter qualquer impacto real no problema. Existe a necessidade de criar programas de reabilitação adequados para as crianças-soldado e oferecer-lhes oportunidades para desenvolverem o seu potencial e as suas vidas de modo a que não se sintam necessidade de voltarem a juntar-se a grupos armados para sobreviver ou viverem nas ruas onde estão vulneráveis ao crime e á exploração.
Representantes de muitos grupos armados que ainda recrutam crianças, ocuparam recentemente importantes cargos no novo governo transitório. Este novo governo da RDC precisa de ter como prioridade da sua administração a desmobilização e reabilitação das crianças-soldado.
Ajude a pôr um fim ao recrutamento e uso de crianças-soldado na RDC.
Actue agora!
Escreva ainda hoje ao Presidente Kabila, pedindo-lhe que a desmobilização e reabilitação das crianças-soldado seja uma prioridade do novo governo transitório.
Nasceu o actor e realizador norte-americano Clint Eastwood (1930- ).
Ganhou fama nos westerns : “A Fistful of Dollars” (1964), “For a Few Dollars More” (1965) e “The Good, the Bad, and the Ugly” (1967).
A personagem 'Dirty' Harry Callahan que interpretou em cinco filmes são um marco importante na sua carreira.
Com “Unforgiven” (1992) ganha o Oscar para a melhor realização. Este file é considerado um dos melhores westerns dos últimos quinze anos, ou mais.
Por todo o mundo existem cerca de 300 000 crianças envolvidas em conflitos, no Burundi as crianças soldado são “regra” num estado que não tem qualquer respeito pelos direitos das crianças. Os governantes do Burundi tardam em perceber que as crianças que hoje se militarizam não trarão um futuro nem pacifico nem promissor ao pais. No fim seremos todos nós os derrotados.
A Amnistia Internacional apela ao governo do Burundi e a todos os líderes dos diversos grupos políticos armados, que cessem imediatamente o uso e recrutamento de Crianças -Soldado e assumam os respectivos compromissos na desmobilização e reintegração destas crianças. Os líderes militares têm instigado os 10 anos de conflito armado no Burundi, recrutando e raptando crianças, destruindo a sua infância e colocando em risco a sua vida futura. – afirmou a Amnistia Internacional no seu relatório mais recente relatório Burundi: Crianças - Soldado – o desafio da desmobilização.
“Combater a prática e o legado do uso de crianças soldado constitui um elemento importante no alcance de uma paz duradoura, na qual os Direitos Humanos de todas as pessoas sejam respeitados.” - disse a Amnistia Internacional.
As crianças, mesmo aquelas com menos de 15 anos, foram cinicamente usadas como ferramentas de guerra baratas e dispensáveis. As crianças foram raptadas e retiradas às suas famílias. Outras foram forçadas a voluntariar-se no exército, devido à exclusão social e ao colapso das famílias, ou após terem testemunhado atrocidades. A pobreza e os anos de guerra tornaram mais fácil que toda uma geração de crianças fosse arrastada para o conflito armado.
“Independentemente de como são recrutadas, as Crianças - Soldado devem ter testemunhado ou participado em actos de violência, assim como devem ter sido objecto de abusos. O legado das crianças terem passado anos nas forças armadas, aprendendo primeiramente a arte da violência, terá repercussões indesejáveis, tanto no país como nos seus cidadãos, a menos que o problema seja urgentemente resolvido.”- acrescentou a Organização.
As forças armadas e os grupos políticos armados do Burundi recrutaram e usaram Crianças - Soldado como carregadores, informantes, “esposas” e como combatentes. As Crianças - Soldado do Burundi combateram tanto no país como na República Democrática do Congo. Muitas destas crianças ficaram traumatizadas, humilhadas, sofreram maus tratos e foram brutalmente castigadas, bem como expostas, devido à inexperiência e ao treino insuficiente, a riscos inúteis. Mesmo aquelas utilizadas essencialmente como carregadores estiveram na linha da frente durante os combates, enquanto cumpriam a sua tarefa de transportar os feridos e os mortos.
Pierre (nome falso), de 14 anos, foi raptado da sua casa juntamente com outras seis crianças, da comuna de Mukike, província do Rural Bujumbura em Julho de 2002 pelas Forças Nacionais de Libertação de Agathon Rwasa (PALIPEHUTU-HNL). Foram obrigadas a transportar munições e bens roubados. Ele permaneceu com a FNL durante dois meses antes de ter sido capturado e preso por membros das forças armadas.
“A comunidade Internacional e o governo do Burundi devem de forma prioritária comprometer-se a apoiar a longo prazo, de modo a facilitar a reintegração e oferecer uma conjuntura alternativa favorável às antigas Crianças-Soldado.”
Sem apoio sustentado, as crianças desmobilizadas podem regressar voluntariamente ou serem forçadas a recrutadas de novo no exército ou outros grupos armados, perpetuando o ciclo do conflito. Como alternativa podem ser obrigados a viver na rua, onde estão susceptíveis ao crime e à exploração.
Todos os programas de desmobilização, reintegração e reabilitação deviam prestar especial atenção às necessidades das Crianças - Soldado femininas, que podem ter sofrido traumas acrescidos por terem sido vítimas de violência sexual. As raparigas podem ter de enfrentar desafios acrescidos na sua reintegração, podem ser alvo de marginalização ou de abusos sexuais durante o próprio processo de desmobilização.
Os jovens adultos que foram Crianças - Soldado devem ser incluídos nestes programas de desmobilização e reintegração.
Jean-Bosco N tinha 15 anos quando integrou as forças armadas do Burundi. Durante algum tempo, antes do seu recrutamento formal, ele acompanhou e trabalhou com estas forças. Jean contou à Amnistia Internacional que viu soldados a matar civis enquanto fugiam e que tinham recebido ordens para o fazerem. Ao regressar de operações militares, os soldados torturavam e mal tratavam civis frequentemente, disciplinados pelos seus superiores apenas se os seus abusos fossem considerados demasiado notórios. Depois de ter sido detido e agredido em diversas ocasiões por ofensas disciplinares, desertou. Agora, com 19 anos, é membro dos Guardas da paz, uma milícia governamental armada, sem treino.
“As facções do conflito demonstraram pouco entusiasmo em desmobilizar as Crianças -Soldado. O seu compromisso neste processo é essencial para assegurar o sucesso do projecto. A Amnistia Internacional apela também à comunidade internacional e aos doadores que encorajem os líderes do Burundi a apoiar o processo e providenciar assistência financeira e técnica suficiente, de modo a garantir uma abordagem coordenada e abrangente do processo.”
“A comunidade internacional devia interessar-se e envolver-se neste processo e monitorizar o progresso do programa, bem como acompanhar o desenvolvimento do país, de modo a evitar algum tipo de manipulação do projecto de desmobilização pelos líderes militares ou por outras entidades. Qualquer novo recrutamento e prove de persistente uso de Crianças –Soldado deve ser publica e veementemente condenado.” - acrescentou a Organização.
Para que a desmobilização, reintegração e reabilitação seja verdadeiramente assegurada, o governo do Burundi, deve também abordar o tema da proliferação de armas no país.
Informação adicional
Não existem dados concretos sobre o número de crianças que participaram no conflito durante os últimos 10 anos. Contudo, de acordo com as estatísticas do Fundo das Nações Unidas de apoio à Infância (UNICEF) entre 6,000 e 7,000 crianças com menos de 18 anos têm agora de ser libertadas, desmobilizadas e reintegradas na sociedade. A UNICEF até ao momento conseguiu acordar com o governo do Burundi e com dois grupos políticos armados, o FNL (Mugabarabona) e CNDD-FDD (Ndayikengurukiye) a desmobilização e reintegração das suas Crianças – Soldado, estimadas em 3,000.
Desde Janeiro de 2004, 300 Crianças – Soldado das forças governamentais e da CNDD-FDD (Ndayikengurukiye) já foram desmobilizadas, e estão a ser integradas nas suas comunidades. Planos para a futura desmobilização de milhares de outras Crianças – Soldado estão a ser preparados. Dezenas de milhares de combatentes adultos têm também de ser desmobilizados e reintegrados – um desafio considerável numa situação de extrema pobreza e de conflito, tanto no Burundi como na vizinha República Democrática do Congo, uma região onde as armas de pequeno porte abundam. O modo como este processo for gerido terá um impacto significativo na situação actual e futura dos Direitos Humanos no Burundi.
Para mais informação, poderão consultar : Burundi: Crianças – Soldado – o desafio da desmobilização (AFR 16/11/2004) de 24 de Março de 2004.
Fonte
(bolds da nossa responsabilidade)
No início do ano passado, a ONU elaborou um estudo sobre o impacto de uma intervenção no Iraque. Pouco depois, os Estados Unidos deram início à invasão do Iraque sem qualquer mandato da ONU. As crianças são, mais uma vez, parte importante das vítimas inocentes da guerra.
«A ONU tem feitas as suas previsões do número de vítimas civis da guerra imperialista que se aproxima. Em concreto, um documento confidencial estima em 30% a percentagem de crianças do Iraque com idade inferior aos cinco anos que cairão sob o fogo ianque ou por efeito da desnutrição, quer dizer, mais de um milhão duzentas e cinquenta mil.
A ONU prevê também que menos de 40% da população terá garantido o acesso a água corrente, e verificar-se-á um colapso dos serviços essenciais para a sociedade iraquiana. Quanto ao número de refugiados, pode atingir quase o milhão e meio de pessoas. No estudo também se reconhece o lamentável estado de desprotecção em que o anterior agressor ocidental deixou o povo iraquiano, o que com certeza agravará os efeitos desta nova guerra, que pode atingir dimensões de genocídio.
Frente a isto, as esmolas que ianques e ingleses andam a prometer para a reconstrução do Iraque não chegará nem para cobrir os mínimos, segundo reconhece a própria ONU.
O documento que comentamos leva por título Integrated Humanitarian Contingency Plan for Iraq and Neighbouring Countries (Plano humanitário integrado de contingência para o Iraque e países vizinhos), e é assinado polo Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA) em 7 de Janeiro de 2003.
O objectivo deste estudo é convocar as entidades humanitárias e outros organismos em Genebra para acordar “operações humanitárias” paralelas e posteriores à agressão militar. Lembramos que se trata de um estudo da própria ONU, organismo multinacional hegemonizado pelas grandes potências do capitalismo mundial, o que dá maior relevo às conclusões que, na realidade, com certeza virão a ser mais dramáticas:
O documento, disponível aqui, contém as seguintes conclusões:
- "No caso de uma crise, 30% das crianças abaixo dos 5 anos estariam em risco de morte por desnutrição. Com as 4,2 milhões de crianças abaixo dos cinco anos existentes no Iraque, isto representa 1,26 milhões de crianças. “
- "o colapso de serviços essenciais no Iraque ... pode conduzir a uma emergência humanitária de proporções bem além da capacidade das agências da ONU e de outras organizações de socorro.”
- "todas as agências da ONU tenham estado a enfrentar severos constrangimentos financeiros, o que as impede de atingir mesmo níveis mínimos de preparação"
- "os efeitos de mais de doze anos de sanções, antecedidas pela guerra, aumentarão consideravelmente a vulnerabilidade da população"
- "O Programa Alimentar Mundial (PAM) estima que aproximadamente dez milhões de pessoas ... ficariam altamente inseguras em termos alimentares, ou deslocadas ou afectadas directamente pela acção militar”
- "no caso de uma crise, somente 39% da população seria abastecida [com água] racionada"
"A UNHCR considera que mais de 1,45 milhões de refugiados e candidatos a asilo poderiam fugir do Iraque em caso de conflito militar"
- "Mais de 900 mil pessoas podem ser deslocadas, além das 900.000 - 1.100.000 pessoas deslocadas internamente (PDI) existentes"
- 5.210.000 crianças altamente vulneráveis abaixo dos 5 anos e mulheres ou lactantes.
- 500.000 baixas potenciais directas e indirectas (população total).
- 3.020.000 em risco nutricional (população total).
- 18.240.000 poderão precisar de acesso a água tratada.
- 8.710.000 poderão precisar de instalações de saneamento básico.»
Sudeste asiático - A AME, Associação Missão Esperança, tem um orfanato que cuida de crianças vítimas de guerra em um país da Ásia, que não podemos dizer qual é por questões de segurança. Nesta semana, recebemos a notícia de que mais dezoito crianças, sendo que quatro delas têm apenas seis anos, chegaram para serem cuidadas pelos missionários da AME. Todas elas são vítimas do conflito que existe naquele país.
Marcos* tem doze anos e é muito educado. Em certa ocasião, seu pai e ele estavam indo para o hospital cuidar de um ferimento na mão de Marcos. No meio do caminho foram atingidos por uma bomba. O pai do garoto morreu na hora e ele teve ferimentos graves no braço. Marcos fugiu correndo deixando para trás o corpo do próprio pai. Em seus doze anos de vida, ele já viu seus tios serem decapitados e sua casa incendiada. Ele é uma, das muitas crianças que precisam de cuidados.
Maria* tem nove anos. Por causa da guerra, sua casa foi apedrejada e destruída, fazendo com que ela e sua família fugissem para a mata. Depois disso, ela e sua família fugiram para outra cidade, onde sua mãe casou novamente. Apesar de dizerem que seu pai não morreu de verdade, mas continua vivo, Maria vive a rejeição e o abandono por parte de toda sua família. A única que cuida dela é sua avó. Mas esta, por já ser bem idosa, mandou a menina para o orfanato porque não teria ninguém que cuidasse dela depois que a avó morresse.
Paula* tem oito anos e é órfã de pai e mãe. Seu pai foi fuzilado e sua mãe morreu em um naufrágio. Paula já viu muitas cenas de guerra, por isso se tornou uma criança violenta. Ela já bateu em algumas das outras crianças do orfanato e é muito bagunceira. Além disso, mente bastante. Isso é fruto de tudo o que Paula viu e conheceu durante a guerra.
*Nomes fictícios por segurança
A Organização Mundial da Saúde(OMS) estima em 40 milhões (números de 2002) o número de crianças de menos de 15 anos que são vítimas de violência anualmente, no mundo. As consequências destes traumatismos manifestam-se de diversas formas, em função da gravidade dos actos e da vivência da criança. Estes traumatismos podem, a longo prazo, ter consequências em termos de saúde e psicossociais.
Se na Região africana da OMS, o problema da violência em geral e em particular contra as crianças é reconhecido, a sua dimensão real não é ainda objecto de uma abordagem à larga escala em termos epidemiológicos, de manifestações físicas e psíquicas, da abordagem terapêutica dos casos e da sua prevenção.
A OMS define a violência contra as crianças como sendo : " os maus tratos à criança sob todas as formas, nomeadamente, física e ou afectiva, abusos sexuais, abandono ou negligência, exploração comercial ou outra que possam causar prejuízo real ou potencial à sua saúde, sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade no contexto de uma relação de responsabilidade, de confiança ou de poder".
Durante uma reunião de consulta organizada pela OMS sobre a resposta do sector da saúde à violência sexual realizada em Genebra em 2001, foi apresentado um estudo realizado em vários países da Região que ressaltou o facto de que 36% de raparigas e 29% de rapazes terem revelado ter sido vítimas de abusos sexuais em sua tenra idade.
A violência sexual tem graves consequências, a saber : gravidez não desejada, doenças sexualmente transmissíveis (DST) incluindo o HIV/SIDA, e indirectamente o alcoolismo, a toxicomania, a vagabundagem sexual, a dificuldade ou a rejeição de toda relação sexual. A incidência deste flagelo traduz-se também pelo medo, pela ansiedade, por perturbações do comportamento, do sono, da alimentação, da palavra, pela depressão podendo terminar com tentativa de suicídio ou mesmo suicídio.
As mutilações genitais femininas que são consideradas não apenas como violência sexual mas igualmente como uma violação dos direitos humanos da criança, caracterizam-se pela excisão parcial ou total do clitóris e de outros órgãos sexuais da mulher. Estas mutilações são causa de infecções graves, de sangramento abundante, de septicemia, de relações sexuais dolorosas, de fluxos menstruais difíceis, de perda da retenção urinária, risco de infecções sexualmente transmissíveis incluindo o HIV/SIDA, partos dolorosos, depressões. A amplitude do problema e tão grande que a OMS desenvolveu um plano de acção para a Região africana.
As crianças são vítimas de violência principalmente no meio familiar, comunitário, institucional ou por causa da guerra. Em tempo de guerra, as crianças expostas a todas as formas de violência sofrem traumatismos que podem interromper o seu processo de desenvolvimento, provocar perturbações psíquicas graves e transformá-las em potenciais delinquentes.
As crianças que não sofrem mas testemunham actos de violência podem também tornar-se violentas. Segundo especialistas, há mais probabilidades de que estas crianças sejam violentas com os seus parceiros na vida adulta do que aquelas que cresceram em lares não violentos.
O padre Giulio Albanese, director da agência missionária «Misna», denunciou a utilização de crianças recrutadas à força pelos rebeldes do «Exército de Resistência do Senhor» (LRA) e obrigadas a combater e perpetrar atrocidades no Uganda.
Mais de 120.000 mortos e 25.000 crianças sequestradas (reduzidas à escravidão ou envolvidas à força na guerrilha) e um milhão de desalojados é o balanço das acções que desde 1986 vêm sido cometidas pelo «LRA» às ordens de Joseph Kony, um visionário patrocinado pelo Sudão que tenta depor o governo do presidente ugandense Yoweri Museveni.
Duas hipóteses explicam a frieza das crianças durante estes combates, a primeira é que lhes sejam ministradas substâncias entorpecentes, a outra hipótese é que lhe sejam ministradas sessões de hipnose colectiva.
Para o padre Albanese, a comunidade internacional deve abandonar seu papel de espectadora, porque «infâmias e crimes horríveis foram cometidos nestes anos. Também, há que admitir, é difícil controlar e entender o que está ocorrendo nas zonas rurais infestadas de rebeldes».
O último apelo à comunidade internacional --especificamente dirigido às Nações Unidas, à União Europeia, à Comunidade Britânica de Nações e à União Africana-- foi feito de Londres no início de Fevereiro pelo bispo de Gulu, Dom John Baptist Odama: «Só a ajuda internacional poderá pôr fim ao conflito que convulsiona o norte de Uganda», advertiu.
O festival Rock in Rio Lisboa e o Campeonato Europeu de Futebol vão ser aproveitados por alguns proprietários de estabelecimentos de restauração da cidade para aumentar os preços, em valores entre os dez e os 15 por cento. É a forma, como justificam alguns comerciantes, de contornar a crise no sector.
"É natural que se aumentem os preços em alturas como estas, no estrangeiro faz-se exactamente o mesmo sempre que há um evento internacional", afirma Mário, proprietário de um restaurante na zona de Alfama. Afinal, como sublinha, são apenas as leis do mercado - "se aumenta a procura, os preços sobem".
"Se eles estão habituados a pagar muito mais no país deles, por mais que nós subamos os nossos preços, eles ainda vão achar tudo muito barato", defende ainda. Quanto aos clientes nacionais, "esses são sempre os que se tramam mais, mas o que é que se há-de fazer?", questiona Luís Manuel, também ele dono de um restaurante no Bairro Alto. "Cada um que se safe conforme pode, se vamos estar a pensar nos coitadinhos dos clientes portugueses qualquer dia não nos resta mais do que fechar as portas", confessa, sem rodeios.
O Rock in Rio está aquém das expectativas.
As contas desta restauração também sairão furadas?
E quando acabar “a festança”, quando os Euros estrangeiros e os Dólares acabarem, descem os preços ou fecham a porta?
Anda por aí muita gente que, teimosamente, parece continuar a viver nos tempos das vacas gordas de 98.
No primeiro trimestre, a economia portuguesa produziu menos que em 2003, menos que em 2002, e corre o risco de ter produzido menos que no primeiro trimestre de 2001, se a queda homóloga chegar aos 0,4%. Desde que há estatísticas que o PIB não caía durante tantos trimestres consecutivos. A recessão dura há sete trimestres, contra quatro na crise de 93 e cinco na de 1983.
Uma recessão longa demais.
Estes dados não são promessas, são realidades!
Nasceu a actriz Palmira Bastos (1875-1966).
Foi uma das maiores glórias do Teatro português, tanto no drama e na comédia como na opereta e na revista. Também integrou o elenco do filme mudo "O Destino", em 1922.
Morreu a actriz austríaca Romy Schneider (1938-1982).
A sua fama deveu-se à personagem “Sissi” que interpretou em três filmes e mais tarde a filmes como The Trial (1963), What's New Pussycat? (1965) e L'important c'est d'Aimer (1975).
Morreu o actor e cantor português Maximiano de Sousa –Max (1918-1980).
Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980. A ele se devem êxitos como “Noites da Madeira”, “Bailinho da Madeira” ou “A Mula da Cooperativa”.
O Congeminas é um chavalo bué da fixe.
Enquanto curtia a cena enjericada pelo mano resolvi dar-lhe a palmada à dita.
Como não entro numa nice com a melga do rato não consegui carregar a cena e passei-me dos carretos. Portanto é melhor a maralha passar pelo estaminé do Congeminas e curtir a cena.
Consigo perceber onde se insere o CD!
Mas por onde sai o som?
Pelas orelhas?
Começa hoje o Rock in Rio de Lisboa.
Dentro de dias começa o Euro 2004.
As férias estão à porta.
«É muita “fruta” para uma cambada de “tesos”». Foi este o lamento que ouvi hoje a alguém que, por acaso, até vive um bom bocado acima do salário mínimo. «É que não são 53 Euros, mas sim 106 Euros – a mulher não ia ficar em casa, não é?».
E continuando: «além dos vinte e um contos ainda temos de contabilizar transportes, comida e algum extrazinho.»
Lamentos similares podem ser escutados um pouco por todo o lado.
«A festa não é propriamente barata, para tempos de crise», continuava o sujeito «eu até gostava de assistir a alguns espectáculos, mas não há condições»
Será que o governo não poderia ter criado algum subsídio para os adeptos da música?
Os portugueses já estão habituados aos subsídios......
E como o futebol teve subsídios....
Bahhh!!! Deixemo-nos de tretas.
Pensamento positivo!!!
Os cofres do Estado perderam 916 milhões de Euros em impostos, só no ano passado. Num relatório da Direcção-Geral dos Impostos, conclui-se que a fraude e a evasão fiscal estão a ganhar cada vez mais terreno. Em relação a 2002 os impostos em falta cresceram 34 por cento.
De acordo com o relatório da DGI, foram os empresários que mais fugiram ao fisco.
Por sua vez, os particulares foram os mais cumpridores. Neste caso houve até uma redução nos impostos em falta.
Em 2003, a DGI fez mais de 120 mil fiscalizações e o resultado está à vista: há cada vez mais contribuintes a fugir ao fisco.
Foi por aqui que começou a retoma?
O ministério da Saúde está a estudar a redefinição da fixação dos valores das taxas moderadoras. A alteração assenta em critérios de proporcionalidade e em função do rendimento dos utentes, a fim de proteger os grupos mais carenciados e desfavorecidos.
Luís Filipe Pereira pretende vir a introduzir a diferenciação positiva em 2005, o que implicará a introdução de um novo cartão de utente com informação sobre os seus rendimentos. Este projecto é complementar de outro, que projecta que o preço dos medicamentos possa variar consoante os rendimentos do utente.
Esta ideia é defendida pela indústria farmacêutica, que propõe que o preço dos medicamentos seja diferenciado em função dos rendimentos auferidos pelo utente do SNS.
A questão de fundo neste esquema, que hipoteticamente até poderia reflectir alguma justeza social, continua por resolver: a declaração de IRS não reflecte os rendimentos reais dos seus titulares, numa percentagem bastante elevada do universo dos contribuintes.
Enquanto a questão da transparência fiscal não for resolvida, todos os sistemas de taxas que tenham em conta os rendimentos pessoais ficam prejudicados, por essa falta de transparência.
Assim resolver as questões de fiscalidade, como mais este caso vem evidenciar, são uma das prioridades deste país.
Num congresso internacional de medicina :
O médico judeu afirma:
- "A medicina em Israel é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro e em 6 semanas o paciente está procurando emprego."
O médico alemão diz:
- "Na Alemanha transplantamos um coração e em 4 semanas o paciente está procurando emprego"
O russo diz:
- "Nós fazemos um transplante de peito e em 1 semana o paciente pode procurar emprego"
O médico português diz orgulhoso:
- "Isso não é nada ... Em Portugal nós pegamos num gajo sem cérebro, colocámo-lo como primeiro ministro e agora o país inteiro está procurando emprego" !
«A carga fiscal portuguesa caiu 4,5% entre 2000 e 2004, segundo o índice da revista Forbes publicado esta semana. O índice mede a pressão fiscal, desde a taxa de IRC até ao IRS, passando pelo IVA e contribuições sociais ao longo dos últimos quatros anos. Portugal surge na 20ª posição num ranking de 50 países, Na União Europeia, a Alemanha está no topo dos reformadores fiscais com a carga de impostos a cair mais de 30%, ao contrário do Reino Unido que é o único país que aumentou em média os impostos entre 2000 e 2004.
A revista Forbes destaca, no entanto, o “paradoxo francês” que apesar da França ser um dos campeões da carga fiscal continua, o país continua a atrair um elevado investimento estrangeiro. Em 2003, segundo a Forbes, o investimento estrangeiro em França criou mais 20% de empregos que nos anos anteriores. As excelentes infra-estruturas físicas e humanas explicam a preferência dos investidores, refere a Forbes.»
Penso que esta notícia devia merecer uma reflexão profunda por parte de todos aqueles que têm responsabilidades na condução dos destinos do país, com especial destaque para a economia, a fiscalidade e a educação.
Nasce o escritor inglês Ian Fleming (1908-1964).
Fleming foi o criador do mais famoso agente secreto de todos os tempos: James Bond, agente 007 com licença para matar.
O primeiro romance do agente 007, "Casino Royale", foi escrito na sua casa na Jamaica que se chama Goldeneye, o nome de um dos filmes de James Bond, e foi publicado em 1953.
O êxito fez com que o autor escrevesse catorze histórias da sua personagem favorita, James Bond, ao longo de 12 anos.
Todos os "007" foram best-sellers .
Fleming morreu cedo, aos 58 anos, vítima de um ataque cardíaco.
Bond, por seu turno, resistiu e continua a resistir à sua morte.
Certo dia, uma senhora decide comprar um animal de estimação para oferecer ao seu marido. Dirige-se a uma loja de animais e analisa as várias hipóteses:
- Iguana ................ 375 Euros
- Gato ................... 450 Euros
- Cão .................... 430 Euros
- Papagaio ............. 500 Euros
- Sapo .................. 100 Euros
- 100 Euros por um sapo? Parece-me um exagero...
- Parece, mas não é. Este sapo é o sapo-boi e está treinado para fazer sexo oral. Estou certo que o seu marido ira gostar.
A senhora leva o sapo e na manhã seguinte, quando acorda, repara que o marido não está na cama. Levanta-se, procura pela casa e vai encontrá-lo na cozinha, sentado em frente a mesa, onde está o sapo e uma série de livros de culinária.
- O que é que estás a fazer? - Pergunta a senhora.
- Se eu conseguir ensinar o sapo a cozinhar, bem podes ir fazendo as malas...
As fontes de energia renováveis podem contribuir para diminuir a dependência das importações de energia e para aumentar a segurança do abastecimento. São igualmente previsíveis consequências positivas em termos de emissões de CO2 e de emprego. Ora, a contribuição actual das fontes de energia renováveis para o consumo interno bruto de energia da União é de 6%. O objectivo fixado pela União é a duplicação desta contribuição até 2010.
O objectivo global fixado pela União requer uma grande implicação dos Estados-Membros, que devem incentivar a expansão das fontes de energia renováveis em função do seu próprio potencial.
A definição de objectivos em cada Estado poderá estimular os esforços para:
- uma crescente exploração do potencial disponível;
- uma melhor contribuição para a diminuição de CO2;
- uma redução da dependência energética;
- o desenvolvimento das indústrias nacionais;
- e a criação de emprego.
São necessários investimentos importantes, estimados em 95 000 milhões de Euros para o período 1997-2010, para atingir o objectivo global.
Esperam-se benefícios económicos importantes decorrentes de uma maior utilização das fontes de energia renováveis. Prevêem-se, nomeadamente, oportunidades importantes em termos de exportações, devido à capacidade da União Europeia para fornecer os equipamentos, bem como os serviços técnicos e financeiros.
Prevê-se igualmente:
- a criação de 500 000 a 900 000 de postos de trabalho;
- uma economia anual em custos de combustíveis de 3 000 milhões de Euros a partir de 2010;
- uma diminuição das importações de combustíveis de 17,4%;
- uma redução das emissões de CO2 de 402 milhões de toneladas/ano em 2010.
O Plano de Acção tem o objectivo de oferecer oportunidades de mercado para as fontes de energia renováveis, de forma equitativa e sem encargos financeiros excessivos. Assim, foi estabelecida uma lista de medidas prioritárias, entre as quais se encontram:
- o acesso equitativo ao mercado da electricidade;
- medidas fiscais e financeiras;
- novas iniciativas no domínio da bioenergia para os transportes, a produção de calor e de electricidade e, em especial, medidas específicas para aumentar a parte de mercado dos biocombustíveis, para promover o biogás e para desenvolver os mercados da biomassa sólida;
- a promoção das fontes de energia renováveis (tais como a energia solar) no sector da construção, tanto para renovar como para equipar novas construções.
De notar que o crescimento contínuo do consumo interno bruto de energia na Comunidade representa um desafio suplementar para a consecução do objectivo. Além disso, após a publicação do Livro Branco, a assinatura do Protocolo de Quioto realça a importância das FER (fontes de energia renováveis).
Assinala-se igualmente a dificuldade de avaliar os progressos alcançados, visto que o impacto de novas medidas legislativas a todos os níveis só se fará sentir dois ou três anos depois da sua entrada em vigor. Esta comunicação apresenta, assim, as primeiras conclusões.
Biomassa (compreendendo biogás, biocombustíveis sólidos, etc.)
Perante o grande contributo que pode dar à segurança do aprovisionamento, a biomassa tornou-se um elemento importante das políticas energética, ambiental e agrícola. Os progressos registados são ainda insuficientes, dado o potencial da biomassa e as tecnologias disponíveis. É necessário fazer circular melhor os conhecimentos e informações no seio da União e iniciar campanhas de promoção que sublinhem os aspectos energéticos, ambientais e económicos desta tecnologia.
Energia eólica
Com um crescimento anual de 55%, o sector da energia eólica registou progressos impressionantes. É a indústria europeia que domina o mercado representando 60% do mercado internacional. O objectivo-chave deste sector foi já atingido com três anos de avanço. A evolução positiva é, antes de mais, o resultado das políticas bastante dinâmicas da Dinamarca, da Alemanha e da Espanha.
Energia solar fotovoltaica (PV)
Este sector registou um crescimento anual de 29% na Europa. Trata-se de uma forma de energia muito popular, e o seu potencial é enorme, mas subsistem dificuldades. A fim de resolver estes problemas técnicos e administrativos, é essencial que os serviços públicos e o poder local se envolvam.
Energia solar térmica (aquecimento solar)
O aquecimento solar da água tem um potencial importante no sector da construção, que representa 40% do consumo energético na UE e está em crescimento acelerado. A superfície instalada em 1997-98 regista um ligeiro aumento de 14%. Todavia, o mercado continua subaproveitado. São necessárias uma promoção activa, redes de distribuição e inovações comerciais.
Energia hidroeléctrica
Esta tecnologia atingiu a perfeição. As grandes instalações hidroeléctricas são, em geral, competitivas e não necessitam de ajuda particular. Convém aprofundar a instalação de mini-hídricas.
Energia geotérmica
Em 1999, cerca de um milhão de lares eram aquecidos com energia geotérmica, e estão a ser afinadas novas centrais.
Recomendações
A Comissão entende que, no futuro, os esforços devem incidir essencialmente na elaboração das estratégias e objectivos específicos para os sub-sectores nos Estados-Membros, na promoção da biomassa, nas medidas relativas ao sector da construção, no intercâmbio de boas práticas, visando uniformizar as medidas voluntárias nacionais, e na supressão dos entraves jurídicos e administrativos, acompanhada dos instrumentos comerciais inovadores a nível comunitário, sobretudo em matéria fiscal.
Utilizar a Biomassa como combustível permitiria reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em cerca de mil milhões de toneladas por ano, o equivalente à emissão conjunta anual do Canadá e Itália, segundo a WWF.
Segundo a WWF, as emissões de CO2 poderiam ser reduzidas de «forma substancial» se os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) utilizassem combustíveis como a Biomassa em vez do carbono para gerar electricidade.
Segundo a WWF, a Biomassa constitui uma fonte de energia que, além de eficiente em termos de custos e neutra em termos de poluição, poderá satisfazer 15% (comparado com os actuais 1%) da procura da electricidade dos países industrializados em 2020.
«Isto permitiria fornecer electricidade a 100 milhões de lares, o que seria equivalente a substituir cerca de 400 centrais eléctricas tradicionais», defende a associação.
Utilizando como fonte um texto assinado por Carlos Bica, continuação do resumo biográfico da vida de Manuel Cabanas.
O artista / o Museu Municipal
A partir de 1938, Manuel Cabanas deu início a uma intensa actividade artística no campo da gravura em madeira, encetando uma ruptura abrupta com as técnicas tradicionais de gravação.
Mestre de si mesmo, Manuel Cabanas produziu um gigantesco e valioso património para o seu país, ainda que talvez não tão divulgado como merece.
Chegado aos 70 anos, sem filhos e não desejando que a sua colecção se dispersasse, resolve legar, com sua mulher, por escritura pública de doação, à sua terra natal, o seu espólio artístico, com a condição expressa de com ele ser criado um museu onde estivesse permanentemente patente ao público e ao serviço da comunidade. A sua vontade foi cumprida e o Museu Municipal de Vila Real de Stº António é uma realidade – cuja visita aconselho – desde Abril de 1974.
«Um dia, levado pela minha curiosidade, debrucei-me sobre uma mesa e dispus-me a trabalhar. Quando levantei a cabeça, vi que estava velho. Compreendo que a minha missão terminou. Não quero que aquilo que tanto amei em vida fique disperso. Não ofereço nada ao povo. Devolvo-lhe aquilo a que tem direito: a minha arte. Foi ele exclusivamente que a alimentou. E se esta arte é, como sei, humilde, nem por isso representa menos para mim, porque foi o melhor que eu pude fazer, porque é toda a minha vida.»
As palavras são de Manuel Cabanas, na inauguração do Museu, a 7 de Abril de 1974
Uma vida inteira a lutar pelos mais desfavorecidos e pobres
São de Manuel Cabanas estas palavras, aos oitenta anos: «Estive sempre ao serviço da colectividade, nomeadamente a favor dos humilhados e ofendidos, dos mais humildes – em especial dos mais pobres – daqueles que mais eu via sofrer. Sabia apenas que tinha uma missão a cumprir junto do meu semelhante. Desde muito jovem que entendo que o homem moderno não pertence a si mesmo. Tem de se dar aos outros. Este dar significa ajudá-los, a contribuir para dias melhores, a partilhar um pouco a sua felicidade».
Utilizando como fonte um texto assinado por Carlos Bica e uma foto de António Moreira tirada em Vila Nova de Cacela, um resumo biográfico da vida de Manuel Cabanas.
Ferroviário e sindicalista
Filho de modestos proprietários agrícolas, também naturais de V. N. de Cacela, Manuel Cabanas fez a instrução primária e dedicou-se aos trabalhos do campo como forma de ganhar o pão do dia-a-dia.
Em 1920 arranjou emprego como factor nos Caminhos de Ferro. Dois anos depois fixou residência no Barreiro, continuando ligando à CP. Aí desenvolveu cargos e funções no Sindicato dos Ferroviários do Sul e Sueste, uma das maiores forças sindicais e políticas do país, mobilizando a classe para a defesa dos seus direitos, nomeadamente, o que na altura era considerado um delito subversivo pelo fascismo, a inscrição das classes trabalhadoras nos cadernos eleitorais, a fim de cumprirem o direito cívico do voto.
Em 1927, por ocasião da Revolução de 7 Fevereiro, por fazer parte da Comissão Revolucionária local, é preso pela primeira vez.
Actividade social
Convivendo de perto com a penúria, o sofrimento e a repressão que assolou o país durante o regime fascista, Manuel Cabanas envolve-se na realização de obras inadiáveis de melhoramento social da classe dos trabalhadores.
A destacar:
De 1924 a 1930, Mestre Cabanas faz parte da direcção do Asilo D. Pedro V, no Barreiro, uma instituição muito pobre, onde consegue melhorias notáveis no equipamento e nos serviços.
Durante dezoito anos desenvolve grande actividade em prol da Comissão Nacional de Assistência aos Tuberculosos, que lhe valeu nova prisão.
Actividade cultural
Em 1941 faz parte de direcção do Clube 22 de Novembro do Barreiro, onde é desenvolvida intensa actividade cultural, a destacar: criação de um curso de desenho artístico para trabalhadores, com aulas nocturnas, donde saíram diversos artistas locais, e que acabou encerrado por ordem do Governo Civil de Setúbal. Criado um quinteto de música de câmara, com músicos todos barreirrenses, o qual dava mensalmente um concerto denominado “Tarde Cultural”, normalmente precedido de palestras por diversas individualidades conhecedoras de música e dos autores a serem interpretados.
Mestre Cabanas teve importante acção como dinamizador e interveniente em diversas tertúlias artísticas e intelectuais. Isto numa terra, Barreiro, fortemente vigiada e militarizada pelo regime, que impunha, a partir de certa hora da noite, uma espécie de recolher obrigatório, não permitindo ás pessoas quaisquer tipo de reuniões nem encontros onde trocassem ideias.
Ameaçado e perseguido, Manuel Cabanas teve cortado o seu direito à obtenção de passaporte para o estrangeiro.
Actividade política regional
Manuel Cabanas teve um papel preponderante na Oposição ao regime, no Barreiro. Por um lado, organizando e intervindo em diversas sessões públicas de esclarecimento, por outro, como testemunha de presos políticos, tendo ido muitas dezenas de vezes depor ao Tribunal.
As retaliações do poder político foram fortes sobre Manuel Cabanas. Perseguido, vítima de interrogatórios e investigações por parte da PIDE, preso por diversas vezes, essas retaliações acabaram, naturalmente, por se reflectir, de uma forma muito negativa, na sua vida privada.
Por um lado, no campo profissional, ao serviço da CP, foi coagido a manter-se vinte e três anos na mesma categoria profissional, quando, por norma, deveria ser promovido de quatro em quatro anos, e acabou vítima de reforma compulsiva, com um montante pecuniário muito inferior ao devido.
Por outro, a perseguição desencadeada pelo regime estendia-se ao seu próprio circulo de convívio. Saído de prolongados períodos de reclusão forçada, Manuel Cabanas, ao entrar, por exemplo, no café que habitualmente frequentava, muitas vezes sentiu o peso do silêncio e do temor que a sua presença despertava no ambiente. E, ao sentar-se à mesa, algumas vezes também viu homens cabisbaixos levantarem-se das suas cadeiras e saírem silenciosamente com receio das represálias da polícia política.
O docente
Em 1964, Manuel Cabanas é convidado pelo director da Escola Industrial e Comercial Alfredo Silva para docente daquela escola. Mas, em 1968, numa das últimas reuniões do Conselho de Ministros presidia por Salazar, é demitido das suas funções de docente, ao abrigo do decreto 25317, de 13 de Maio de 1935, como indesejável e “contrário aos altos interesses do Estado”.
«Sou um homem do povo e com o povo me identifico». Assim se definiu Mestre Cabanas.
Foi preso diversas vezes pelas repressivas forças policiais do regime salazarista. Foi perseguido, humilhado e injustiçado como cidadão e como trabalhador ferroviário. Mas nunca vergou nem desistiu de lutar pelas liberdades democráticas, pelos direitos cívicos e contra as injustiças que marginalizam os mais desfavorecidos da sociedade. Desenvolveu uma importante actividade como dinamizador cultural, em especial no Barreiro, onde viveu muitos anos. Foi também um artista, com uma notável e inovadora obra no campo do desenho e da gravura em madeira.
No final da vida, por escritura pública de doação, legou o seu património artístico à comunidade, criando o Museu Municipal de Vila Real de Stº António, que tem o seu nome.
Chama-se Manuel Cabanas, era conhecido e tratado por Mestre Cabanas. Nasceu a 11 de Fevereiro de 1902, em Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Stº António e faleceu há nove anos, a 25 de Maio de 1995.
Dele disse Raul Rego, caracterizando este homem «esgalgado, enxuto de carnes, passada larga, todo ele esqueleto e olhos», também fundador do PS:
«Onde estiver, o Manuel Cabanas fala, diz o que pensa, quem é e ao que aspira. Não há açaimo que o possa calar e rompe os ambientes mais densos. Como se força anímica tivesse de vir à superfície, exprimir-se, comunicar, aferir os seus sentimentos pelos dos outros, dar a sua solidariedade a quem dela precisa.»
...e que excepção esta!
Quem disse que cães e gatos não se podem dar muito bem?
Mas estes ainda são mais espectaculares! Dão-se bem e zelam pela nossa casa!
Só visto!
Só disponível a pedido por mail
(não esquecer de indicar nome do post ou link)
Atenção!!!!!!!
A figura apresentada está estática.
Se lhe parecer que ela se move, isso quer dizer, que você está a necessitar de mais actividade sexual...
Um rancheiro bem sucedido morreu e deixou tudo à sua dedicada esposa.
Ela era uma bela mulher e determinada a conservar o rancho, mas sabia muito pouco das actividades do rancho, por isso, decidiu colocar um anúncio no jornal para contratar um empregado. Dois homens candidataram-se ao emprego. Um era gay, o outro, um bêbado.
Ela pensou muito seriamente sobre o assunto e, como mais ninguém se candidatou, ela decidiu contratar o candidato gay, pensando que seria mais seguro tê-lo perto de casa do que o bêbado.
Ele demonstrou ser um excelente trabalhador, que fazia longas horas de trabalho por dia e sabia imenso do trabalho no rancho. Durante semanas fio, ambos trabalharam muito e o rancho estava muito bem. Então, um dia, viúva do rancheiro disse ao empregado:
- Tu fizeste um óptimo trabalho e o rancho está impecável. Já é tempo de ires até à cidade e divertires-te um bocado.
O empregado concordou de imediato e foi até à cidade um sábado à noite. No entanto, chegou a uma hora da manhã e ele não voltava. Duas horas, empregado, nada! Finalmente, pelas duas e meia, lá regressou e à sua espera, sentada à lareira, com um copo de vinho na mão, estava a viúva do rancheiro.
Suavemente, mas com voz firme, chamou-o para junto dela e disse-lhe:
- Desabotoa a minha blusa e tira-a.
A tremer, ele fez o que ela disse.
- Agora, tira as minhas botas.
Ele fez o que ela disse, muito lentamente.
- Agora, tira as minhas meias.
Ele removeu cada uma com gentileza e colocou-as junto às botas...
- Agora, tira a minha saia.
Lentamente, ele desabotoou-a, observando constantemente os olhos dela à luz do fogo da lareira.
- Agora, tira o meu soutien.
Novamente, com as mãos a tremer, ele fez o que lhe era dito e deixou-o cair no chão.
- Agora - disse ela -, tira as minhas cuecas.
À luz da lareira, ele puxou-as suavemente para baixo e tirou-as.
Então, ela olhou bem para ele e disse-lhe:
- Se tu alguma vez voltas a usar as minhas roupas, despeço-te imediatamente.
«Uma nação que não compreende o que é acessório do que é essencial, está condenada ao fogo eterno da atávica ignorância, sem que nada nem ninguém lhe possa valer.»
Morreu o escritor português Aquilino Ribeiro (1885-1963).
É um dos romancistas mais fecundos da primeira metade do século XX.
Andam Faunos pelos Bosques (1926), A Casa Grande de Romarigães (1957), O Malhadinhas e Quando os Lobos Uivam (1958), são algumas das suas obras mais conhecidas.
Estes são os números que vão bailar entre a bola e os jogadores dentro de poucos momentos:
Vitória Dá 100 Mil Euros a Cada Portista e Meio Milhão a José Mourinho
Perante a realidade deste país.....
....não faço nenhum comentário.
Não há razão alguma para ficarmos admirados com a nossa posição – a cauda da Europa.
Somos o povo com menos formação superior e com menos pessoas na área cultural.
Porque razão ficamos espantados com as nossas classificações?
Aguardávamos algum milagre?
Aqui há dias coloquei no blog uma anedota sobre judeus e o velhíssimo e conhecido estereótipo de os judeus serem um povo virado para os negócios e o lucro.
Asseguro-vos que nada, rigorosamente nada, tenho contra o povo judeu, pelo contrário.
(até porque não confundo povos com políticas e, neste caso específico, não confundo o povo judeu com políticas agressivas, que condeno, como as do Likud /Ariel Sharon. Como, de resto, não confundo o Bush e a política externa americana, imperialista e militarista, que igualmente condeno, com os americanos em geral e o país USA).
Bem, adiante:
Quanto á tal anedota sobre sangue judeu, embora admita sem esforço que seja, por muitas pessoas, considerada de gosto duvidoso, quando a editei foi só porque, na descontracção do momento, lhe achei alguma piada e não me pareceu ofensiva por aí além. Talvez porque estou “mal” habituado. Explico: tenho amigos e conhecidos alentejanos, todos gente que ama o seu Alentejo, mas que são os primeiros a rirem-se com as muitas anedotas que por aí se contam sobre os alentejanos. Tenho amigas loiras e bastante inteligentes a quem já escutei anedotas sobre a burrice das loiras. Habituei-me, nas diversas vezes que passei por Benidorm, a ver aquelas centenas de ingleses que inundam os bares onde se contam piadas, em inglês, sobre os ingleses e as suas idiossincrasias, a rirem divertidíssimos de si mesmos.
Voltando novamente à anedota sobre sangue judeu: o amigo JPT deixou lá um comentário em que previa eventuais reacções de desagrado. Confesso que, quando li o comentário, me interroguei seriamente se a tal anedota não poderia ser ofensiva. E como a minha intenção estava muito longe de o ser, inclusive equacionei a hipótese de a retirar.
Acabou por ficar. Prevaleceu a minha convicção, não sei se certa ou errada, de que os judeus, pelo menos cá por Portugal, não são alvo de contestação e que os termos negociante ou, até mesmo, especulador, não têm um significado racista e talvez nem grandemente pejorativo, ao contrário de outros muitas vezes ainda utilizados, neste nosso país de brandos costumes, contra os negros e ciganos... Mas, claro, isto levava-nos a uma discussão mais ampla: saber se os portugueses, que tanto apregoam não serem racistas, não o são de facto...
Contrariamente às previsões do JPT, o sangue judeu não deu polémica. Talvez por benevolência pela minha pessoa ou simplesmente por fraca leitura do post.
Mas ficou – pelo menos em mim – um conjunto de dúvidas e interrogações, de que aqui deixo algumas: Será que, ainda sob a forma de inocentes anedotas, a utilização e recurso a estereótipos não são maneiras insidiosas de perpetuação desses mesmos estereótipos? E, ao fazê-lo, não estaremos a ser muito injustos para com os povos, grupos, pessoas vítimas desses mesmos estereótipos? E não serão maneiras encapotadas de darmos vazão aos nossos mais profundos e agressivos impulsos? Os estereótipos com que brindamos tantos seres não serão primos, mais directos ou mais afastados consoante o caso, de um certo racismo que sentimos e não queremos admitir?
E você o que acha?